boa notícia pra começar um bom ano

Eu estava esperando uma boa notícia para fazer o primeiro post do ano do Distrito Vegetal. Não imaginava que seria uma notícia tão boa, tão gloriosa.

Bem, amigos e amigas, melhor ir direto ao ponto:  o hamburger vegan do Sky’s voltou (!) para nossa alegria.

Pra quem não sabe, estávamos sem opções veganas na nossa lanchonete favorita desde que a fusão da Perdigão com a Sadia (duas empresas escrotas e totalmente não-vegans, não precisa repetir isso pra mim nos comentários, tá? não seja bocó) retirou a linha vegetal, preparada sem derivados animais. Isso causou um efeito dominó que derrubou várias das opções mais junkie food vegan (não me julguem) na cidade.

Pra quem não sabe ainda, o hamburger vegetal no Sky’s era uma das principais vitórias do Distrito Vegetal, já que foi implementado no cardápio em 2009 depois de mandarmos alguns e-mails pra eles sugerindo uma mudança mais vegan-friendly. O pessoal do Sky’s respondeu super educadamente, topou a parada, montaram um “combo vegan” com açaí e o negócio fez bastante sucesso. Lembrando ainda que tentamos isso com o Marvin também, que nem deu bola.  A história você lê aqui.

Então, logo após me dar conta dessa notícia desesperadora, eu havia entrado em contato com a Perdigão que informou que num futuro próximo (nebuloso) “o Hamburguer Vegetal continuará sendo produzido pela Perdigão mas com nova embalagem, como Hamburguer Soja Perdigão”. Enfim, esse dia chegou.

Nessa semana, o Douglas que trabalha lá no Sky’s da 106 já tinha dado o toque a uns amigos que o hamburger perdigão tinha voltado e, de fato, ele já consta lá no site da Perdigão, com uma lista de ingredientes e nenhum de origem animal.

Volta Sky’s, voltam nossas madrugadas de vadiagem pós-rolê, volta a alegria na cidade cemitério. O “espírito de 2013″ já chega com tudo mesmo. O veganismo venceu! Mais uma vez. Primeira comemoração coletiva, com a presença de Joaquim Extremo e companhia, nesse fim de semana.

Fiquem agora com uma música sobre VITÓRIA pra celebrar esse momento:


Logo menos:

- novo GRANDE GUIA VEGANO 2013 – atualizadinho, com todas as opções de onde comer veganamente em brasa city.

- o já tradicional balanço anual do Distrito Vegetal

novidades (boas e ruins) pro Guia Vegano do Distrito Vegetal

boas novas

SAGA VEGANA - onde se pode encomendar pães, bolos, brownie, pão sem queijo (pão “de queijo”) congelados, leites vegetais, queijos vegetais e esta semana ainda será lançado o super especial Omelete Saga Vegana, que vou lançado ao público por ocasião do FestVeg.  http://www.sagavegana.com.br (enviado por Júnior Edvaldo)

Germinar, 202N! proposta é bem focada no café da manhã, com opções de suco além do suco vivo, pra comer opções vivas, além das cozidas sem glúten e sem lactose (cuzcuz, tapioca, salgados). E a partir de 20/10 funciona também das 17h às 20h, com sanduíches e caldos. Tb tem salgados veganos congelados e leites vegetais para levar, e em breve tb vai rolar hamburgueres veganos congelados!  Esse sábado (29/09) é a inauguração (pela manhã, de 7 às 12h),  degustação de alguns itens do cardápio e tb uma atividade pras crianças. (enviado por Edith)

Klango do Cerrado – 208N – É uma pizzaria na 208 norte que agora faz pizza vegana com mandiojeko graças a pedidos de algumas pessoas. Ela faz entregas e abre de 12h00 até 23h (enviado por Priscyla)

Yakisso-bah – 210N – Tem um cardápio vegan (!): https://www.yakissobah.com.br/veganos.htm e e fazem delivery. (enviado por Henrique)

Yogzen – 107 sul – tem no cardápio sanduíches veganos. Provei o de beterraba, cenoura e pastinha de grão-de-bico no pão multicereais… Aprovado! O tamanho é bem honesto e não é caro. (enviado pela Sofia)

