Rapidinhas Vegetais 2012 (V)

Cows Get Spring Fever GIF - Cows Get Spring Fever

Depois do enorme texto da semana passada, vamos logo para a nossa atualização de links e dicas semanais sem mais delongas:

1) Caçadores de Mitos Vegan: Farinha “Láctea” Soymilk e leite Yoki – NÃO é vegan

(para ler acompanhado do botãozinho http://www.nooooooooooooooo.com/)

Tá aqui a explicação do pessoal do Om Shanti: “Infelizmente os produtos da Olvebra são sem lactose mas nem sempre são veganos. É o caso desse preparado para mingau que é semelhante à farinha lactea. Em seus ingredientes encontramos a vitamina D (Colecalciferol) que tem sido alvo de várias questionamentos e que também é encontrada em leites de soja como o Pura Soja e Mais Vita da Yoki. Essa vitamina utilizada no produto Soymilke sabor Farinha Láctea é de origem sintética, sintetizada através de um produto de origem animal, portanto NÃO É VEGANA”

Pelo que pesquisei o negócio é feito com pelo de carneiro, é mole? Pô, farinha láctea é a coisa que eu mais sinto falta nessa vida. eu geralmente faço uma emulação com uma mistura de ades quente, farinha de aveia, canela e açúcar mascavo, mas não é a mesma coisa… nunca será a mesma coisa!  Vou tentar conseguir os contatos da empresa e postar aqui pra fazermos uma mobilizaçãozinha, afinal quem é que precisa de Vitamina D, né?

2) Escolha Vegan Comésticos

Uma boa novidade pra quem quer se ligar nos aspectos não-alimentares do veganismo é o blog “Escolha Vegan Comésticos”, colo aqui a descrição dessa iniciativa bacaníssima da Fabiana: “A proposta do Blog é apresentar os melhores produtos Cosméticos vegan disponíveis no mercado. Se você já fez a sua escolha assim como eu \o/!! Aqui pretendo conseguir também o voto SIM(!) eu uso cosméticos vegan de quem não chegou lá ainda. ;) Para tal, reuno produtos diversos, empresas, as opiniões de quem usa, minhas pesquisas e expêriencias pessoais, etc. Entre e fique a vontade!”

Acesse:
http://www.escolhavegancosmeticos.blogspot.com/
http://www.escolhavegancosmeticos.blogspot.com/
http://www.escolhavegancosmeticos.blogspot.com/

3) Novidades para o Guia Vegano: Mixido e Salim Sou Eu

Duas novidades de lugares para comer veganamente enviadas aqui pro Distrito Vegetal.

A milena enviou o Mixido: ”Tem o restaurante Mixido na 402 sul, é um fast food que faz mesmo um mexidão vegetariano, para ficar vegan é só não escolher os adcionais de ovo e queijo. É uma mistura de arroz (branco ou integral) feijão (dois tipos) e outros ingradientes para adcionar. É 5 reais o pequeno (q é um pratão) e 10 reais o grande. Vale a pena, fica aberto até as 23h.”

A alice mandou o Salim Sou Eu: “tá rolando um lugar novo pra sanduiches de falafel: salim sou eu na 405 sul (e ao que parece no lago sul e na upis também). rola um sanduiche quente de falafel e um pão sírio com hommus e salada (não tem pra que pedir esse último, provei os dois e digo: fique com o falafel, jovem!)”

4)  Reportagens: “Quinoa e violência na Bolívia” e “Diferenças culturais entre chimpanzés”

Pra terminar, duas notícias muito interessantes, a primeira tem bastante a ver com o que escrevi um pouco em O problema de classe do veganismo :

“O nosso leite-de-soja-de-cada-dia também está inserido num contexto global de commodities e outras relações macroeconômicas sacanas que praticam mais-valia em cima trabalhadorxs e exploram animais humanos e não-humanos. O veganismo deve ser uma das nossas táticas e articulações para combater tudo isso e não para fingir que vivemos em outro mundo, de conto de fadas, em que podemos lavar as mãos e dissimular não-crueldade. Somos parte da engrenagem e só tendo consciência da nossa condição de peça é que podemos fazer alguma coisa”

Febre da quinoa gera conflitos na Bolívia

“O cultivo do grão, usado por adeptos da alimentação saudável em todo o mundo, reacendeu uma disputa limítrofe entre as principais áreas produtoras do país. Segundo denúncias, as plantações ainda ameaçam causar a desertificação de uma região já inóspita para a agricultura.”

e a segunda,  que transversalmente tem muito mais a ver com veganismo do que bolinhas de quinoa:

Cientistas encontram diferenças culturais entre chimpanzés vizinhos

“Eles identificaram três comunidades diferentes de chimpanzés, cada uma com hábitos próprios para abrir nozes. Dependendo da resistência da casca, os animais usam materiais específicos – madeira ou pedra –, e o tamanho também varia.

Como essas três comunidades vivem na mesma floresta, no Parque Nacional Taï, a questão ambiental não explica as diferenças. A genética também não seria a causa, pois fêmeas saem de uma comunidade e vão para as outras, logo todos compartilham genes.”

Nem tudo é genética, nem tudo é mera resposta ao ambiente. Que bom que nem a gente nem os chimpanzés precisam ser reduzidos à uma dimensão, né?

O problema de classe do veganismo

Uma das críticas mais comuns a quem tem alguma simpatia pelo veganismo é que se trata de uma ética/cultura/prática elitizada, cara, inacessível. E geralmente a gente fica contra a parede, no esforço para mostrar que não é bem assim, que existem inúmeras alternativas, que pão com molho de tomate é baratinho, etc. Eu tenho passado minha vida fazendo isso.

Mas será que as críticas não tem um pouco de razão? Será que não estamos promovendo uma ética/política/cultura que ainda tem um grave problema de classe ainda para resolver?

Tenho que admitir que sim, o veganismo possui um grave problema de classe (não muito diferente de boa parte da política radical no Brasil). Mas talvez o primeiro passo para desconstruir esse problema é assumir o local de fala e abrir o jogo sobre esse problema. Esse texto é uma tentativa honesta de dar um primeiro passo.

Não pretendo com um post de internet dar uma solução final para o problema de classe nas nossas práticas políticas e de contracultura. Ainda tenho que ler muito neomarxismo pra isso, coisa que não deve acontecer tão cedo. Mas isso não significa que a gente possa escrever um pouco e conversar sobre isso. Não precisamos de plataformas formais ou conhecimentos de determinados procedimentos para falar sobre as nossas vidas. DIY é isso.

