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Xangai: tofu em embalagens ecologicamente questionáveis.

Olha só, eu sei que a cartilha vegana e ecologicamente correta diz pra gente nunca pedir comida pelo telefone. Faz bastante sentido. Você pode andar até o restaurante e comer por lá mesmo. Isso evita a queima de combustíveis fósseis realizada pela motocicleta que vai fazer a entrega na sua casa. Você também evita o desperdício de embalagens para armazenar sua comida, que não existiriam se você tivesse tido um pouco de vergonha na cara e caminhado agradavelmente até a mesa do restaurante. A questão é que eu sou ruim com cartilhas, ainda mais após preguiçosas manhãs de sábado.

Resolvi pedir o almoço no Xangai. Trata-se de um simpaticamente simples restaurante de comida chinesa que fica ali na 408 norte (também conhecido por quem o freqüenta quando o sol se põe de ‘complexo decadente’). No cardápio eles possuem uma parte “vegetariana”, com pratos com legumes, macarrão e tofu. Também era o único restaurante chinês que eu conhecia a servir rolinho primavera sem carne. Essa triste e limitada realidade já mudou após o início do Distrito Vegetal. Ainda bem.

Certo, a comida chegou lá em casa, hermeticamente embalada (nem tanto) em isopor, depois de quase uma hora. O preço é relativamente bacana, a porção com quatro rolinhos custa R$ 8, a porção de arroz branco (tem que ser branco, pois o colorido vem com ovo) é R$ 4 e o tofu com legumes e cogumelos deve custar uns 15 reais. Dá pra duas pessoas esfomeadas numa boa. Tudo bem simples, gordurosinho e gostosinho. Champignon, Tofu e Shoyu são sempre receita de sucesso. A agonia do esôfago era tanta que só depois do primeiro prato, o córtex conseguiu lembrar de tirar foto. É esse registro horrível que se encontra no começo do post. Espero que não espante ninguém.

Bem, fiquei encucado com os impactos daquele isopor depois que eu o dispensasse na cestinha escrito “Seco” num esparadrapo lá em casa. É formado por 98% de ar, “não pode ser tão ruim”, Parece que é sim. Olha só:

O Isopor é um tipo de plástico, obtido do petróleo. (…) A princípio o isopor não agride e não contamina o meio ambiente por ser, em tese, totalmente reciclável, (…)no Brasil o isopor representa um problema ambiental, que decorre da falta de sua coleta seletiva, por que ela não tem sido economicamente viável. (…) Ele é muito leve, mas volumoso. Assim, para se conseguir juntar uma tonelada de isopor serão necessárias muitas viagens de caminhão e um espaço enorme para seu armazenamento antes de ser reciclado. O destino do isopor acaba sendo o aterro sanitário, onde ocupa um espaço imenso com um tempo de decomposição longo, o que agrava o problema. Outro impacto ambiental relevante é quando o isopor vai parar no mar. Os peixes o confundem com alimento e acabam ingerindo-o, prejudicando sua alimentação. É comum peixes de todos os tamanhos, inclusive baleias terem em seu estômago isopor.

(retirado daqui ó)

Será que eu, assim como as grandes corporações filhas da puta, também tenho créditos de carbono por andar de bicicleta? Dá pra colar essa? Acho que não (hehe). Bem, a comida tá mais que aprovada, só espero que o mundo não seja formado de gente preguiçosa que nem eu.

Serviço:
Xangai, 408 norte, telefone: 33404597