Pastel Mix – 107 sul – onde dá pra pedir o sabor azeitona e palmito, além do de banana com canela, se a cliente pedir, eles fazem sem queijo. (enviado pela Sofia)

más novas

Sky’s - voltou o hamburger vegetal (ÊÊÊ), mas é da da Sadia e com ovo (BÚÚ). Vamos nos organizar pra escrever pras grandes corporações sem coração pra ver se conseguimos um hamburger vegan de volta? (campanha em breve aqui no blog)

Mercado do Produtor em Vicente Pires –  A loja de falafel fechou há uns seis meses. O letreiro ainda estava lá… Mesmo assim, o mercado tem várias coisas maneiras. (enviado por Antônio Barros)

“precisamos apurar” novas

Calango Hot Dog – Salsicha de soja realmente tá em falta, mas no calango hot dog tem almôndega… Será que é vegan? (enviado por Aline)

Jonnie Burger – Será que sem o queijo esse veggie é vegano? Alguém conhece? http://www.johnnieburger.com.br/img/cardapio.jpg (enviado por Aline)

(se você tiver mais sugestões, investigações, notícias ou novidades, mande aí nos comentários ou poneteo@gmail.com)

saldo: 5 positivas – 2 negativas + 2 incertezas =

a indústria é o problema

dois textos que mostram que a indústria da carne, engrenagem produto/promotora do capital, é uma máquina de horror tanto para os animais humanos, quanto os não-humanos.

Cada um dos textos ajuda a desfazer duas falácias bastante comuns. A primeira é que “as pessoas que se importam/pensam/tem empatia por animais não sentem/fazem o mesmo por humanos”.  A segunda (a partir de um texto bastante preocupado em ser logicamente consistente – o que não é o meu caso) é a que “podemos criar animais  felizes e transformá-los em ‘carne feliz’ sem nenhum problema ético”. Bem, a questão é que mesmo que nessas condições ideaias (que não existem, o texto traz links com exemplos) as relações de propriedade e objetificação (capitalismo stricto sensu, lição 1) permanecem.

Veganismo é questionar (e se importar, porque a empatia tá sempre lá na frente) com tudo isso. 

 

“Moendo Gente” mostra péssimas condições de trabalho nos frigoríficos brasileiros

Investigação realizada pela ONG Repórter Brasil aponta os problemas à saúde e segurança dos empregados das principais indústrias de carnes do país

A rotina dos trabalhadores da indústria de abate de aves, suínos e bovinos envolve inúmeros riscos devido ao manuseio de instrumentos cortantes, a pressão por altíssima produtividade e, não raro, jornadas exaustivas em ambientes frios e insalubres.

What’s Wrong with Happy Meat? (O que há de errado com a carne feliz)

 

“To cause an individual to exist in a vulnerable and dependent condition is arguably to make oneself liable to certain duties of care…One must either refrain from causing it to exist or else arrange for it to have the care it requires once it s exists.”

Finally, it is worth noting that if it’s morally permissible to raise and kill happy animals for food, then it would be morally permissible to raise and kill happy humans who are cognitively similar for virtually any reason, including important ones such as organ replacement. Almost no one would find the latter acceptable, and if the only dividing line is species membership, then there is no reason to think differently about the former.

Guia Vegano Natal

o pessoal do Papa Capim (que nome fantástico, não?) produziu um guia vegano da cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Na nossa condição de entusiastas da confecção de guias veganos locais, resolvi divulgar por aqui também.  Eu reproduzo abaixo, mas você pode encontrar no link: http://papacapimveg.com/2012/08/27/guia-vegano-natal/

E se quiserem mandar outros guias para publicarmos aqui, sejam muito bem-vindxs.

Guia Vegano Natal (por Papa Capim)

Restaurante Magias da Terra

Promessa é dívida e aqui está o Guia Vegano de Natal. Fiquei muito feliz em ver que o número de vegetarianos/veganos está crescendo na cidade e que ficou bem mais fácil ser herbívoro naquelas terras. O futuro é verde!