A tal elitização do veganismo é inclusive uma das maiores críticas que recebo aqui no blog. E querendo ou não (eu realmente não queria, acreditem), o Distrito Vegetal reflete essa questão de classe: dos mais de 100 estabelecimentos listados no nosso guia, 90% se encontram no Plano Piloto. Tem a ver com a proximidade da minha casa também (tem mais asa norte que asa sul, por exemplo), mas acredito que isso é um fator menos determinante. Infelizmente, os restaurantes também parecem não conseguir escapar de uma lógica de mercado, em que quanto mais específico o cardápio, mais caro (porque isso funciona pros ingredientes e pra mão de obra também).

De qualquer maneira, uma das coisas que aprendi quando comecei a freqüentar shows de rock nas mais longínquas periferias de Brasília é que a classe não é uma categoria intransponível. Podemos promover um olé em certas barreiras e mesmo que a gente perca a bola algumas vezes, ainda dá pra criar o nosso jogo (sou péssimo com metáforas futebolísticas).

Mas para isso, antes de falar o que penso, talvez seja útil falar o que não penso:

Acho problemático o discurso do “o mundo pode ser vegan hoje, todo mundo pode ser, só depende de você”. Não, não depende só de você. Quem dera o mundo fosse tão simples assim e política fosse uma coisa que a gente fizesse só com amigxs (é também, mas não só). Mas babaca mesmo é o discurso de “o veganismo é para poucos, para fortes” ou qualquer baboseira do tipo. A variação classista desse discurso seria algo como “veganismo é pra quem tem grana” ou “não posso ser vegan, moro na periferia”. O que além de não fazer o menor sentido, carrega uma dose de paternalismo bruta, como se as pessoas que tem menos dinheiro tivessem menos capacidade ou sensibilidade para certas questões.

E por último, mas não menos importante, não acredito que em uma espécie de chá-de-cadeira da revolução em que devemos esperar a resolução do problema de classes na nossa sociedade para começar a pensar e agir sobre outras políticas, como a dos animais. “Depois da revolução e de solucionar os dilemas do capital-trabalho podemos começar a pensar em gênero, raça, espécie. Tudo decorre desse primeiro impasse”. O problema é que todo mundo quer reivindicar a  primeira contradição e eu acho é que essa revolução tá demorando demais pra chegar. E enquanto a gente espera milhões de animais são objetificados, torturados e mortos para a alegria tanto de burgueses quanto de proletários.

O veganismo tem um problema de classe. Sim. Mas isso não significa que o veganismo é uma política a se abandonar. Claro que não. A questão é: como a partir disso podemos transformar o veganismo numa coisa melhor?

No fim das contas, o que quero dizer é simples, admitir um problema, uma contradição, em uma política não significa abandonar essa política. A desistência é apenas uma das respostas possíveis diante de um mundo cheio de tantas contradições. Uma resposta conformista e asceta, se você me perguntar. Uma resposta que eu não estou interessado.

Por isso, pensei em alguns pontos, que já explorei bastante em outras reflexões, mas que se reforçados nesse tema da classe podem nos ajudar a pensar um veganismo mais bacana.

Mais sensibilidade a contextos.  Uma ética sem sensibilidade a contextos é uma ética fadada a se enrijecer e morrer. Visto como um monobloco de regras a serem seguidas o veganismo se torna um exercício ermitão, que contradiz o que de mais interessante existe nessa ética. Pra mim, veganismo é uma estratégia de combate ao especismo e exploração animal, é uma política de solidariedade entre espécies (incluindo a nossa) e uma maneira prática de reconhecer os animais como sujeitos.

Dito isso, creio que é importante entender que falar em veganismo vai ter significados distintos para quem mora no Plano Piloto e para quem mora em Águas Lindas.  Assim como o veganismo de alguém que mora nos EUA, com Loving Hut no shopping, vai ser uma experiência de práticas e significados distintos do nosso veganismo de 3º mundo. Diferenças que também podem valer entre alguém perto dos 30 que faz suas próprias compras de produtos de limpeza e um moleque de 15 anos que ainda mora com a mãe e ganha um tênis de couro da avó.

Por isso desconfio tanto quando um cara vegan nível 6 como o Gary Francione (não posso deixar de falar: branco, homem, gringo…) fala em “seja vegan” quase como uma obrigação. Sei que rola uma boa intenção, mas me preocupo em ver garotxs da periferia do planeta lendo isso e pensando: “Ou eu viro vegan (nos padrões do colonizador) ou sou um merda explorador”, quando a coisa não deveria funcionar assim.

Menos purismo. Enjaular o veganismo como uma escolha de consumo é igualmente problemático quando pensamos o problema de classe. O veganismo deveria ser mais do que uma lista de produtos a (não)consumir. Quando a gente equivale uma escolha política à uma escolha de consumo, implicitamente estamos reforçando que quem não tem condições de consumir aquilo tampouco possui agência política. E isso é cruel pra caramba.

Ao mesmo tempo, a própria noção de escolha pode ser problematizada como uma das mais sacanas enganações do capital. Algumas poucas empresas dominam a totalidade do mercado e talvez seja inócuo ficar procurando algum tipo de pureza no meio de tanta sujeira. O nosso leite-de-soja-de-cada-dia também está inserido num contexto global de commodities e outras relações macroeconômicas sacanas que praticam mais-valia em cima trabalhadorxs e exploram animais humanos e não-humanos.

O veganismo deve ser uma das nossas táticas e articulações para combater tudo isso e não para fingir que vivemos em outro mundo, de conto de fadas, em que podemos lavar as mãos e dissimular não-crueldade. Somos parte da engrenagem e só tendo consciência da nossa condição de peça é que podemos fazer alguma coisa. É triste pra caramba, mas faz parte de um desencantamento do mundo que acho importante.

Mais veganismo! Como disse anteriormente, não acho que a identificação de problemas e contradições é determinante para o abandono de uma prática política. Pelo contrário, pode ser um momento de reflexão e aprimoramento. Num mundo em que o capital é tentáculo não vai existir espaço que não esteja permeado pelas contradições intrínsecas a esse modo de produção.

Diante disso, o que você vai fazer? Desistência e apatia é a receita que vem nos ensinando no formato de 40hs de trabalho e novela da Globo desde que nascemos. Tô fora dessa.  Qual a lição do Black Flag? Tem alguma coisa que você acha que é certa e não tá acontecendo? Vai lá e faz.

Os restaurantes vegans são mais caros? Podemos criar alternativas. Ingredientes como arroz, feijão, soja, legumes em geral são bastante baratos, bem mais baratos do que carne proporcionalmente. Você pode aproveitar a cozinhar e aproveitar para ressignificar o espaço e as relações da cozinha da sua casa.

Não tem nada pra comer perto da sua casa? Você pode sugerir algumas coisas para a lanchonete ou o restaurante self-service perto da sua casa. Nem todo mundo vai te ouvir, mas temos exemplos positivos aqui no Distrito Vegetal.  Podemos criar redes de solidariedade, como esse blog, pra trocar dicas, receitas, etc.

