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Caferó: coxinhas, croquetes, veganismo e autogestão

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Na minha cabeça, veganismo tem tudo a ver com tentar enxergar os processos de produção e alienação da nossa alimentação. Aquele hamburger do seu fast food favorito tem uma história (que a maioria das pessoas não quer saber) até chegar a você, ascético e bem apresentável.

Por isso mesmo o veganismo bacana é aquele que não está interessado em muitas distinções entre “o que” se produz e o “como” se produz. E é por isso que quem curte um veganismo bacana tem que conhecer o Caferó, na 307 norte.

Se liga no que você pode encontrar por lá:
Salgados veganos –  coxinhas, croquete de lentilha e calzone de tofu.
Tapiocas veganas –  homus, beringela, tomate seco, abobrinha, opção doce com chocolate vegan, ou melaço e frutas e por aí vai. Cada um monta a sua como quer.
Além da opção do Tofupiry, para tapiocas e bruschettas.
 Toda semana rola uma sobremesa vegana também, que varia, des de beijinho a pavê de amêndoas. Além disso, o  pessoal lá periodicamente realiza eventos veganos, como a hamburgada, o jantar romatiquinho e a açaízada.
O cardápio não é exatamente fixo, mas pela melhor das razões. O café é autogestionado (isso significa que você pode participar!) e o foco é o escoamento de produtos artesanais e de agricultura familiar.  Os fornecedores, quando não numa urgência do dia a dia, são sempre  nesse esquema, desde os ingredientes para cozinha até a cachaça.
Além disso ainda tem encomendas! De pão integral,  normal, com castanhas e com frutas.
Não falei que era bacana?

Serviço:
Caferó –  CLN 307 Blc A Loja 10
http://www.facebook.com/caferocafe

Café Corbucci: o primeiro café vegan da cidade

Olá, estou de volta ao Distrito. Espero que a temporada de enchiladas, tacos y guacamoles ajude com a fome existencial (porque a tradicional eu tenho de sobra) necessária para constante atualização desse blog. Obrigado a quem esperou. Bem, eis que chegou a hora de publicar a já anunciada (com toda modéstia desse mundo) “exclusiva, especial e estrambólica” resenha do recém-inaugurado Café Corbucci. Eu realmente gostaria de escrever um texto especial sobre este que é o primeiro estabelecimento 100% vegano da nossa cidade (pelo menos até onde o meu veganismo de anos 2000 alcança), pois acredito que se trata de um marco muito importante da cultura vegan da nossa cidade. Talvez isso explique em parte a procrastinação e o desleixo com novas postagens aqui no DV. Acho que eu fiquei com receio de não produzir um texto à altura desse novo café. Mas e daí, né? Mesmo sabendo que qualquer combinação de palavras esquisitas nunca vai superar a beleza de um “pão-sem-queijo com tofu defumado”, aí vai.
 
 

Café Corbucci: o primeiro café vegan da cidade

Pela própria natureza dos posts aqui do Distrito Vegetal, acho que dá pra tirar que eu sou uma espécie de vegan otimista. Vocês devem imaginar que existem os mais diferentes tipos de veganismo sendo promovidos por aí. Tem a galera que curte uma e-vegan-lização, assim como tem também uma galera do veganismo de autocomiseração, uma variante menos interessante de “viver é sofrer” (“comer soja é sofrer” daria um bom slogan), que deixaria Schopenhauer e outros pessimistas por aí muito orgulhosos.

Eu tô fora disso daí. E, sinceramente, nem mesmo saberia como agir de forma diferente. Depois de um bom tempo tendo minhas papilas gustativas forjadas a ferro, fogo e pão com molho e batata-palha, impossível esconder minha animação ao ir no supermercado do lado de casa e encontrar danete vegan ou pastinha de tofu com alho. Pensando nisso, acho que a geração que veio antes de mim e pegou era Mesozóica do veganismo na cidade – uma verdadeira Idade das Trevas, pré-Ades, recheada de extrato de soja e horror – deveria ascender rojões todos os dias para celebrar o veganismo vida-mole de 2011.

