Archive for março \26\UTC 2012

102 razões para viver vegan (Guia Vegano atualizado!)

Nossa rede de solidariedade e contrabando vegan continua se expandindo monstruosamente a cada dia. O Grande Guia Vegano, após publicado e extensivamente compartilhado, não para de receber sugestões de novas descobertas e novos locais deliciosos para se comer sem carne, leite, ovos ou galináceos. Fiz um apanhado das últimas sugestões que recebemos e o resultado é que para minha surpresa a publicação acaba de ultrapassar os 100 locais para comida vegana em Brasília. Uma alegria incomensurável.

Bem, só resta dizer obrigado e pedir que acessem o guia e espalhem ele por aí que nem salsa na silverinha de soja:

https://distritovegetal.wordpress.com/o-grande-guia-vegano-brasilia-2012/
https://distritovegetal.wordpress.com/o-grande-guia-vegano-brasilia-2012/
https://distritovegetal.wordpress.com/o-grande-guia-vegano-brasilia-2012/ 

Essas foram as 10 novas adições ao guia: 

Club Nature – Setor de Clube, ao lado do Píer 21 – Self Service de comida “natural”. Tem opções gostosinhas vegetarianas, bons sucos e açaí. Mas também tem carne e o preço é salgado.

Caldo de Rua – 410 Norte – outra opção pra quem gosta de comer na rua, nas carrocinhas de entrada de quadra. Todo dia tem uma opção vegetariana, nem todo dia é vegana.

Macarrão na Rua – 206 Norte – pelo que indicaram tem um macarrão ao sugo que é vegano.

Bomboniere Pollylau – ICC sul na UnB – Lá frequentemente tem três entregadores diferentes de salgados veganos. Inclusive o famoso empadão de palmito

Marvin – 110 Norte, Casa Park, etc. – O Daniel nos mandou a seuinte novidade: “O Marvin tem opção vegana agora. A quase três meses, vc pode chegar no Marvin e pedir seu hamburger preparado sem queijo e sem ovo na receita…..mandei e-mail para acessoria e eles confirmaram. Uma vez, no Iguatemi, não quiseram fazer o hamburger vegano para mim, mandei e-mail e me responderam pedindo desculpas”.

Pastelândia/Famiglia Regina – Píer 21 – Você que escolhe os ingredientes do seu pastel, ficando fácil de optar por ingredientes veganos.

Falafel Capital – Feira do Produtor de Vicente Pires, Box 14, tem: bolinho de falafel, sanduíche de falafel, pasta de berinjela, pão integral e salgados.

Bistrô Bom Demais – Sebrae Nacional 605 sul –  Tem acompanhamentos, salgados e cappuccinos veganos.

Livraria Sebinho – 406 Norte – Tem um bistrô que sempre serve opção vegana no almoço, além de várias opções do à la cart. Vale a pena conferir .

Caferô –  307 Norte – Acabou de abrir. Nesse início estão focando a proposta no café da manhã, com sucos vivos, pão integral de fabricação própria, salada de frutas especial e alguns alimentos vivos. Também rola uns congelados vegetarianos e veganos, e aceita encomendas de leites vegetais! Uma das sósias é nossa correspondente, Edith.

Além disso, alterei o status da esfiha de espinafre do Habibs para temporariamente indeterminada. Vocês podem utilizar esse espaço para chegar a algum encaminhamento mais definitivo, inclusive.

Habibs – Além do homus, Investigadores internacionais continuam debatendo se o espinafre é vegan, então cabe a você decidir se gambiarra de esfiha de espinafre sem o queijo tá valendo ou não.

Tem mais sugestões? Comente aqui embaixo ou escreva para poneteo@gmail.com.