Costumo fazer muitos paralelos entre veganismo e bicicletas, coisas aparentemente tão distantes, mas que na minha cabeça estão muito próximas. Vejam se faz algum sentido.  Da mesma forma que não dá pra esperar vivermos em uma cidade totalmente adaptada para locomoção não-motorizada pra andar de bicicleta, e que na verdade quanto mais gente andar de bicicleta mais segura será a cidade; não dá pra esperar todas as contradições do veganismo se resolverem para parar de comer carne, leite e ovos e na verdade quanto mais gente promover o veganismo mais fácil, simples e barato será o veganismo nas nossas cidades.

E assim a gente pode ir criando o nosso veganismo. Uma prática própria, local, com nossas contradições e com nossas conquistas.E o mais legal é que tudo pode começar quando você quiser.

Já jantou hoje?

Barulho Anti-Vivisecção – 12 músicas contra os testes em animais

Ainda no embalo da Semana anti-vivissecção em Brasília, resolvi preparar um post diferente para essa semana no Distrito Vegetal.  Apesar de saber que boa parte das pessoas que entram aqui no blog vão considerar as canções abaixo listadas uma barulheira sem sentido, foi por meio de músicas como essas que eu tive o primeiro contato com ideias que mudaram minha vida radicalmente, como o veganismo. Também foi esse meio que me ensinou sobre faça-você-mesmx e redes de solidariedade, dois dos ingredientes que inspiraram a criação do Distrito Vegetal. Palavras simples transmitem ideias simples, mas isso não significa que ela não possam ser transformadoras.

Semana que vem voltamos com a programação normal, comidinhas e essas coisas, por enquanto fiquem com…

Barulho Anti-Vivisecção
12 músicas contra os testes em animais


Disrupt – A life’s a life

Clássico absoluto. Aposto que muita gente deixou de comer carne depois de ler as letras e a contra-capa do maior clássico da banda, Unrest. “our bodies are not structured the same, liberation our final aim… vivisection is scientific fraud!”

Ripcord – Vivisection-tortura innecessaria

O Ripcord fez várias músicas sobre libertação animal, os caras estavam falando sobre veganismo ainda nos anos 80 e num DVD recente que saiu da banda tem uma reportagenzinha da época com o vocalista panfletando sobre direitos dos animais nas ruas de Weston-Super-Mare e jogando Dungeons and Dragons (!!!). Combinação explosiva.

Nausea – Electrodes

“animal torture/how can this exist?/a crime with no law/committed by scientists/electrodes in my head/electrodes in my head/now dead.”

Voivod – Ravenous Medicine

A letra da música  não deixa claro se é uma música especificamente anti-vivisecção. Trata-se de uma descrição de aprisionamento e tortura relatada em primeira pessoa, que poderia se encaixar muito bem numa temática anti-manicomial. Mas o vídeo não deixa dúvida, logo no comecinho: “Stop the animal slaughter! Stop the ravenous medicine!”

BGK – Vivisection

Furacão holandês. “Vivisection it’s so fucking unfair. No one seems to care”

Aus Rotten – Pathetic Humanity

“a dog’s liver is destroyed by alcohol THIS IS VIVISECTION 
a cat’s head is implanted with electrodes THIS IS VIVISECTION 
a donkey is exposed to massive radiation THIS IS VIVISECTION”

Electro Hippies – Vivisection Song

“Is it too much to ask, not to kill and destroy, Animals, humans – one earth?”

Assück – Suffering Quota

No comentário que acompanha essa letra, o pessoal do Assuck pergunta: “Estamos tão obcecados com a morte que não podemos libertar de suas garras?”

Oi Polloi – The Only Release

“Animal liberation and human rights. It’s one struggle – it’s one fight”  No vídeo o vocalista agradece a combinação rango vegan + cerveja que ofereceram pra banda antes do show.

Battle of Disarm – Anti-Vivisection

Noise japonês explicitamente anti-vivissecção. 

DEFY – Parem a Vivissecção

Banda de grandes amigos de São Paulo, inspirador ver pessoas escrevendo sobre isso em português. “animais indefesos sofrendo pela nossa ignorância. o inferno causado pelo mais ínsano e estúpido animal”

E pra terminar, um pouco de auto-indulgência… essa é uma das bandas que eu toco:

Violator – Deadly Sadistic Experiments

Bem, pra quem se interessar pelo tema, a internet é um prato cheio. Com apenas dois cliques no oráculo eu encontrei uma listinha: http://www.animalliberationfront.com/Saints/Musicians/Music/Lyrics/AR_Song_Lyrics.htm  Como essa, devem existir muitas outras.

Semana anti-vivissecção em Brasília

Começa hoje uma semana de eventos anti-vivissecção em Brasília, os eventos culminam na II Manifestação Nacional Contra Vivisecção, no sábado  dia 28.

Confira a agenda abaixo, retirada do blog Libertação Animal Brasília (http://www.bsblibertacao.blogspot.com.br/). Mais informações pelo e-mail: bsblibertacao@gmail.com

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Dia 23 de abril (2a) – Flash Mob no Restaurante Universitário da Universidade de Brasília
Horário: 12:15 (almoço)
Local de encontro: em frente ao RU
Aberto a todas as pessoas que desejarem participar.
Não é necessário levar nada, apenas 1 plaquinha ou papel impresso com a seguinte imagem:

 

Como será:
  • As pessoas chegarão às 12:15 e se reunirão no local indicado (em frente ao RU)
  • O grupo se distribuirá ao redor do ministério e áreas próximas conforme quantidade de pessoas que aparecerem.
  • Às 12:30 a primeira pessoa irá cair – será dado um grito de “dor” e, em seguida, todas as demais pessoas cairão e permanecerão no chão por 1 minuto.
  • Após um minuto será tocado 1 apito. Todas/as os/as participantes levantarão com suas plaquinhas nas mãos e manifestantes distribuirão rapidamente material informativo e mostrarão cartazes.
  • Em seguida, o grupo se dispersará muito rapidamente e tudo voltará ao normal.

Vejam este vídeo para terem uma idéia de como faremos:

Dia 24 de abril (3a) – Exibição do documentário “Não Matarás” seguido de debate

Local: Devido a uma dificuldade de logística para exibição no local anteriormente previsto, optamos por adiar este evento e disponibilizar, enquanto isso, o link para que as pessoas possam assistir o documentário pela internet, por meio do seguinte endereço:

Não Matarás é um documentário brasileiro produzido pelo Instituto Nina Rosa sobre experimentação em animais e suas consequências para os próprios animais, para o homem, para a educação e para o mercado.
A prática de experimentação animal é comum no meio acadêmico, em pesquisas biomédicas, nos testes de produtos de limpeza e cosméticos. Estimativas oficiais indicam que entre 17 e 70 milhões de animais são usados em experimentações somente nos EUA. No Brasil não é muito diferente, e em todo mundo, animais vem sendo mortos como alternativa mais barata, e para alguns mais confiável, para testar os produtos que nós consumimos.
Nas últimas décadas, o movimento de defesa dos direitos animais passou a denunciar o que muitas pessoas sequer imaginavam que ocorria nos laboratórios de pesquisa e nas salas de aula. Essa exposição tem causado alvoroços em laboratórios, empresas e universidades e motivado cada vez mais a sociedade a entrar no debate sobre vivisseção e experimentação em animais, e a cobrar a substituição dessas práticas.