Mas o que eu acho interessante é perceber que as coisas não vão melhorando por meio de processos completamente alheios e externos a gente. Conscientemente ou não, todo mundo que cultiva (alguma palavra melhor? “Pratica” talvez seja muito disciplinar – hehe) o veganismo em suas mais diferentes maneiras faz parte dessas transformações positivas nos últimos anos. Eu acho isso mágico, porque me parece um dos exemplos mais evidentes de se levar a política para o cotidiano e ao mesmo conseguir transformações reais e significativas com isso. (Quando penso sobre isso não consigo deixar de bagunçar veganismo, bicicletas e feminismo. Vocês também acham que tem tudo a ver?)

E é exatamente nesse espírito  de que “as coisas estão melhorando – nós fazemos as coisas melhorarem” que desde de abril de 2011, Brasília conta com seu primeiro estabelecimento 100% vegano, o Café Corbucci, na 203 norte. Brasa City já possuía um número bastante significativo de lugares com opções veganas. Certamente aquém de grandes capitais da comilança vegetariana mundial (alguém se arrisca a dizer qual seria a cidade número 1? São Francisco?), mas com certeza comparável a outras capitais do lado de baixo do equador. O nosso guia talvez seja uma bela prova disso.

Mesmo assim, todos os estabelecimentos aqui listados, em níveis mais variados, trabalham com ingredientes de origem animal. Para o pavor dos puristas, até então não tinha como você pedir um hamburger em Brasa sem ter a certeza de que ele não estava dividindo a chapa com um vizinho feito de costas de vaca ou peito de galinha. Pra mim isso não era exatamente um problema. “Serve pra pegar B12”, já diria o filósofo, mas confesso que não deixo de me incomodar de estar servindo meu prato no self-service do restaurante “natural” e me deparar com um monte de carne de avestruz, ou mesmo de me frustrar ao mirar de longe aquela bela lasanha pra quando me aprochegar descobrir que se trata ricota ou alguma coisa do tipo. Aposto que todo mundo já passou por isso.

De maneira que, até então, comer veganamente fora de casa em Brasília era sempre um exercício de improviso, gambiarra, troca de ingredientes, conversa e negociação. Eu gosto muito disso, mas gosto ainda mais de saber que posso comer todos os pratos do cardápio e tudo que está exposto na vitrine. É uma sensação ótima, que a gente ainda não sabia como era aqui em Brasília.

Só por isso, acho que já temos motivos de sobra pra celebrar a chegada do Café Corbucci a nossa cidade. Mas eu acho que tem muito mais que isso.

Tenho acompanhado (meio de longe) toda a jornada de implantação do Café. O pessoal de lá conheceu o Distrito Vegetal logo no comecinho e rapidamente se tornaram as melhores fornecedoras de dicas, incentivadoras, correspondentes e repórteres investigativas do blog –denunciando provolone em feijoada, embarcando em campanhas por hamburger sem ovo em estabelecimentos que não dão a mínima pra gente – entre outros atos de vigilantismo vegan.

Esse tipo de escambo solidário sempre foi um dos principais objetivos do Distrito Vegetal. Talvez por compreender isso, é que o pessoal lá tenha gostado tanto do blog. Aparentemente, gostaram tanto que eu fui um dos convidados para a noite de pré-estréia do estabelecimento junto com outros profissionais da imprensa gastronômica da cidade. Um gesto extremamente simpático e inacreditavelmente bacana. Lá estava eu, fingindo que entendo alguma coisa de comida, ao lado de gente que trabalha e vive pra isso. Nunca tinha sido convidado pra nada de graça nessa vida que não fosse show de hardcore. Foi bastante divertido e já fez valer ter começado esse blog.

Só que o que o pessoal do Café Corbucci talvez não tenha se dado conta é que, mesmo sem perceber, elxs estão realizando numa escala muito maior e mais intensa tudo aquilo que o esse Distrito Vegetal sempre teve a pretensão de realizar. Mais do que um novo estabelecimento de comida, eu enxergo nesse pequeno novo espaço a possibilidade concreta de criação de redes de solidariedade para intervir diretamente na realidade e promover algum tipo de ação ética sob uma identidade estratégica que por um motivo ou outro a gente considera importante.

