a indústria é o problema

dois textos que mostram que a indústria da carne, engrenagem produto/promotora do capital, é uma máquina de horror tanto para os animais humanos, quanto os não-humanos.

Cada um dos textos ajuda a desfazer duas falácias bastante comuns. A primeira é que “as pessoas que se importam/pensam/tem empatia por animais não sentem/fazem o mesmo por humanos”.  A segunda (a partir de um texto bastante preocupado em ser logicamente consistente – o que não é o meu caso) é a que “podemos criar animais  felizes e transformá-los em ‘carne feliz’ sem nenhum problema ético”. Bem, a questão é que mesmo que nessas condições ideaias (que não existem, o texto traz links com exemplos) as relações de propriedade e objetificação (capitalismo stricto sensu, lição 1) permanecem.

Veganismo é questionar (e se importar, porque a empatia tá sempre lá na frente) com tudo isso. 

 

“Moendo Gente” mostra péssimas condições de trabalho nos frigoríficos brasileiros

Investigação realizada pela ONG Repórter Brasil aponta os problemas à saúde e segurança dos empregados das principais indústrias de carnes do país

A rotina dos trabalhadores da indústria de abate de aves, suínos e bovinos envolve inúmeros riscos devido ao manuseio de instrumentos cortantes, a pressão por altíssima produtividade e, não raro, jornadas exaustivas em ambientes frios e insalubres.

What’s Wrong with Happy Meat? (O que há de errado com a carne feliz)

 

“To cause an individual to exist in a vulnerable and dependent condition is arguably to make oneself liable to certain duties of care…One must either refrain from causing it to exist or else arrange for it to have the care it requires once it s exists.”

Finally, it is worth noting that if it’s morally permissible to raise and kill happy animals for food, then it would be morally permissible to raise and kill happy humans who are cognitively similar for virtually any reason, including important ones such as organ replacement. Almost no one would find the latter acceptable, and if the only dividing line is species membership, then there is no reason to think differently about the former.

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