 

Dia 27 de abril (6a) – Flash Mob em frente ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
Aberto a todas as pessoas que desejarem participar.
Horário: 8:30 da manhã
Local de encontro: Ponto de ônibus do Ministério da Ciência e Tecnologia
Não é necessário levar nada, apenas 1 plaquinha ou papel impresso com a seguinte imagem:

 

Como será:
  • As pessoas chegarão às 8:30 e se reunirão no local indicado (ponto de ônibus do MCT)
  • O grupo se distribuirá ao redor do ministério e áreas próximas conforme quantidade de pessoas que aparecerem.
  • Às 8:40 a primeira pessoa irá cair – será dado um grito de “dor” e, em seguida, todas as demais pessoas cairão e permanecerão no chão por 1 minuto.
  • Após um minuto será tocado 1 apito. Todas/as os/as participantes levantarão com suas plaquinhas nas mãos e manifestantes distribuirão rapidamente material informativo e mostrarão cartazes.
  • Em seguida, o grupo se dispersará muito rapidamente e tudo voltará ao normal.

Vejam este vídeo para terem uma idéia de como faremos:

Teremos pessoas que irão fotografar e registrar ambos os flash mobs e já está definido também quem irá panfletar ao final. Porém, quem quiser participar nessas ações ou tiver alguma dúvida por favor, entrar em contato pelo e-mail bsblibertacao@gmail.com.

Dia 28 de abril (sábado)
Manifestação Anti Vivissecção e Experimentação Animal

Local de encontro: em frente à estação de metrô da Rodoviária de Brasília
Horário da concentração: 15:00
Passeata no trecho: Rodoviária – Conic – Conjunto Nacional
Como ir: de roupa branca
O que levar: faixas, cartazes, placas de protesto, jalecos brancos de TNT (descartáveis), apitos

 

Imprima este cartaz em uma folha A4 e cole em um local onde mais pessoas possam tomar conhecimento da manifestação! Temos também flyers disponíveis para distribuição. Pessoas interessadas em buscá-los, por favor, entrem em contato por e-mailbsblibertacao@gmail.com.

Para saber mais sobre nossa manifestação, sobre as outras cidades que aderiram ao movimento e para conhecer nosso manifesto, acessemwww.contatoanimal.blogstpot.com

Links no facebook para acompanhar nossas atividades, confirmar presença etc:

Link da Manifestação em Brasília https://www.facebook.com/events/297344816989265/
Link da exibição do documentário Não Mataráshttps://www.facebook.com/events/229175027189751/
Link para organização do Flash Mobhttps://www.facebook.com/events/203111659804154/
Link na Manifestação Nacional https://www.facebook.com/events/310092515704347/

Minha triste vida vegan – edição farroupilha

goat-boy-sad

Porque quem não consegue rir de si mesmo, morre sem entender a piada no final.

Continuamos a nossa série de lamentações veganas com um curto relato de uma tragicômica desventura que participei no último fim de semana em Porto Alegre. Se você também tem uma boa história no naipe Classe Média Sofre da vida sem carne, e gostaria de vê-la publicada aqui, escreva pra poneteo@gmail.com

 - rua vazia, barriga vazia, uma epopeia por comida vegan em Porto Alegre. 

Saímos de Caxias do Sul já com a barriga roncando. Era quase onze da noite e a lembrança do delicioso macarrão com nozes que a Eveline fez no almoço só aumentava a fome, que já era gigante, depois de três dias intensos de punk rock pelo Rio Grande do Sul. Vasculhei o nosso saquinho de comida e todos os salgadinhos já tinham acabado. Só restava aquele pacote de negresco e um biscoito de café, e como todo mundo sabe: 1) só comida salgada mata a fome; 2) café só é bom no estado líquido mesmo.

Chegamos na casa gigante da Julia com os planos feitos: pedir uma pizza sem queijo e esperar algumas horas, com a barriga cheia, o avião de volta pra Brasília. Naquela hora os restaurantes já estariam fechados e a gente tava contente em pedir uma massa qualquer com alguns vegetais por cima, já que tínhamos comido tantas delícias veganas nas últimas refeições. Para nossa ingrata surpresa, nenhuma pizzaria queria nos atender.  Devia ser um pouco depois da meia-noite, e mesmo com o pessoal chorando no telefone, ninguém quis levar pizza pra gente. Barbaridade.

Foi aí que o Daniel, o mais esfomeado do grupo, entrou em desespero. “Não é possível, Porto Alegre”. Munido de uma internet sem fio, ele foi consultar o oráculo sobre o que poderia existir 24 horas na capital gaúcha. Nada. Todos os telefones mudos. Lembraram de um boteco pra comer batata-frita. Fechado no domingo. Cadê o Sky’s nessas horas?

Já era quase uma da manhã quando alguém disse que tinha um Habib’s a algumas quadras dali. Qualquer coisa em frente haveria um Subway. Era só atravessar um parque bizarro. Vamos nessa. Já estava sonhando com aquele homus ralo e uma batatinha-frita, refeição companheira de tantas madrugadas.  Após uma caminhada num frio de lascar, vislumbro as luzes acessas do fast-food árabe e começo a cantarolar o tema do Rocky Balboa enquanto subo as escadas para me deparar com a lanchonete fechada. Vamos no pão com folha do subway, então. Ouvi dizer que o molho de cebola doce é vegan. Fechado também. Porra, na noite anterior em Lajeado, interior gaúcho, o subway tava aberto até às 4h da manhã, recheado de gente bombada voltando da balada. Que que tá acontecendo Porto Alegre?

A partir daí começamos a vagar sem rumo e desepenrançosxs pelas ruas vazias de POA. Descendo a avenida Goethe nos deparamos só com vitrines fechadas para nosso desespero. O Villaverde, já começando a delirar de fome, avistou de longe um lugar possivelmente aberto e começou a gritar “PIZZA! AQUI TEM PIZZA!”. Os gritos ecoavam por aquela filial de cidade cemitério. Cinco segundos depois “NÃO TEM PIZZA NÃO! NÃO TEM PIZZA NÃO”.