Ficou complicado, né? Deixa eu tentar explicar melhor. Eu acredito que as nossas cidades, as nossas vidas, só terão mudanças positivas a partir do momento que as próprias pessoas interessadas nessas mudanças comecem a realizar alguma coisa nesse sentido. E foi isso que o pessoal do Café fez. No melhor espírito “Henry-Rollins-de shortinho-vivendo-numa-van” (aka faça-você-mesmo), algumas pessoas se juntaram e resolveram “Não tem nenhum estabelecimento vegan em Brasília? Pô, vamos abrir um então”. Animal. Muito melhor do que ficar choramingando por aí (coisa que eu e 99% da humanidade costumamos fazer no tempo livre das nossas vidas mesquinhas).

Além de se tratar de um resultado bastante concreto da união de algumas pessoas na promoção de uma ação ética, o Café acaba por criar uma rede expansiva sobre esse mesmo tema. Provavelmente, todo mundo que for lá (tenha uma alimentação vegana ou não) vai parar pra pensar um pouco sobre as implicações éticas do seu prato de comida. Ou ao menos eu espero. E é aquela coisa. Assim como com o punk rock, a gente não vai mudar o mundo, mas dá pra mudar o nosso e o de muita gente.

Ao mesmo tempo, o Café Corbucci ajuda a promover essa identidade que muita gente torce o nariz, e que muita gente ama de paixão que é o veganismo. Sei lá, eu acho toda essa história de política de identidades uma coisa muito complicada. Tem briga demais entre pós-estruturalistas e pós-colonialistas pra eu ter uma opinião realmente definida e fechada acerca desse tema espinhoso.  Mas de uma coisa eu tenho certeza, é legal pra caralho chegar num lugar e ler “Café Corbucci – comida vegana, sem produtos de origem animal”.

Isso porque, seja o veganismo absoluto mera obra de ficção, ou mesmo a afirmação “eu sou vegan”  carente de sentido em última instância, não importa. No fim das contas, tudo é ficção mesmo. No Café Corbucci, essa palavra, esse rótulo, essa identidade (mesmo que estratégica, nômade, temporária, como você quiser), faz todo o sentido. Não se trata de um lugar de “comida natural”, “comida saudável”, “comida macrobiótica” ou qualquer variante do tipo. Lá a gente não precisa desviar o foco da questão ética (e por conseqüência da crítica ao consumo, da objetificação da vida, yadda yadda yadda). É um espaço VEGAN e as implicações e motivações disso estão bem claras. Eu acho isso ótimo.

Se pra maioria das pessoas que vai lá se trata de apenas mais um café, tudo bem. A falta de encantamento de outros olhos não diminui nem um pouquinho o meu encantamento.

Eu sei que eu escrevi, escrevi e mal falei da comida. Foi mal, Marina. Na verdade, eu nem sei falar sobre comida. Talvez esse blog passe a impressão errada de que eu entendo alguma coisa de comida. Desculpem também por isso, pois eu não entendo porra nenhuma de comida. Deixo essa reivindicação de conhecimento culinário para aquelas que curtem um foies gras e outras coisas abomináveis que eu nunca vou nem provar. O Distrito Vegetal aqui é apenas uma desculpa, um ponto de partida, para falarmos de outras coisas.

Mas tudo bem, no dia da inauguração, quando eu estava lá macaqueando que era da “imprensa” (uma “colega de profissão” até pediu  o meu cartão. “Pô, esqueci de trazer”), eu tomei uma apetitosa sopa de tomate, um wrap com brotinhos e um fandárdigo molho a base de amendoim. Teve também um sanduíche de seitan (Venom!), suco de maçã, café com leite e tortinha cheese-cake de tofu. Tudo delicioso.

Depois disso já voltei mais duas vezes  e pra minha grata surpresa o ambiente estava sempre cheio. Como foi bom sentar ali e comer um pão-de-queijo com capuccino.

Seja bem-vindo, Café Corbucci. E muito obrigado.