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rapidinhas vegetais 2012 (2) – links e artigos

começando a semana com uma série de dicas vegetais, aproveitem:

– Distrito Vegetal no Facebook
Agora o Distrito Vegetal está mais chique que lasanha com queijo de macadâmia. Além do novo layout na página, guiazinho pra imprimir e guias de turismo, temos uma página no facebook pra você curtir e compartilhar junto com aqueles artigos que ninguém lê e outros momentos de alegria. Acessem, e se sentirem no clima, curtam:

http://www.facebook.com/distrito.vegetal
http://www.facebook.com/distrito.vegetal
http://www.facebook.com/distrito.vegetal

 – Saga Vegana: novo blog vegetal no distrito
Os blogs sobre veganismo continuam se reproduzindo como bonobos fora do cativeiro. Essa semana conheci mais um, feito aqui mesmo em Brasa City, o que me deixa ainda mais contente. O “Saga Vegana”  é um misto de trajetória pessoal vegana e guia de receitas. O blog começou nesse mês mesmo e já tem receita de sorbet de pitanga e brownie vegan. Acesse:

http://sagavegana.blogspot.com.br/
http://sagavegana.blogspot.com.br/
http://sagavegana.blogspot.com.br/ 

–  “A última vez que definimos o que significa ser humano” – artigo
Quem acompanha o Distrito Vegetal já deve ter percebido que o veganismo  que me amarro não é só aquele de buscar novos produtos das estantes dos hipermercados, mas um que tente promover uma reflexão sobre a relação entre humanos e mundo e mais especificamente, gere algum tipo de rachadura na hierarquia arbitrária entre espécies que nos adestraram  a enxergar. Esse curto artigo aqui “A última vez que definimos o que significa ser humano” (infelizmente  está em inglês – pretendo retomar as atividades de tradução do blog em breve) traz informações interessantes sobre a taxonomia dos primatas, e uma novidade de que não temos mais uma família taxonômica exclusiva pra gente.  Eu me interesso muito sobre o assunto e se tiver alguém que acompanha o DV e manja disso, por favor, vamos publicar mais sobre o tema. Aqui o link:

http://io9.com/5892387/the-last-time-we-redefined-what-it-means-to-be-human

Destaco um trechinho:

The shift from hominid to hominin sounds small but represents a radical change in our perspective on what it means to be human. In older versions of the tree of life, humans were considered so unique and special that we were given our own family, as well as our own genus and species. Though evolutionary theory had knocked us off our high horse in some ways, proving that we were once grubby monkeys, taxonomies continued to reflect the idea that humans were a lot more than apes. We weren’t even in the same family!

But in the 1960s and 70s, this notion began to seem absurd to a lot of scientists. Based on what we knew of the great apes, as well as our close evolutionary relationship with them, it started to seem like the old taxonomy was just a way of trying to de-ape-ify our heritage. With help from genetics, human scientists gradually realized that you can’t evolve from a common ancestor with apes and then pretend that you aren’t sharing a family with them. But if you need to keep the apes out of our evolutionary cubby hole, the new taxonomic classifications still give us the term hominin.

– “O quão deprimido está aquele rato?” – artigo
Uma pequena nota (também em inglês) traz o link para um artigo com os detalhes de como cientistas determinam se um rato está deprimido para testar remédios antidepressivos. Como vocês devem imaginar, esse é um tipo de tradução ontológica no mínimo complicada – como saber se um rato está deprimido? eu classificaria como uma tradução impossível, simplesmente – então os caras tem que apelar pra um comportamentalismo barato, afogando os bichos e pendurando eles de cabeça pra baixo. Tudo pra fazer uns comprimidos que vão disfarçar consequências de causas complexas e gerar um dinheiro danado pra um mega indústria tão horrível quanto a da carne. Leia:

http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=depression-how-depressed-is-mouse

adeus, agora voltarei ao meu mundo.

Fortaleza Vegetal – “scene report vegan”

Junto com as águas de março, vem as pendências e saudades do verão.

Entre janeiro e fevereiro, tive a árdua tarefa de passar um mês peregrinando pelo estado do Ceará, tomando banho de mar e caçando comida vegan. Como fruto daqueles dias difíceis, de sombra, soja e água fresca,  apresento o nosso terceiro scene report* vegan, ou relato de cena vegana: Fortaleza Vegetal. Esse curto guia foi preparado a partir dos lugares que visitei nas férias de verão mais algumas coisas que a Mônica Viana compilou pra gente entre um ensaio do Skate Pirata e uma sessão de filme terror de terceira categoria.