O “Nativos” funciona em uma casa reformada e o ambiente é muito agradável. No cardápio: saladas orgânicas, várias opções de pratos quentes (veganos e vegetarianos), sobremesas (uma só vegana, mas deliciosa) e sucos naturais.  Foi o primeiro restaurante que visitei em Natal e a comida continua muito saborosa. Adoro o feijão preto de lá, que é quase uma feijoada, e os bolinhos de soja (até eu que não gosto de soja acho ótimo).

A deliciosa torta de banana com castanha e açucar mascavo (vegana).

Além disso, a proprietária é muito simpática e foi paciente com essa vegana aqui, explicando direitinho o que tinha em cada prato. Minha memória pra números é péssima, mas acho que o quilo da comida custa em torno de 29 reais (alguém me corrija se eu estiver errada).

Restaurante Nativos – aberto de domingo à sexta, das 11h às 14h30

Rua Barão do Curumataú, 2256 – Lagoa Nova (Por trás da CEASA)

No mercado de Petrópolis tem o “Viva Melhor”. O lugar é bem pequeno e a oferta de pratos é menor do que no Nativos, mas a simpatia do pessoal e o precinho camarada compensam. Além de saladas, pratos quentes vegetarianos e veganos (com gosto de comida caseira), sucos e sobremesas, é possível comprar alguns produtos feitos por eles. Provei, e aprovei, o pão integral, biscoitos de aveia e biscoitos salgados de linhaça (o produto que mais gostei). O quilo da comida custa 20,90 reais. Os biscoitos (salgado e doce) custam 3 reais o pacote, o pão integral custa 6. Eles também vendem sopas congeladas por encomenda (somente à noite, faça o pedido durante o almoço).

Restaurante Viva Melhor

Mercado de Petrópolis – Av. Hermes da Fonseca, 407

Mas o restaurante que conquistou meu coração foi o Magias da Terra, na Ecovila Pau-Brasil, em Pium. Visitei o lugar pela primeira vez quase três anos atrás e quando voltei lá pude constatar muitas mudanças (todas pra melhor). O lugar já era encantador, mas agora está ainda mais bonito e agradável. No site eles explicam: “A Ecovila é um projeto sustentável, situado em uma área de dois hectares. Utilizamos técnicas de permacultura, agroecologia e biodinâmica no manejo orgânico de nossa produção de frutíferas, hortaliças, condimentais, medicinais e ornamentais. No campo da Permacultura, manejamos uma agrofloresta sustentável, mantemos árvores nativas da Floresta Atlântica, reusamos nossas águas através dos filtros biológicos…” Eles também transformam o lixo orgânico produzido pelo restaurante em composto e têm até banheiro seco (o que causou uma crise de riso incontrolável na minha irmã, que nunca tinha visto banheiro seco, e em mim, diante da reação dela).

Um dos vários pratos que comi por lá.

A comida está à altura da beleza do lugar: um número enorme de pratos frios e quentes, mais muitas pastinhas e diferentes tipos de pães. Todas as verduras são orgânicas e todos os pratos são deliciosos. Por 36 reais e uns quebradinhos, você come à vontade (buffet frio, quente e sobremesa, sucos à parte). Se quiser prolongar o prazer gastronômico, é possível levar os pães deles pra casa. O restaurante oferece algumas opções vegetarianas, mas no dia que fui lá o buffet inteiro era vegano. O que pedir mais? Quem quiser se manter informado da programação do local (cursos de permacultura, oficinas de culinária, luau com pizzas veganas), pode escrever pra lá pedindo pra entrar na lista de e-mails. E pra ver a formosura do lugar, e escutar Pedro e Larissa explicando o projeto, confiram esse vídeo.

Restaurante Magias da Terra, Ecovila Pau-Brasil – aberto nos fins de semana, das 12 às 15h.

Instruções pra chegar lá: entre na rua da feirinha de Pium (entre a feira e a igreja) e siga em frente até encontrar a entrada que leva à Lagoa Azul, à esquerda (antes tinha uma placa, agora você terá que perguntar ao pessoal local). Continue mais alguns metros nessa estrada de barro e você encontrará uma placa indicando o caminho da Ecovila, no lado esquerdo da estrada.