Já bem distantes do que pretendíamos caminhar inicialmente,  encontramos um botequinho prestes a fechar. Lá eles serviam uma centena de variedades de “xis”, o apelido gaúcho pra sanduíche. E no meio delas, duas opçõe vegetarianas! Será que toda essa epopeia teria um final feliz? Aparentemente não, porque o hamburger vegetariano tava em falta. “Ah, então faz só com pão e salada mesmo, mas anota aí: são quatro xis sem queijo, sem ovo e sem maionese”.

Sentamos ao lado de uns caras folgados enchendo o saco tomando cerva e aguardamos. Recebemos felizes os pacotinhos fechados e cada um deles com as especificações escritas a mão. Peguei o meu: “vegetariano – sem ovo, sem queijo sem maionese” Era o fim de uma saga em busca de uma refeição. Mas alegria de vegan dura pouco. Tava tudo ali: queijo ovo e maionese. Só podia ser pra sacanear. Imaginei gargalhadas maquiavélicas da cozinheira saindo da cozinha. Às três da manhã só restava cair na risada junto.

Epílogo: 
O voo de volta para casa, ainda constituía uma espécie de esperança torta, já que a Avianca agora dispõe de refeição vegetariana nos voos domésticos e a gente tinha feito a solicitação pra isso. Esperança estraçalhada no balcão de check-in. “Desculpem, mas não conseguimos a refeição de vocês. Podemos oferecer um amendoim?”. Ah! Se lascar! Deixa eu dormir que eu ganho mais.

Rapidinhas vegetais 2012 (IV)

Para essa semana, temos uma série de boas notícias. Deve ser o espírito de compaixão da Páscoa (ou isso só é promovido no Natal?) Bem, seja como for, segue nossa série de links e curtas notas para manter a atualização semanal do DV. Daqui a pouco eu tô até batendo ponto aqui.

- Lanches veganos pra encomenda.

Quem mandou a dica foi a Izabele Pimenta: Boa tarde, DV! Tenho uma amiga que faz lanches vegans (coxinha, kibe, risole, pastel e alfajor) sob encomenda. São práticos, ótimos para as fominhas da madrugada, aquele momento em que estamos em casa morrendo de fome, mas com preguiça de preparar comida e não encontraremos nenhum lugar aberto que nos contemple gastronomicamente. :) Vale a pena conferir e, se pá, divulgar aqui. Tham Borges -http://www.facebook.com/profile.php?id=100002176042416 telefone: 8572 4029 (oi) 9233 6475 (claro) email: tham.borges@gmail.com Gratidão

- Novo cardápio no Submore

Alguém deixou de comentário aqui pra gente essa bela notícia: O SUBMORE no seu novo cardápio, terá 03 opçoes de pastas vegetarianas e e sanduiche quente com carne de soja. Vamos prestigiar!  Assim que eu tiver mais notícias, posto por aqui.

- Novos sorvetes veganos na Sorbet.

A Mel Portela envia boas notícias e pede dxs leitorxs do Distrito Vegetal, sugestões de sorvetes veganos:

Todo final de semana, a Sorbê têm colocado pelo menos 2 opções dos cremosos sem lactose. E agora rola o Chocosoja sempre, de tanto que insisti, acho. Falei com uma das responsáveis pela produção e ela disse que vai ver se já coloca o Tapioca sem leite no final de semana que vem. A minha cabeça já está fervilhando de ideias para sabores nada convecionais de sorvetes veganos, coisa impossível de encontrar em Brasília. Se a Rita (dona da Sorbê) topar, esse esquema de sempre ter 2 veganos cremosos aos finais de semana vai ficar por conta das minhas “criações”. Por isso, tô pedindo sugestões e assim que confirmar essa possibilidade, queria saber se era possível você divulgar. Afinal, se o pessoal não for lá procurando, pode ser que a iniciativa acabe sendo furada.

Utilizem a seção de comentários para sugerir a Mel que sorvetes veganos gostariam de experimentar. Eu fico sonhando com um flocos vegan. hehe.

- Veganismo sem ser comida – artigos sobre  ”auto-domesticação” e direitos de pessoas não humanas:

Desculpem repetir como papagaio louco, mas talvez seja importante para quem visita esse blog pela primeira vez.

O veganismo significa pra mim muito mais do que um código estrito do que comer ou do que não comer. Significa muitas coisas distintas e interessantes, todas ao mesmo tempo. Significa questionar uma indústria que objetifica e causa sofrimento (lógica presente em tantas diferentes dinâmicas do capital), significa problematizar a pretensa centralidade do homem (assim, no masculino mesmo) no mundo, significa reconhecer como agentes morais espécies não-humanas (coisa que era negada a negrxs e mulheres há poucos anos), significa ampliar para além dos limites estabelecidos a nossa empatia e solidariedade, se importar com o que ninguém parece se importar e muito mais.

— eu copiei esse pequeno trecho de uma entrevista que dei recentemente e me perguntaram sobre veganismo – coisas para evitar a fadiga —

Então, dito isso, seguem dois links interessantes sobre  a questão animal e que tem tanto a ver com veganismo quanto o creme de leite de soja.

“Why Some Wild Animals Are Becoming Nicer” –  A Wired traz um artigo interessante sobre a hipótese de algumas espécies realizarem um processo próprio de domesticação, não como uma ferramenta de intervenção e dominação humana, mas como um processo natural de evolução. Essas espécies estariam se tornando mais gentis e menos agressivas e o melhor exemplo seriam os bonobos, que não brigam muito entre si, fazem sexo com consentimento, entre outras coisas legais.

“This possibility is most apparent in bonobos, a close cousin of chimpanzees. Unlike their violent cousins, bonobos are generally peaceful. And while many animals have evolved to be socially agreeable, bonobos — and possibly other species — seem to be experiencing something more precise and profound: the physical and behavioral changes specifically described in studies of domestication, but as a natural evolutionary process” http://www.wired.com/wiredscience/2012/02/self-domestication/

The rights of dolphins, chimps, and other nonhuman persons Já a Smart Planet traz um texto bem bacana sobre a necessidade e os possíveis desdobramentos de se reconhecer legalmente a categoria de pessoas não-humanas, para primatas e golfinhos, por exemplo. O artigo já começa de um jeito que eu adoro, se mesclando com ficção científica barata:

Over the weekend, I borrowed a friend’s time machine and cold-bloodedly killed a Neandertal, aHomo erectus, an Australopithecus, a dolphin, a chimp, eight sentient robots, the first extraterrestrial visitor to Earth, and my neighbor with the unreasonably loud sound system. Question: in the eyes of the law, how many murders did I just commit?