Foi uma aventura divertida conhecer por mais de uma semana a dinâmica vegan de outra cidade. Em Fortaleza, o vegetarianismo estrito parece ser visto com olhos de estranheza ainda maiores do que por aqui. Talvez por isso mesmo, tive a impressão de que o pessoal curte um veganismo do “capim de nabucodonossor” (pra citar uma das críticas mais ácidas e desestimulantes que recebi quando comecei o Distrito Vegetal – mas que acabou virando uma gíria engraçada), daquele que sai pouco de casa e é bem desconfiado.

Munido da ingenuidade de turista sem desconfiança e como eu era um forasteiro sem casa, o jeito foi ir pra rua e chegar ao guia abaixo. Espero que curtam.

Quem quiser bolar um guia de sua cidade,  será muito bem-vindx.  Mandem aí.  Basta escrever pra poneteo@gmail.com

FORTALEZA VEGETAL

X da Miriam: Tem hamburger vegan (sem ser industrializado), cachorro quente e pastel de palmito. Tudo delicioso, gigante e com aquela cara junkie que a gente adora. Fica aberto até de madrugada e começou a disponibilizar opções veganas depois da sugestão e receita da Mônica. Demais, né? Se os arquétipos se repetem no mundo, o X da Miriam é o Sky’s de Fortaleza. Avenida Júlio Abreu Nº 160, Varjota.

Mandir: Foi o único restaurante vegetariano que almocei. Comida hare krishna, no esquema pratinho feito, com opções veganas. Fica dentro de uma casa, atrás da reitoria da UFC A tortinha de tofu é uma delícia. Ao fazer o pedido você já ganha um suquinho natural e uma rapadura de sobremesa. Bem simples, bem gostoso, bem barato, bem agradável. Rua Nossa Senhora dos Remédios, 158

Pasto e Pizza: Resolvi arriscar a pizzaria numa noite, grata surpresa. Tem uma parte logo no começo do cardápio que é só vegetariana e que mesmo as opções com queijo podem ser facilmente veganizadas. Fui incrivelmente bem atendido e me entupiram de pizza de cogumelos, abobrinha, berinjela e macarrão com brócolis, alho e olho e molho sugo. Pra comer até explodir. Eles tem seis endereços: http://www.pastoepizzas.com.br/casas.php

Acarajé da Praça do Ferreira: Talvez a comida mais gostosa de toda a viagem. Baratinho, ali no centro ferevente da capital cearense, o acarajé da praça do ferreira tem que virar roteiro oficial da visita a fortaleza. Com vatapá, caruru (menos ortodoxo, eu sei), vinagrete e pimenta pra onde os fracos não tem vez. Praça do Ferreira, Centro. (No calçadão da Beira Mar também tem um acarajé, menos gostoso, mas tá valendo).

Bar do reggae: Mais uma opção pra madrugada fortalezense. Sempre ao som de um peter tosh/bob marley, com um vele-tudo passando na TV e uma clientela que é um misto de boemia e hostilidade,  no Bar do Reggae dá pra  pedir o já lendário “Mystic Vegetalia”, um pastel gigantesco (pude perceber que é uma espécie de mania cearense) cheio de legumes que você nunca esperaria encontrar num pastel. Tipo brocólis, cenoura e uva passa. Eu piro muito. Praia de Iracema.

50 sabores: Resolvi entrar na sorveteria pra arriscar. Se eles tem mesmo “50 sabores”, alguma coisa sem leite tinha que ter.  Que grata surpresa quando avisto um cartaz gigante de “sabores sem lactose”, com uma porrada de coisa, entre eles chocolate e, pasmem, tapioca (!). Felicidade demais. Não bastasse tudo isso, a sorveteria foi criada por um cara da cidade da minha família paterna, Santana do Acaraú, onde eu tomei muito banho de rio e comi muita piaba frita. Tem em cinco lugares em Fortaleza: http://www.50sabores.com.br/50sabores/localizacao.php

Beach Park: Se você quiser dar uma de turistão extremo, como eu, não precisa fazer jejum no Beach Park. Tem um espetinho de batata que pode quebrar seu galho enquanto você espera a sua vez de descer no Insano.