A foto não faz jus à deliciosidade da pizza (com beringela, abobrinha e pimentão grelhados).

A pizzaria “Tomatino” não é vegetariana, mas faz a melhor pizza que já comi em Natal e o pessoal é bastante veg-friendly, adaptando as receitas pra agradar herbívoros. A massa é fininha e crocante e os recheios são interessantes e feitos com ingredientes frescos. Meu maior problema em pizzarias não é, contrariamente ao que se possa imaginar, o queijo (basta pedir pra vir sem), mas sim a falta de criatividade nos recheios vegetais. Tirando milho verde, ervilha e azeitona, todos vindos de latas, o que detesto, não tem outras opções de recheio de origem vegetal. Palmito é bom, mas pizza só com molho de tomate e palmito é meio triste. Na minha última viagem à Itália provei pizzas veganas deliciosas (em pizzarias tradicionais), com legumes grelhados, alcachofras em conserva, cogumelos salteados, ervas frescas, rúcula… E lá ninguém te olha como se você tivesse duas cabeças quando você pede pizza sem queijo. Fiquei muito feliz em descobrir que na Tomatino eles fazem pizzas tão deliciosas quanto as que comi por lá. E pra ficar tudo odara, os preços são mais que justos.

Pizzaria Tomatino

Rua Praia de Muriú, 9218 – Ponta Negra

Nessa visita à Natal descobri uma loja de produtos que é uma maravilha pros veganos (ou não). Lá tem semente de chia, cereais especiais e oleaginosas, folhas de alga nori (pra fazer maki), condimentos difíceis de encontrar, especiarias e até sal rosa do Himalaia e sal defumado! Além de inúmeros ingredientes da culinária chinesa-japonesa, tem também vários produtos árabes, como zatar (condimento à base de tomilho e gergelim) e tahina. Tudo com preços muito melhores do que nos supermercados. Fiz verdadeiros achados: potes de tahina árabe (os mais baratos que já vi na cidade), tofu (8 reais o pacote com meio quilo) e cogumelos funghi e shitake desidratados. Pra quem gosta de preparar pratos exóticos, quer incluir ingredientes diferentes no cardápio ou simplesmente deseja comprar alguns ingredientes básicos por um preço mais barato, essa loja é uma pérola.

Loja Kouzina

Rua São João,1242 – Lagoa Seca (fica pertinho do Corpo de Bombeiros).

Não podia deixar de fora a minha loja preferida na cidade (já falei um pouco dela aqui). O Alecrim pra mim é cheio de tesouros e a “Casa do Milho Pipoca” é um deles. Júnior, o proprietário, explicou que a loja tem esse nome porque seu pai foi o primeiro comerciante em Natal a vender milho especial pra pipoca, 40 anos atrás. Ele ainda passa os dias na loja, mas é Júnior que faz quase todo o trabalho hoje. Não tem como competir com os preços de lá: castanha de caju, castanha do Pará, semente de linhaça, gergelim, arroz da terra, soja em grãos… tudo mais barato do que nos supermercados. E ainda tem vários tipos de feijão, granola, semente de chia, mel de engenho (melado)….

Casa do Milho Pipoca

Rua Presidente Quaresma, 546 – Alecrim (na rua da feira).

Há anos escuto falar da feirinha de orgânicos na UFRN, mas só nessas férias consegui visita-la. Você precisa acordar bem cedo (com as galinhas, na verdade) pra ir lá, mas vale muito à pena. São poucas barraquinhas, mas que oferecem uma variedade boa de frutas e verduras. E, pasmem, por um preço igual ou até melhor do que nos supermercados! Pra completar a maravilha, Pedro, do restaurante Magias da Terra, e Curo, um veterano da culinária vegetariana em Natal, vendem vários dos seus quitutes por lá: pães, bolos, biscoitos, pastéis de forno, tofu… Tudo na barraquinha de Pedro era vegano, mas Curo vende comida vegana e vegetariana (infelizmente no dia que fui lá não tinha opções veganas, mas ele aceita encomendas).