Café Corbucci
203 norte, bloco D, loja 53
(esquina dos fundos)
telefone: (61) 32011316

rapidinhas vegetais

Enquanto tento arranjar um punhado de tempo para atualizar o Guia Vegano 2011, escrever novas resenhas reflexivas e promover o evento de desgutação e ranqueamento de açaís da cidade, vamos a duas boas novidades em forma de pequenas notas:

– Leites Vegetais no Martinica Café

Quem manda essa boa notícia é nossa correspondente local e repórter investigativa, Simone Lima:

Ontem estivemos eu, Bruno e Liliane no Martinica e conversando mais uma vez com o Adê, dono do  café, dei um toque sobre a sopa de abóbora, que antes me diziam que era vegana, mas leva manteiga. Adê disse que ia mandar fazer com azeite. Com isso, ficam duas sopas veganas: a de lentinhas ( maravilhosa ) e a de abóbora ( delícia!).
Com isso e a tapioca que pode ser feita com azeite + tomate seco, (embora não esteja no cardápio), duas coisas para comer. Melhor: Adê se sensibilizou com a coisa dos leites e mandou comprar, enquanto a gente estava lá, leite de soja, e prometeu que vai ter sempre agora!!!
Tomamos chocolate quente e capuccino veganos, e ficamos lá rindo à toa,  que vegano é bicho besta e se alegra com qualquer coisinha que acha pra comer nessas noites de Brasília.
Passem lá, espalhem a notícia, agradeçam e peçam!!!
Martinica Café – CLN 303, Bloco A, Loja 4
Telefone: (61) 3326-2357

– 2a Verdurada de Brasília

Sábado agora acontece a segunda Verdurada do Distrito Federal. Pra quem não conhece, a Verdurada é um evento que reúne música barulhenta, venda de comida vegana e debates sobre política radical em temas variados.  No final do show, distribuição de rango vegan de graça. Quer rolê melhor?

Eu já tive o prazer de tocar em três verduradas lá em São Paulo e falar um pouquinho da Bicicletada na primeira verdurada daqui. É sempre muito divertido. Dessa vez, vou fazer barulho e acender fogueira com o Ameaça Cigana, a primeira banda da noite. Por ser um evento straightedge, o pessoal pede que não fume nem se consuma bebidas alcoolicas lá dentro. O que eu não deixo de achar uma ideia interessante, porque ajuda a desvincular essa ideia de que sempre precisamos de drogas como combustível de diversão, ou que a música deve ser de alguma maneira secundária nos rolês e baladas da juventude.

mais informações: twitter.com/verduradadf

café vegan procura

Segue a divulgação de vagas para trabalhar no futuro Café Corbucci, que pelo que consta será o primeiro estabelecimento totalmente vegan do nosso distrito (confere, Simone?), Eu não sei o quanto você vai poder comer de graça se trabalhar lá, mas não custa tentar né?

Café Corbucci <cafevegano@gmail.com>
Date: 2011/2/16
Subject: Ainda temos vagas para trabalhar conosco no Café Corbucci!

Olá pessoal,
continuamos em busca de pessoas interessadas em trabalhar em um ambiente amigável, divertido e cheio de aprendizados, o Café Corbucci!

Ainda temos disponíveis as seguintes vagas:

–>  Responsável pela cozinha para o período da tarde (terça a domingo, 15:30 às 23:30): fará os sanduíches e montará os demais pratos provenientes da cozinha

–> Ajudante de cozinha para o período da tarde (terça a domingo, 15:30 às 23:30): fará os sucos e shakes e também será responsável pela lavagem da louça

–> Garçom/garçonete para o período da tarde (terça a domingo, 15:30 às 23:30): responsável por atender as mesas e transportar os pedidos da cozinha aos clientes

–> Garçom/garçonete para o período da tarde (sábado e domingo, 15:30 às 23:30): responsável por atender as mesas e transportar ospedidos da cozinha aos cliente

Se interessou? Então mande um email para nós com a palavra “Emprego” no campo “Assunto”.
Especifique a vaga pela qual você se interessa e conte para nós um pouco sobre suas experiências profissionais e interesses pessoais (pode ser em formato de currículo ou não, a seu critério).
Não esqueça de colocar nome completo, idade, escolaridade, telefones e email para contato.

As entrevistas estavam previstas para janeiro mas a reforma da loja nos levou a adiar um pouco os planos para a inauguração. Portanto, faremos as entrevistas entre os dias 19 e 27/02.

Não perca a chance de trabalhar conosco no café mais inovador da cidade!