(pegando uma máquina do tempo e assassinando um Neandertal, um Australopitecus, um golfinho, um chimpanzé, oito robôs sencientes, um visitante extraterrreste e o meu vinho. Pelos olhos da lei, quantos assassinatos eu cometi?)

http://www.smartplanet.com/blog/savvy-scientist/the-rights-of-dolphins-chimps-and-other-nonhuman-persons/393

- ambos os links foram enviados pelo Andrei. Se você ver alguma coisa interessante que gostaria de ver aqui no Distrito Vegetal, envie para poneteo@gmail.com - 

Minha Triste Vida Vegan (nova série)

 

Começamos hoje uma nova série aqui no Distrito Vegetal, um espaço para compartilharmos histórias de tragicomédia vegana:  ”Minha Triste Vida Vegan”.  Uma espécie de Classe Média Sofre da vida sem carne, ou um  1st World Problems do veganismo. Tenho certeza que todo mundo que tem empatia por esse estilo de vida já se sentiu um pouco num episódio de “Todo mundo odeia o Chris”, e eu não tô falando do Caruso não.

Essa nova seção do blog serve como reforço dos nossos laços de solidariedade, na alegria e na tristeza. E também porque a gente adora rir da própria desgraça. Se você tiver uma boa história, manda aí: poneteo@gmail.com

1) “se você soubesse como dá trabalho fazer esse molho”

Domingo a noite, dia de ir com a (ex)juventude ao restaurante japonês na sequência do açaí 700 ml. Tudo muito gostoso, rolinho primavera, arrozinho, cogumelos cuidadosamente feitos no azeite para atender todas as nossas restrições alimentares. E eu me esbaldando no molhinho teriyaky. Ele tava até escondido na cozinha, eu que pedi pra trazer.  A cada mordida, mais uma  mão daquele caldo gosmento. Fim da refeição, pago a conta e tentando ser simpático pergunto ao garçom. “Pô, bom demais esse Teriayaky de vocês. Eu já comprei lá em casa, mas não era nem perto de ser tão gostoso quanto esse. No que ele me responde: “Rapaz,  se você soubesse como dá trabalho fazer esse molho…” Como sempre curioso, cometo erro crasso  de continuar perguntando. O que os olhos não vem, a barriga vegana não sente.

- Isso daí tem que ficar cozinhando 24 horas, sem parar.

- 24 horas?! Caracas!

- Aí a gente vai jogando todo o que sobrou na cozinha.  Espinha de peixe, resto de frutos do mar, pedaço de frango…

Só restou cair na risada pra disfarçar o choro. Pô, eu tava confiando no Yahoo Respostas, que também me disse que OS VEGANS tão querendo deixar todo mundo doente.

 2) “isso seria mais um limitador”

Vou manter o anonimato das identidades física e jurídica envolvidas por uma questão de preservação da fonte, coisa que  o Robert Redford me ensinou.  Um amigo, inspirado pelas conquistas positivas do Distrito Vegetal, resolveu fazer parecido e enviar um e-mail para uma de suas lanchonetes favoritas em sua cidade.

Olá, Sou vegan (vegetariano completo, não consumindo nenhum produto de origem animal, como leite, ovos, manteiga, etc…) (…) Gostaria de sugerir a inclusão de opções veganas no cardápio da lanchonete. O mais prático seria a adoção de um hambúrguer vegetariano. (…)

e por aí segue.  Eis a resposta da lanchonete:

Sei da importancia dessas inclusões no cardápio e estamos avaliando… Por agora vc já tem opções como o pastel de ricota, omelete de queijo/napolitano, salada de frutas e os sucos. Ñ sei exatamente em que nível de rigor vc inclui/exclui o leite e os ovos… isso seria mais um limitador. Espero ter ajudado, att.

Putz grila! Omelete napolitano?  Pastel de ricota? Mais um limitador? Pelo visto a pessoa espera um nível de rigor bem baixo mesmo. Ainda se despede esperando que tenha ajudado! Ajudou sim, a fazer esse post aqui.

102 razões para viver vegan (Guia Vegano atualizado!)

Nossa rede de solidariedade e contrabando vegan continua se expandindo monstruosamente a cada dia. O Grande Guia Vegano, após publicado e extensivamente compartilhado, não para de receber sugestões de novas descobertas e novos locais deliciosos para se comer sem carne, leite, ovos ou galináceos. Fiz um apanhado das últimas sugestões que recebemos e o resultado é que para minha surpresa a publicação acaba de ultrapassar os 100 locais para comida vegana em Brasília. Uma alegria incomensurável.

Bem, só resta dizer obrigado e pedir que acessem o guia e espalhem ele por aí que nem salsa na silverinha de soja:

http://distritovegetal.wordpress.com/o-grande-guia-vegano-brasilia-2012/
http://distritovegetal.wordpress.com/o-grande-guia-vegano-brasilia-2012/
http://distritovegetal.wordpress.com/o-grande-guia-vegano-brasilia-2012/ 

Essas foram as 10 novas adições ao guia: 

Club Nature – Setor de Clube, ao lado do Píer 21 – Self Service de comida “natural”. Tem opções gostosinhas vegetarianas, bons sucos e açaí. Mas também tem carne e o preço é salgado.

Caldo de Rua – 410 Norte – outra opção pra quem gosta de comer na rua, nas carrocinhas de entrada de quadra. Todo dia tem uma opção vegetariana, nem todo dia é vegana.

Macarrão na Rua – 206 Norte – pelo que indicaram tem um macarrão ao sugo que é vegano.

Bomboniere Pollylau – ICC sul na UnB – Lá frequentemente tem três entregadores diferentes de salgados veganos. Inclusive o famoso empadão de palmito

Marvin – 110 Norte, Casa Park, etc. – O Daniel nos mandou a seuinte novidade: “O Marvin tem opção vegana agora. A quase três meses, vc pode chegar no Marvin e pedir seu hamburger preparado sem queijo e sem ovo na receita…..mandei e-mail para acessoria e eles confirmaram. Uma vez, no Iguatemi, não quiseram fazer o hamburger vegano para mim, mandei e-mail e me responderam pedindo desculpas”.

Pastelândia/Famiglia Regina – Píer 21 – Você que escolhe os ingredientes do seu pastel, ficando fácil de optar por ingredientes veganos.

Falafel Capital – Feira do Produtor de Vicente Pires, Box 14, tem: bolinho de falafel, sanduíche de falafel, pasta de berinjela, pão integral e salgados.

Bistrô Bom Demais – Sebrae Nacional 605 sul -  Tem acompanhamentos, salgados e cappuccinos veganos.

Livraria Sebinho – 406 Norte – Tem um bistrô que sempre serve opção vegana no almoço, além de várias opções do à la cart. Vale a pena conferir .

Caferô -  307 Norte – Acabou de abrir. Nesse início estão focando a proposta no café da manhã, com sucos vivos, pão integral de fabricação própria, salada de frutas especial e alguns alimentos vivos. Também rola uns congelados vegetarianos e veganos, e aceita encomendas de leites vegetais! Uma das sósias é nossa correspondente, Edith.