A ruma de legumes que eu e minha irmã compramos: couve-flor, couve manteiga, cenoura, feijão verde, tomate cereja, maracujá, pepino, alface americana, alface roxa, rúcula e coentro.

Os quitutes do Magias da Terra

Não me arrependi nem um pouco de ter madrugado: voltei pra casa com essa ruma de verdura orgânica pela bagatela de 28 reais! Mais as delícias do Magias da Terra: pão com urucum (minha irmã ficou louca por esse pão), pastel de forno integral recheado com berinjela e o ultra delicioso bolinho de cacau integral (com especiarias e cobertura de chocolate).

Feira de produtos orgânicos da UFRN

Fica perto da praça cívica, ao lado do estacionamento. Funciona somente nos sábados, das 5 às 9 da manhã (o ideal é chegar lá antes das seis pra ter mais opções).

E pra ninguém mais caluniar o veganismo dizendo que é mais caro do que alimentação onívora, aqui vão mais dicas de lugares onde compro verduras, frutas, leguminosas e cereais baratos quando estou em Natal.

Feira do Alecrim, todos os sábados de manhã na Av. 1 (Presidente Quaresma). Os preços são bons e a atmosfera é coloridíssima. Vale visitar pelo menos uma vez.

A CEASA de Natal tem frutas e verduras por preços menores do que nos supermercados. Não são orgânicas, mas ainda assim acho que é uma opção pra quem quer comer mais verduras/frutas sem gastar mais. Claro que melhor ainda, e mais barato, é ir na feirinha de orgânicos, mas se você não acordou a tempo, esse lugar pode quebrar o seu galho. Dentro da CEASA tem uma loja chamada “Ervas e Temperos”, onde você encontra, além de todos os tipos de temperos, grão de bico, lentilha, soja em grãos, PTS, cogumelos secos, semente de girassol… Mais uma vez, os preços aqui são melhores do que nos supermercados.

E pra quem gosta dos produtos do Nordeste, o melhor lugar pra comprar mel de engenho (melado) é na Casa da Rapadura, pertinho da Casa do Milho Pipoca. Seu Galileu tem um canavial e um engenho em Japecanga (interior do RN) e vende os produtos que ele mesmo produz. O mel de engenho é o melhor que já provei (quando passei por lá custava 5 reais o litro, mas o preço pode variar de acordo com a época do ano), mas ele também vende, claro, vários tipos de rapadura.

Ficou faltando visitar um restaurante vegetariano na minha lista: o Cantinho Vegetariano, na vila de Ponta Negra. Vai ficar pra próxima, mas se algum leitor de natal já comeu lá, adoraria ler suas impressões

eventos de/sobre libertação animal

caso queira divulgar alguma coisa por aqui: poneteo@gmail.com

1º FestVeg Brasília

Em setembro, dentro da programação que antecede o Dia Mundial Pelo Fim da Crueldade e Exploração Animal, o Libertação Animal Brasília promoverá a primeira edição do FestVeg,  no dia 15 de setembro. Banquinhas de delícias veganas para todos os gostos e venda de outras coisas sem animais. Deseja participar vendendo comidas ou outros produtos livres de origem ou sofrimento animal? Escreva pra lá: bsblibertacao@gmail.com 

1º Congresso Latino-Americano de Métodos Alternativos ao Uso de Animais no Ensino, Pesquisa e Indústria

 

Está aberto o prazo para inscrição e envio de trabalhos para o 1º Congresso Latino-Americano de Métodos Alternativos ao Uso de Animais no Ensino, Pesquisa e Indústria (COLAMA 2012). Os participantes poderão presenciar apresentações de renomados pesquisadores internacionais e nacionais, discutindo legislações existentes, normas para laboratórios, conhecer novas metodologias a ser aplicadas na pesquisa e ensino, como softwares, modelos e técnicas para substituir o uso danoso de animais na educação e outros assuntos importantes.

Mais informações para inscrições e prazos para resumos no site do evento.