Abraços,


Café Corbucci

andanças pela cidade…

Queridxs Vegetas,

A Marina Corbucci, culinarista vegana e assídua frequentadora do Distrito Vegetal, nos mandou uma excelente contribuição com suas últimas descobertas em termos de comida vegana na Capital. Entre as excelentes novidades, mais cappuccino de soja e pizza vegan, uhu!

A mesma Marina lançou, recentemente, uma pesquisa para abertura de um negócio de comida vegan em Brasa City. A ideia de ter um lugar em que se pode comer a vontade sem preocupações com galináceos e outros inconvenientes apetece o pâncreas, diz aí. Então, se você está ansiosx por mais comida vegana na cidade feita por pessoas bacanas e ainda não respondeu o questionário, faça isso agora mesmo!

Ah, e vocês sabem né? Esse blog aqui é uma tentativa transposição da rede que a gente tem no hardcore e no DIY pra alimentação vegana. Então,  quem quiser mandar suas contribuições para serem postadas aqui no DV, por favor, fique a vontade, será um prazer. =)

Pessoal,

nas minhas andanças pela cidade e pela internet para fazer pesquisa de mercado nos negócios que atendem o público vegetariano, descobri alguns fatos e preciosidades que eu gostaria de compartilhar com vocês.

Tem muita coisa escondida nesta cidade que a gente nem imagina.

O email é grande, mas vale muito a pena ler e se inteirar. E lá no final, tem uma reflexão importante.

Portanto, vejam a lista abaixo e aproveitem!

O mais surpreendente desta busca foi descobrir, no site do Guia Vegano (www.guiavegano.com.br) que existem estabelecimentos não-vegetarianos que dão descontos para sócios da Sociedade Vegetariana Brasileira (para quem tem a carteirinha)! E tem um local vegetariano que eu simplesmente desconhecia e que parece trabalhar com encomendas. São eles:

Café Elite: SCN – Q. 1 – Bl. C – Lj. 169 – Ed. Trade Center – Térreo – Asa Norte

Fone: (61) 3328 2808. Almoço self service e café da manhã colonial – Alimentação com opções naturais, mas serve derivados de carnes. Mediante a apresentação da carteirinha de filiado à SVB, oferece 10% de desconto sobre o preço do quilo.

Francesca Pizzaria Artesanal: Condomínio Quintas do Alvorada – QI 27 – Lago Sul

Telefone: (61) 3367-3367 e 8428-5507. Alimentação com opções naturais, mas serve derivados de carnes. Mediante a apresentação da carteirinha de filiado à SVB, oferece desconto de 20% válido de 2ª. a 6ª.-feira.

Gente, eles têm pizza vegana. Alô? Vocês me escutaram?? P-I-Z-Z-A vegana!!! E o nome da pizza é esse, ou seja, eles sabem o que é vegano. Dêem uma olhada no site e vejam como eles explicam direitinho que a massa da pizza não tem ingredientes de origem animal: http://www.francesca.com.br/cardapio.htm. E, além disso, tem pizza de chocolate sem leite. Sim, podem chorar de alegria.

Salada Mística: Colônia Agrícola Samambaia – Chácara 121 – Lote “M” Taguatinga – DF

Telefone: (61) 3561.3084 e 9801.5997 Priscila Lúcia Ferreira. Alimentação estritamente vegetariana

Oferece buffet vegetariano e cestas de café da manhã zen. Mediante a apresentação da carteirinha de filiado à SVB, oferece isenção de taxa de entrega.

Outras descobertas sobre onde temos opções veganas:

→ O restaurante Green’s ampliou o cardápio de sanduíches e saladas, servidos à tarde e à noite. Agora tem quatro opções de sanduíches (me garantiram que os pães são veganos) e duas de saladas que são veganas. Além disso, sucos e açaís. De sobremesa, aquele velho problema: quase nada. Só a famigerada torta de banana. Fui no da Asa Norte (302), não sei se o da Asa Sul (202) tem as mesmas coisas.