Barracas de Praia: Quando você for a praia, (do Futuro,  Cumbuco, Morro Branco, Uruau…) a dica é pedir um baião-de-dois (confirmar se não vem com queijo) e uma macaxeira frita pra acompanhar. É quase certeza que você encontra esse combo vegan tipicamente cearense em quase qualquer lugar que você for.

Veg Gourmet: Esquema de entrega de marmita vegana em casa. Não pude experimentar, mas me disseram que é bem bom. Telefone (85) 3212 0282

Jericoacoara:
Na praia-paraíso de Jericoacoara também encontrei uma série de opções veganas pra você passar uma semana feliz e nunca mais querer voltar a sentir cheiro de asfalto pela manhã. No Bistrogonoff , eles servem uma refeição vegetariana com arroz, feijão, farofa, batata-frita e uma berinjela no azeite sensação. No Káfila, dá pra comer um sanduíche de falafel delicioso, gigante. Tem o Granola e o Café Brasil pra tomar açaí e na Pizzaria DellaCasa tem uma pizza deliciosa de abobrinha vegetariana que é só pedir pra tirar o queijo coalho. Provavelmente outras delícias veganas se escondem por aquelas ruelas de areia e eu espero voltar em breve para descobrir mais.

Sugestões da Mônica:

Restaurante Verdelima – Prezando pela alimentação “leve e saudável”, utiliza produtos integrais e orgânicos. É um restaurante natural, mas com ótimas opções vegetas. No site dá pra conhecer melhor (http://www.verdelima.com.br/).

São dois restaurantes na cidade: 1. Rua Dom Sebastião Leme, 837 – Fátima. Segunda a sábado, 11h30/14h30. (85) 3257.7013. 2. Rua Joaquim Nabuco, 1283 – Aldeota. Todos os dias, 11h30/14h30. (85) 3224.4807.

Brazilian Coffee – Além de um café gostoso, você pode encontrar salgados de soja e opções de bolos sem leite e ovos, como o de maracujá, laranja e torta integral de banana. Localizada no Shopping Benfica – Térreo.

Barraca Jambo – Aberta recentemente, não tenho muita informação sobre, mas na descrição do local, elas deixam claro que “tudo é natural, pois prioriza alimentos não industrializados, integrais e orgânicos. E, ainda, é uma excelente opção para quem deseja manter uma alimentação livre da exploração animal.” Ou seja, ganhamos mais uma opção. Localizada na praça de alimentação da Praça da Gentilândia.
Contato: Jambonatural@gmail.com

Praieiro – Além do açaí que você experimentou, lá tem opção de montar sanduíche vegetariano, o mesmo esquema do Subway. Só não possui uma opção de molho para os vegans, mas particularmente, não sinto falta. Os pães merecem um destaque, são artesanais e gostosíssimos, principalmente o de “alho com espinafre”. Mais informações: http://www.praieiro.net/ Endereço: Av. Júlio Abreu, 160. (continuação da Av. Dom Luís)

Wasabi – Não é muito difícil achar em Fortaleza, um lugar que venda comida oriental e que tenha opções pra comer, ou fazer adaptações de sushi, yakissoba, etc. No Wasabi não é diferente, mas em forma de rodízio. É só explicar o que quer e como quer e depois comer até não agüentar mais, como por exemplo, espetinho de brócolis e quiabo, missô,
yakissoba, sushis… Endereço: Rua José Vilar, 965. Aldeota.

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* Em zines punks ao redor do mundo, um tipo de artigo bastante encontrado é o chamado Scene Report. Um Scene Report é uma espécie de relato com descrições de bandas, shows, zines e discos de um lugar específico. Como ultimamente o DV tem recebido cada vez mais visitas de outros estados, imaginei como seria simpático começar a publicar scene reports de comida vegan em outras cidades fora do nosso distrito. Acho que além de ser uma boa pra pessoas que viajam bastante, também não deixa de ser uma maneira legal de expandir o alcance da nossa comunidade.

A ideia do Scene Report não é ser um índice completo de opções veganas de outras cidades (seria bacana se para isso fossem criados blogs específicos como esse aqui), mas apenas um pequeno guia de turismo vegano. Curto, simpático e com comentários bem parciais.

Confira também:

Rio Vegetal – “scene report vegan” – 1

Aracaju Vegetal – “scene report vegan” – 2