Esclarecimentos da Perdigão sobre a linha de produtos vegetais

Caríssimas vegetais,

no último post revelei minha profunda preocupação com a possibilidade de estarmos ensaiando um retorno a Idade das Trevas veganas com o fim das opções vegetais nas nossas lanchonetes de junk food favoritas desencadeado pelo aparente fim da linha vegetal da Perdigão.  Não soube dizer se esse processo estava acompanhado por um revival dos anos 90 e uma retomada do extrato de soja Mãe Terra. Talvez.

Bem, eu escrevi pro SAC deles e recebi a seguinte resposta:

Olá Pedro,

 Agradecemos seu contato com a Perdigão.

Quanto ao seu questionamento, informamos que em 2009 houve uma fusão administrativa entre Sadia e Perdigão (detentora da marca Escolha Saudável), que resultou na empresa BRF- Brasil Foods S.A, uma das maiores empresas de alimentos do mundo.

A Legislação brasileira exige que um órgão de defesa da concorrência (CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica) avalie todas as grandes fusões para preservar a competição entre as empresas e proteger o consumidor de possíveis abusos.

Dentre as exigências para a aprovação desta fusão, foi determinada a venda de algumas marcas do portifólio da Perdigão, dentre elas, a Escolha Saudável (que contemplava o Hamburger e a Salsicha vegetal) que a partir de 01 de Agosto de 2012 não está mais sendo comercializada pela empresa. No entanto, o Hamburguer Vegetal continuará sendo produzido pela Perdigão mas com nova embalagem, como Hamburguer Soja Perdigão.

Para mais informações sobre a fusão e sobre os produtos que foram suspensos e os que permaneceram, sugerimos acessar o site www.perdigaoevoce.com.br

Agradecemos o contato e pedimos desculpas pelo inconveniente, renovando nosso compromisso de levar a todos os nossos consumidores produtos da mais alta qualidade.

Colocamo-nos à disposição.

Centro de Serviços ao Consumidor Perdigão
0800 701 7782

(Um parenteses importante nessa hora. Acho que todo mundo aqui sabe que a perdigão é uma empresa tosqueira que financia e lucra com a morte de milhões. Não se trata aqui, portanto, de valorizar uma empresa dessa jogando as contradições pra debaixo do tapete ou mesmo de tornar a nossa ética dependente desse tipo de corporação. Vejo mais como uma espécie de aliança estratégica, que assume suas contradições e que permite uma facilidade e conveniência maior pra quem é simpática ao veganismo. Fecha parenteses.)

Resta saber se esse novo hamburger e salsicha serão veganos (o da Sadia não é), e ver quando começarão a circular. Assim que obtiver mais notícias posto por aqui. =)

De volta… Idade das Trevas Veganas ensaiando retorno?

Um rápido post, apenas para dizer que estou de volta ao nosso distrito e pretendo retomar as atualizações semanais do blog.

Temos muitas atualizações para realizar no guia, muitas novidades, muitos eventos, muitos informações pra compartilhar. Se você tiver alguma sugestão para postar aqui, basta mandar para poneteo@gmail.com

Infelizmente, não deu pra fazer um guia vegano do velho continente, já que a minha experiência gastronômica por lá se resumiu à cozido punk de backstage (muitas coisas deliciosas e fantásticas, mas nada a ver com um estabelecimento comercial que eu possa recomendar para vocês)  e batatinha chips de beira de estrada (consegui entretanto provar mais de dez sabores, sendo kebab a escolhida da nossa van como  a vencedora).

Antes de partir, deixo uma pergunta para os nossxs investigadorxs veganas. Voltando à Brasília me deparei com um boato de horror, que dizia que a Perdigão (empresa deplorável, mas que possui produtos veganos massificados no mercado) estava fechando a linha de produtos vegetais. O que significaria o fim do nosso hamburger vegano no Sky’s, do nosso cachorro-quente vegan no Calango e do nosso PF vegan no Mamutes… entre muitas outras derrotas.

Alguém saberia confirmar ou dar mais detalhes sobre essa informação? Estamos voltando aos tempos de açaí e batata-frita como única opção da madrugada? Seria esse o momento perfeito para o revival do extrato de soja Mãe Terra? São muitas perguntas sem resposta.

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