Archive for dezembro \20\UTC 2010

curtas notas de alegria e tristeza veganas (rapidinhas vegetais 0)

1- A Joseth Souza foi super simpática e  enviou outra dica animal vegetal, pra gente divulgar aqui no distrito. Esse é espírito do blog, ajuda mútua e camaradagem vegana:

Oi Poney!
Desculpe nao escrever lá no blog (que aliás já me salvou muuuuitas vezes! Adoro!), mas é que ontem peguei um panfleto do KEB e me deparei com a opçao KEB VEgan (mix de cogumelos, bababababababababaganouch, tofu defumado e mix de vegetais. Parece delicioso. Além disso, tem uma batata assada no forno com 10 especiarias orientais que tb parece muito bom. Se puder postar lá no blog…Fica na 105 Sul, bloco C, 3242-0522.

2- Fiquei sabendo pelo Cabeça-Tédio, da nova revista Vegazine, projeto desenvolvido pelo grupo Ativeg. É possível baixar a versão pdf ou, ler a versão on line. Foram produzidas 5.000 cópias, que serão distribuídas na cidade de São Paulo. A meta é chegar, cada vez mais, ao maior número de cidades brasileiras.  Na primeira edição, além de receita de danoninho vegan, tem entrevistas entrevistas (com Otávio Leal, sobre Humaniversidade Holística), anúncios de produtos vegs e locais para comer, principalmente em São Paulo. Essa primeira edição, com suas dicas e anúncios, é um bom material para apresentar o vegetarianismo a simpatizantes.  Para se informar, envie email para: contato@vegazine.com.br Acesse o site e veja a versão on line e pdf.

3- eu não sabia, mas aquela empresa de chás Lipton, que aqui no Brasil faz parte da Ambev, realiza diversos testes com animais. Os testes consistem basicamente em foder o organismo dos animais e depois dar uma dieta a base de chá pra eles pra ver se melhoram e assim provam que o chá é super bacana e saudável. Saúde acima de tudo, não é gente? Mais detalhes aqui. Recentemente, o Peta (grupo que eu nutro extrema antipatia) conseguiu convencer a maior empresa do mundo em chá verde de parar com os testes. Aqui a pequena nota, divulgando a boa notícia.

4- como nem tudo são girassóis no nosso distrito, é com muito pesar que informo que o The Dog, nosso recanto de cachorros-quentes de soja na madrugada, fechou as portas. Eu não sei exatamente o que aconteceu, mas hoje vejo como o “anúncio de que tempos ruins estão por vir” a última vez que fomos lá e serviram uma salsichona de frango, no melhor espírito gato-por-lebre ou na variante menos especista bife-por-glúten. A alice tinha feito um post sobre o The Dog. Quem quiser relembrar, tá aqui.

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Palazzo, vida simples e o quadrilátero vegano da Asa Norte

(mais uma vez, se a fome aperta e tá difícil ler um monte de besteiras, salte logo pras últimas linhas que lá estão todas as informações que realmente interessam. Não há demérito nenhum em subordinar o cérebro à barriga, afinal essa última costuma trazer muito mais felicidade mesmo)

Se é realmente verdade que o veganismo é esse exercício cruel de empatia que acaba por nos afastar da humanidade e nos isolar em pequenos grupos cínicos (mentira, é o maior legal), fico me perguntando o quanto de desapego e abandono envolvem esse negócio de tentar ser vegan. É verdade que a gente começa a abrir mão de um bocado de coisas, mas todo movimento de dizer ‘não’ pra alguma coisa já pressupõe dizer ‘sim’ para um outro tanto de coisas, não acham?

(Algumas pessoas com sinceridade avassaladora arriscariam a dizer que veganismo é o desapego do paladar. A ideia desse Distrito é justamente levantar uma bandeira de “NÃO” pra essa tese. Apesar de que talvez eu fosse a última pessoa que deveria manter um blog como esse. Meus critérios podem ser resumidos de maneira bastante clara: “é vegan? então, é bom”).