→ Abriu uma lanchonete nova na 413 norte, no bloco ao lado do bloco do Bendito Suco. Se chama Ômega 3 e o dono é amigo de um amigo que faz deliciosos pratos vivos. Na Ômega 3 tem sanduíche vegano que você mesmo monta, escolhendo pasta de grão de bico, pasta de berinjela ou shimeji (não é na manteiga!) + salada. Lembre-se de perguntar quais pães são veganos. Além disso, tem sucos da luz do sol (feitos com grãos germinados, castanhas hidratadas, brotos e frutas), leite de amêndoas e de castanha do pará. E mais açaís, saladas, vitaminas mucho locas e sucos de frutas.

→ O café do Sebinho (406 norte) tem leite de soja para os cafés, uma opção de salgado vegano e, ao que tudo indica, também outras opções (tipo ratatouille com torradas). Quando for, pergunte!

→ A loja de produtos naturais Alimentum (705 norte, de frente pra W3) tem sanduíches de pasta de tofu e de pasta de berinjela no pão integral por apenas R$1,50 e sucos de guaraná e de beterraba com limão por apenas R$1. Além disso, tem uma variedade enorme de sucos com polpas de frutas e salgados integrais, mas estes o dono me disse levarem ovo na massa. Pedi insistentemente que eles retirassem o ovo e ele ficou de considerar a possibilidade.

→ O restaurante Naturetto (405 norte) tem sobremesas veganas dia sim, dia não. Todos os pratos e sobremesas tem uma etiqueta informando a presença de ovos e derivados de leite. Geralmente não são lá essas coisas, mas tem uma torta prestígio que meu deus do céu…

Descobertas sobre produtos:

→ Tão rolando por aí duas marcas de leites de arroz, ambas italianas: Isola Bio e La Finestra sul cielo. Isola Bio tem dois sabores adaptados ao gosto brasileiro: leite de arroz com coco e leite de arroz, quinoa e cacau. La Finestra tem vários sabores, tipo aveia ou arroz com amêndoas e malte. Ambas são encontradas na loja Vita Zen (716 norte) e na Empório Bem-estar (113 norte). La Finestra também é encontrada em algumas lojas Pão de Açúcar e na Mel do Sol (403 norte).

→ Tem também mais duas marcas de leite de arroz: um fresco da Brotare e o outro, não-fresco, da Bio Rice. O da Brotare vc encontra nos seguintes lugares: Amor à natureza (310 norte), Girassol (409 sul), Espaço Natural (714/15 norte). Bio Rice pode ser encontrado na Mel do Sol (403 norte).

→ Na Vita Zen também vendem um creme vegano de avelã com cacau (tipo Nutella) da marca La Finestra sul cielo e farinha de grão-de-bico (ótima alternativa para as farinhas com glúten e um importante ingrediente de receitas indianas e italianas).

→ A loja Fina Farinha (212 norte), de produtos sem glúten e sem lactose, vende sua versão do famoso pão de queijo vegano (congelado), feito com polvilho e batata baroa. Além disso, tem risoles de milho, de palmito e pão de cachorro quente. Todos os outros congelados levam ovos ou carne.

→ Algumas lojas do Pão de Açúcar (que eu saiba: Lago Norte e 304/5 sul) estão vendendo os produtos da Samurai Tofu: tofu simples, defumado ou temperado, hambúrgueres, espetinhos de tofu para churrasco e pastas. E também os hambúrgueres da marca Soja Mais.

→ Os produtos da marca Saborosa, feitos pelo Cláudio, são todos veganos e sem glúten. Estão a venda no Empório Bem-estar (113 norte), no Boa Saúde (ed. Radiocenter) e direto com o Cláudio mesmo (81405180)). Tem bolos, tortas e outros.

Agora, a descoberta mais importante de todas:

Ao conversarmos com gerentes e donos de estabelecimentos, percebemos uma imensa resistência à culinária vegana.

Por mais chocante que seja, os mais resistentes são as pessoas que trabalham em restaurantes vegetarianos ou “naturais”. Em muitos lugares, como no Amor à natureza, Sabor Vital e Green’s, tivemos que explicar o que era uma comida vegana. Ao sugerirmos que fossem oferecidas sobremesas veganas, a resposta era sempre a mesma: “não tem saída”, “ninguém pede e fica sobrando”, “não temos tantos clientes veganos assim”, “não temos interesse nessa área, nosso restaurante já é todo sem carne” (alguém me explica o que tem a ver???). Portanto, gostaria de pedir a todos que, quando forem a um estabelecimento, qualquer que seja, manifestem-se. Mesmo se você achar que não tem opção vegana alguma, mesmo se você achar que eles nunca que vão ter leite de soja pro café, perguntem! Se a pessoa não souber o que é vegano, sem problemas, expliquem. Não fiquem com vergonha de dizer que são veganos ou, mesmo se você não for vegano, de dizer que gostaria de comer ou tomar algo vegano naquele dia! Você tem esse direito!