Além disso, alterei o status da esfiha de espinafre do Habibs para temporariamente indeterminada. Vocês podem utilizar esse espaço para chegar a algum encaminhamento mais definitivo, inclusive.

Habibs – Além do homus, Investigadores internacionais continuam debatendo se o espinafre é vegan, então cabe a você decidir se gambiarra de esfiha de espinafre sem o queijo tá valendo ou não.

Tem mais sugestões? Comente aqui embaixo ou escreva para poneteo@gmail.com.

rapidinhas vegetais 2012 (2) – links e artigos

começando a semana com uma série de dicas vegetais, aproveitem:

- Distrito Vegetal no Facebook
Agora o Distrito Vegetal está mais chique que lasanha com queijo de macadâmia. Além do novo layout na página, guiazinho pra imprimir e guias de turismo, temos uma página no facebook pra você curtir e compartilhar junto com aqueles artigos que ninguém lê e outros momentos de alegria. Acessem, e se sentirem no clima, curtam:

http://www.facebook.com/distrito.vegetal
http://www.facebook.com/distrito.vegetal
http://www.facebook.com/distrito.vegetal

 - Saga Vegana: novo blog vegetal no distrito
Os blogs sobre veganismo continuam se reproduzindo como bonobos fora do cativeiro. Essa semana conheci mais um, feito aqui mesmo em Brasa City, o que me deixa ainda mais contente. O “Saga Vegana”  é um misto de trajetória pessoal vegana e guia de receitas. O blog começou nesse mês mesmo e já tem receita de sorbet de pitanga e brownie vegan. Acesse:

http://sagavegana.blogspot.com.br/
http://sagavegana.blogspot.com.br/
http://sagavegana.blogspot.com.br/ 

-  ”A última vez que definimos o que significa ser humano” – artigo
Quem acompanha o Distrito Vegetal já deve ter percebido que o veganismo  que me amarro não é só aquele de buscar novos produtos das estantes dos hipermercados, mas um que tente promover uma reflexão sobre a relação entre humanos e mundo e mais especificamente, gere algum tipo de rachadura na hierarquia arbitrária entre espécies que nos adestraram  a enxergar. Esse curto artigo aqui “A última vez que definimos o que significa ser humano” (infelizmente  está em inglês – pretendo retomar as atividades de tradução do blog em breve) traz informações interessantes sobre a taxonomia dos primatas, e uma novidade de que não temos mais uma família taxonômica exclusiva pra gente.  Eu me interesso muito sobre o assunto e se tiver alguém que acompanha o DV e manja disso, por favor, vamos publicar mais sobre o tema. Aqui o link:

http://io9.com/5892387/the-last-time-we-redefined-what-it-means-to-be-human

Destaco um trechinho:

The shift from hominid to hominin sounds small but represents a radical change in our perspective on what it means to be human. In older versions of the tree of life, humans were considered so unique and special that we were given our own family, as well as our own genus and species. Though evolutionary theory had knocked us off our high horse in some ways, proving that we were once grubby monkeys, taxonomies continued to reflect the idea that humans were a lot more than apes. We weren’t even in the same family!

But in the 1960s and 70s, this notion began to seem absurd to a lot of scientists. Based on what we knew of the great apes, as well as our close evolutionary relationship with them, it started to seem like the old taxonomy was just a way of trying to de-ape-ify our heritage. With help from genetics, human scientists gradually realized that you can’t evolve from a common ancestor with apes and then pretend that you aren’t sharing a family with them. But if you need to keep the apes out of our evolutionary cubby hole, the new taxonomic classifications still give us the term hominin.

- “O quão deprimido está aquele rato?” – artigo
Uma pequena nota (também em inglês) traz o link para um artigo com os detalhes de como cientistas determinam se um rato está deprimido para testar remédios antidepressivos. Como vocês devem imaginar, esse é um tipo de tradução ontológica no mínimo complicada – como saber se um rato está deprimido? eu classificaria como uma tradução impossível, simplesmente – então os caras tem que apelar pra um comportamentalismo barato, afogando os bichos e pendurando eles de cabeça pra baixo. Tudo pra fazer uns comprimidos que vão disfarçar consequências de causas complexas e gerar um dinheiro danado pra um mega indústria tão horrível quanto a da carne. Leia:

http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=depression-how-depressed-is-mouse

adeus, agora voltarei ao meu mundo.

Fortaleza Vegetal – “scene report vegan”

Junto com as águas de março, vem as pendências e saudades do verão.

Entre janeiro e fevereiro, tive a árdua tarefa de passar um mês peregrinando pelo estado do Ceará, tomando banho de mar e caçando comida vegan. Como fruto daqueles dias difíceis, de sombra, soja e água fresca,  apresento o nosso terceiro scene report* vegan, ou relato de cena vegana: Fortaleza Vegetal. Esse curto guia foi preparado a partir dos lugares que visitei nas férias de verão mais algumas coisas que a Mônica Viana compilou pra gente entre um ensaio do Skate Pirata e uma sessão de filme terror de terceira categoria.

Foi uma aventura divertida conhecer por mais de uma semana a dinâmica vegan de outra cidade. Em Fortaleza, o vegetarianismo estrito parece ser visto com olhos de estranheza ainda maiores do que por aqui. Talvez por isso mesmo, tive a impressão de que o pessoal curte um veganismo do “capim de nabucodonossor” (pra citar uma das críticas mais ácidas e desestimulantes que recebi quando comecei o Distrito Vegetal – mas que acabou virando uma gíria engraçada), daquele que sai pouco de casa e é bem desconfiado.

Munido da ingenuidade de turista sem desconfiança e como eu era um forasteiro sem casa, o jeito foi ir pra rua e chegar ao guia abaixo. Espero que curtam.

Quem quiser bolar um guia de sua cidade,  será muito bem-vindx.  Mandem aí.  Basta escrever pra poneteo@gmail.com

FORTALEZA VEGETAL

X da Miriam: Tem hamburger vegan (sem ser industrializado), cachorro quente e pastel de palmito. Tudo delicioso, gigante e com aquela cara junkie que a gente adora. Fica aberto até de madrugada e começou a disponibilizar opções veganas depois da sugestão e receita da Mônica. Demais, né? Se os arquétipos se repetem no mundo, o X da Miriam é o Sky’s de Fortaleza. Avenida Júlio Abreu Nº 160, Varjota.