Bem, tô longe de ser um exemplo de desapego, com minhas coleções de discos velhos e revistas em quadrinhos, mas como já disse antes por aqui, vejo com o melhor dos olhos esse tipo de prática. Afinal, o sistema que nos ensinaram adestraram a viver é esse, da apropriação (e do descarte) excessiva. E é o que fazem com os animais. Apenas mais um item na lista.

De maneira que fico feliz demais quando essa postura ética, que às vezes pode parecer tão complicada, cheia de gambiarras, leituras de rótulos e perguntas inconvenientes, consegue andar de braços dados com uma vida simples e desapegada. Muitas vezes, a gente consegue tudo isso com espírito comunitário e ajuda mútua, essa era a principal motivação pra criação do Distrito Vegetal.

Enquanto não posso abandonar tudo pra viver numa comunidade anarcohippie em que plantaremos tudo o que consumirmos e as guitarras sejam movidas a energia solar, vou tentando nesse dia a dia urbanóide descomplicar tudo que estiver ao meu alcance, capacidade e vontade. Se livrar do carro e não ter televisão podem estar mais próximos de parar de comer carne do que a gente imagina.

E foi num exercício pleno de camaradagem vegan, aqui nos comentários do DV, que eu fiquei sabendo que agora a gente tinha um lugar tomar milk shake sem leite. E o melhor, perto da minha casa, e ainda, sem ser num shopping center! Muita felicidade. Trata-se da sorveteria Palazzo, na 706/07 Norte, ali do lado do Manara.

Tenho tentado me especializar em destrinchar toda as possibilidades do rolê vegano na Asa Norte. É onde eu moro, ando de bicicleta e por onde pego ônibus. Pra mim, esse exercício tem tudo a ver com promover uma vida simples (posso ir a pé fazer qualquer uma dessas refeições) e estreitar laços comunitários (você realmente passa a viver mais onde mora).

As coisas estão tão boas por aqui nos últimos tempos que tenho apelidado essa área de Quadrilátero Vegan da Asa Norte. Assim como o Alan Moore não curte muito sair do bairro dele lá em Northampton, eu poderia muito bem me aposentar e ficar só de bobeira por aqui. As pontas do quatrilátero seriam: o Sky’s na 716, a Palazzo na 706 e o Kebaara na 409. a última ponta não decidi ainda, mas tenho certeza que tem um monte de delícia vegan espalhada nos poucos km2 que compreendem essa área.

(fica aí a sugestão de que cada pessoa descubra os quitutes sem galináceos perto de sua casa e passem pra gente publicar aqui. Imagina? O pentágono vegan da Ceilândia, o octaedro vegano de Planaltina? Seria demais)

Voltando a Palazzo, uma crítica: o preço é caro. E isso realmente não combina com uma vida simples, né? Por outro lado, bem, como eu posso dizer de forma clara? É MILK-SHAKE VEGAN, PORRA. Acho que vale a pena, mas cada uma que sabe. São três sabores sem lactose: chocolate, morango e maçã-verde. Quem sabe indo mais a gente consiga ampliar a paleta de cores.

O atendimento é ótimo, bastante compreensível com as restrições alimentares que quisermos imaginar aí pros próximos anos.  Tô louco pra voltar e pedir uma banana split vegan. Sei lá quantos anos que eu não tomo isso na rua. A decoração é toda cheia de pinturas de castelos, então além de tomar sorvete pode ser um bom ponto de encontro pra quem curte jogar um RPG e ouvir um metal melódico. Cada um, cada um né?

E fala a verdade, quem é que não tava morrendo de saudade de tomar um sorvetinho nos belos finais de tarde do nosso Distrito? No final das contas, um soja-milk-shake acaba nos jogando de volta nos braços dos rituais humanos que a gente pena pra se livrar.

Palazzo – milk shake e sorvetes vegan
706/707 Norte – Telefone: ???
http://sorvetespalazzo.com.br/