Só assim conseguiremos colocar a palavra VEGANO/A no cardápio dos restaurantes, lanchonetes e cafés da cidade!

Se desejar, repasse esta mensagem àqueles que possam interessar!

Abraços,


Marina Corbucci
culinarista vegana
Brasília, DF
marinacorbucci@gmail.com

Cornhills: chocolates-quentes e veganos

Depois de articular uma série de listas em eterno devir de comida gostosa (“às vezes nem tanto”) e sem galináceos (“há controvérsias”), achei que era um bom momento para dar um próximo passo no desenrolar desse Distrito Vegetal: transformar estômagos famintos, pâncreas desavisados e línguas desacostumadas em malfadados críticos de culinária vegana.

Pra começar, achei que seria divertido escolher um lugar que constasse em nossa lista, mas que eu nunca tivesse ido. Um lugar em que eu não nutrisse nenhum tipo de simpatia pelos assentos ou qualquer afeto pelos garçons. Cornhills, um café que fica ali na 202 sul. A dica foi do dudu e do nonato.

Andando da quadra para o comércio, a primeira impressão do lugar me deixou um pouco aterrorizado. Aquele clima happy hour de tiozão, com direito a muitas gravatas, chopp (“sem colarinho!”) e voz&violão destrinchando sucessos de caetano, lulu santos e dj-avan presentes nas novelas das 8 dos últimos 30 anos. A jully quis logo ir embora. Mas se era pra tomar capuccino vegano, valeria a pena insistir.

Grata surpresa quando entramos pela porta e encontramos um ambiente acolhedor para nerds como a gente. Um sofázinho, umas revistas, umas mesas altas, uns bancos altos.  Uma garota até lia alguma coisa em seu computador. Andei até o balcão para perguntar se tinha alguma coisa pra comer, reproduzir aquele momento constrangedor de explicar que você não come carne (“nem frango?”). O gringo que atendeu a gente foi super simpático, prestativo. O que já faz o lugar ganhar muitos pontos. Ele disse que não tinha nenhum problema a gente escolher os ingredientes e montarmos o sanduíche como bem entendêssemos. “Aqui não é o Mcdonalds”, ele disse, rindo com sotaque carregadão.

Sentamos e pedimos. Dois chocolates-quentes com leite de soja, um suco de banana, laranja e morango, um sanduíche e uma salada. Foi só pedir pra tirar a ricota e trocar por tomate seco. Um molho gostoso de mel, mostarda e maracujá. Coisa pra caramba. Pra quem não come mel, tem outros molhos veganos, como um de azeitonas com alcaparras.

O preço não é dos piores. Existem sanduíches de menos de 10 reais. O chocolate quente custa R$ 6. A salada custa R$ 15 e dá pra duas pessoas, tranqüilo. Tem açaí também e, claro, vários tipos de capuccino e cafés, quentes e frios. Todos eles você pode pedir com leite de soja, menos uma espécie de batida shake de leite de vaca, que eu nem sei do que se trata muito bem. Alguma coisa vaporizada, sei lá.

O gringo contou pra gente que quase ninguém pede as coisas com leite de soja lá. Eles mantêm no cardápio porque é muito comum fora do Brasil ter essa opção. Espero que não desistam. Poder tomar um chocolate quente vegan nesse friozinho ao som de Leãozinho (mentira, essa última parte eu passo) é bom demais.

Serviço:
Cornhills Coffee,
CLS 202, Bloco D.

*Prometo da próxima vez experimentar o famigerado Café Jacu, cujo sabor único ainda gera acaloradas discussões entre especialistas como Peter Singer e Tom Regan acerca do fato de que se trata, ou não, de uma iguaria vegana. Você decide.