Mandir: Foi o único restaurante vegetariano que almocei. Comida hare krishna, no esquema pratinho feito, com opções veganas. Fica dentro de uma casa, atrás da reitoria da UFC A tortinha de tofu é uma delícia. Ao fazer o pedido você já ganha um suquinho natural e uma rapadura de sobremesa. Bem simples, bem gostoso, bem barato, bem agradável. Rua Nossa Senhora dos Remédios, 158

Pasto e Pizza: Resolvi arriscar a pizzaria numa noite, grata surpresa. Tem uma parte logo no começo do cardápio que é só vegetariana e que mesmo as opções com queijo podem ser facilmente veganizadas. Fui incrivelmente bem atendido e me entupiram de pizza de cogumelos, abobrinha, berinjela e macarrão com brócolis, alho e olho e molho sugo. Pra comer até explodir. Eles tem seis endereços: http://www.pastoepizzas.com.br/casas.php

Acarajé da Praça do Ferreira: Talvez a comida mais gostosa de toda a viagem. Baratinho, ali no centro ferevente da capital cearense, o acarajé da praça do ferreira tem que virar roteiro oficial da visita a fortaleza. Com vatapá, caruru (menos ortodoxo, eu sei), vinagrete e pimenta pra onde os fracos não tem vez. Praça do Ferreira, Centro. (No calçadão da Beira Mar também tem um acarajé, menos gostoso, mas tá valendo).

Bar do reggae: Mais uma opção pra madrugada fortalezense. Sempre ao som de um peter tosh/bob marley, com um vele-tudo passando na TV e uma clientela que é um misto de boemia e hostilidade,  no Bar do Reggae dá pra  pedir o já lendário “Mystic Vegetalia”, um pastel gigantesco (pude perceber que é uma espécie de mania cearense) cheio de legumes que você nunca esperaria encontrar num pastel. Tipo brocólis, cenoura e uva passa. Eu piro muito. Praia de Iracema.

50 sabores: Resolvi entrar na sorveteria pra arriscar. Se eles tem mesmo “50 sabores”, alguma coisa sem leite tinha que ter.  Que grata surpresa quando avisto um cartaz gigante de “sabores sem lactose”, com uma porrada de coisa, entre eles chocolate e, pasmem, tapioca (!). Felicidade demais. Não bastasse tudo isso, a sorveteria foi criada por um cara da cidade da minha família paterna, Santana do Acaraú, onde eu tomei muito banho de rio e comi muita piaba frita. Tem em cinco lugares em Fortaleza: http://www.50sabores.com.br/50sabores/localizacao.php

Beach Park: Se você quiser dar uma de turistão extremo, como eu, não precisa fazer jejum no Beach Park. Tem um espetinho de batata que pode quebrar seu galho enquanto você espera a sua vez de descer no Insano.

Barracas de Praia: Quando você for a praia, (do Futuro,  Cumbuco, Morro Branco, Uruau…) a dica é pedir um baião-de-dois (confirmar se não vem com queijo) e uma macaxeira frita pra acompanhar. É quase certeza que você encontra esse combo vegan tipicamente cearense em quase qualquer lugar que você for.

Veg Gourmet: Esquema de entrega de marmita vegana em casa. Não pude experimentar, mas me disseram que é bem bom. Telefone (85) 3212 0282

Jericoacoara:
Na praia-paraíso de Jericoacoara também encontrei uma série de opções veganas pra você passar uma semana feliz e nunca mais querer voltar a sentir cheiro de asfalto pela manhã. No Bistrogonoff , eles servem uma refeição vegetariana com arroz, feijão, farofa, batata-frita e uma berinjela no azeite sensação. No Káfila, dá pra comer um sanduíche de falafel delicioso, gigante. Tem o Granola e o Café Brasil pra tomar açaí e na Pizzaria DellaCasa tem uma pizza deliciosa de abobrinha vegetariana que é só pedir pra tirar o queijo coalho. Provavelmente outras delícias veganas se escondem por aquelas ruelas de areia e eu espero voltar em breve para descobrir mais.

Sugestões da Mônica:

Restaurante Verdelima - Prezando pela alimentação “leve e saudável”, utiliza produtos integrais e orgânicos. É um restaurante natural, mas com ótimas opções vegetas. No site dá pra conhecer melhor (http://www.verdelima.com.br/).

São dois restaurantes na cidade: 1. Rua Dom Sebastião Leme, 837 – Fátima. Segunda a sábado, 11h30/14h30. (85) 3257.7013. 2. Rua Joaquim Nabuco, 1283 – Aldeota. Todos os dias, 11h30/14h30. (85) 3224.4807.

Brazilian Coffee – Além de um café gostoso, você pode encontrar salgados de soja e opções de bolos sem leite e ovos, como o de maracujá, laranja e torta integral de banana. Localizada no Shopping Benfica – Térreo.

Barraca Jambo – Aberta recentemente, não tenho muita informação sobre, mas na descrição do local, elas deixam claro que “tudo é natural, pois prioriza alimentos não industrializados, integrais e orgânicos. E, ainda, é uma excelente opção para quem deseja manter uma alimentação livre da exploração animal.” Ou seja, ganhamos mais uma opção. Localizada na praça de alimentação da Praça da Gentilândia.
Contato: Jambonatural@gmail.com

Praieiro – Além do açaí que você experimentou, lá tem opção de montar sanduíche vegetariano, o mesmo esquema do Subway. Só não possui uma opção de molho para os vegans, mas particularmente, não sinto falta. Os pães merecem um destaque, são artesanais e gostosíssimos, principalmente o de “alho com espinafre”. Mais informações: http://www.praieiro.net/ Endereço: Av. Júlio Abreu, 160. (continuação da Av. Dom Luís)

Wasabi – Não é muito difícil achar em Fortaleza, um lugar que venda comida oriental e que tenha opções pra comer, ou fazer adaptações de sushi, yakissoba, etc. No Wasabi não é diferente, mas em forma de rodízio. É só explicar o que quer e como quer e depois comer até não agüentar mais, como por exemplo, espetinho de brócolis e quiabo, missô,
yakissoba, sushis… Endereço: Rua José Vilar, 965. Aldeota.

xxx

* Em zines punks ao redor do mundo, um tipo de artigo bastante encontrado é o chamado Scene Report. Um Scene Report é uma espécie de relato com descrições de bandas, shows, zines e discos de um lugar específico. Como ultimamente o DV tem recebido cada vez mais visitas de outros estados, imaginei como seria simpático começar a publicar scene reports de comida vegan em outras cidades fora do nosso distrito. Acho que além de ser uma boa pra pessoas que viajam bastante, também não deixa de ser uma maneira legal de expandir o alcance da nossa comunidade.

A ideia do Scene Report não é ser um índice completo de opções veganas de outras cidades (seria bacana se para isso fossem criados blogs específicos como esse aqui), mas apenas um pequeno guia de turismo vegano. Curto, simpático e com comentários bem parciais.

Confira também:

Rio Vegetal – “scene report vegan” – 1

Aracaju Vegetal – “scene report vegan” – 2

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