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dica: Mapa de Feiras Orgânicas

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boa dica:

“Com o objetivo de tornar os produtos orgânicos mais acessíveis aos consumidores e fomentar uma alimentação saudável, o Idec realiza o Mapa de Feiras Orgânicas e Grupos de Consumo Responsável. Basta digitar um endereço para encontrar todas as feiras especializadas e grupos de consumo responsável mais próximos de você, bem como informações de horários de funcionamento e tipos de produtos encontrados nesses locais.

Além disso, o mapa mostrará quais são as frutas, verduras e legumes da estação na sua região para que opte pelos produtos locais.”

acesse:
http://www.idec.org.br/feirasorganicas
http://www.idec.org.br/feirasorganicas
http://www.idec.org.br/feirasorganicas

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Cinco Mitos sobre Vegans

Esse é o primeiro trabalho de tradução pirata e contrabando de informação gringa do Distrito Vegetal. Como tudo aqui nesse blog, é precário, tosquinho e feito sem autorização, mas transborda empatia. Espero que seja o primeiro de muitos. Se gostarem, espalhem por aí.

Cinco Mitos sobre Vegans

Por Carol J. Adams*

Apesar do ex-presidente (dos EUA) Bill Clinton não ser tecnicamente um vegan, sua adoção ano passado de uma dieta “baseada em vegetais”, “sem carne” e “sem latícinios” – acompanhada de sua perda de 11 quilos – criou manchetes para um pequeno mas crescente movimento. Afinal, apenas 3,2% dxs estadunidenses (n.t.: alguém aí tem números do Brasil?) são vegetarianxs e apenas 0.5% levantam a bandeira do veganismo, evitando todos os produtos animais e derivados em suas cozinhas e armários.

Mas aí, o veganismo é saudável? Desmasculinizante? Difícil? Saque a real desse estilo de vida pouco usual.

1. Vegans têm problema em conseguir proteína suficiente

“De onde você tira sua proteína?” é provavelmente a pergunta que xs vegans mais devem ouvir. Mas proteína não tem que vir necessariamente de animais. Proteína vegetal não é nem incompleta tampouco inadequada – e ainda é rica em fibras, tem pouca gordura e zero colesterol. Proteína animal, que não contem fibra, é rica em gordura e colesterol, além de estar associada ao risco de doenças do coração, perda de cálcio nos ossos e insuficiência renal.

Nutricionistas concordam que adultos que consomem por volta de 2.000 calorias por dia deveriam consumir cerca de50 gramasde proteína. E o que uma vegan pode fazer? Bem, meia-xícara de grão de bico contém 6g de proteína. Meia xícara de tofu firme contém20 gramas. Um hambúrguer vegetariano tem cerca de15 gramas. Podemos chegar aos50 gramasmuito rapidamente, sem bolo de carne ou bacon.

Qualquer dieta vegana que inclua uma variedade de alimentos de origem vegetal fornece toda a proteína que um indivíduo necessita. Isso é verdade para adultos, adolescentes e, de acordo com o pediatra Benjamin Spock, até mesmo crianças. Como as nutricionistas Brenda Davis e Vesanto Melina explicam em “Becoming Vegan”, a melhor resposta a essa pergunta frequente é: “de todos os vegetais que como”.

2. Vegans têm incontáveis regras do que se pode comer

Para vegans, parece é que quem come carne é que é cheio de regras. Nos Estados Unidos e no Brasil, pessoas comem vacas, mas não cavalos, e galinhas, mas não gatos. Só que entre os hindus na Índia, as vacas são sagradas, e nas Filipinas e Coréia, a Lassie tá no cardápio. Algumas religiões proíbem comer porco, enquanto outras não. Em face dessas mais variadas normas, muitas vezes contraditórias, vegans têm apenas uma regra: Nós não comemos, usamos ou vestimos intencionalmente qualquer coisa de um animal – seja carne, couro, ovos, lá, seda ou mel.

Se o veganismo parece necessitar de um manual de instruções, é porque animais mortos aparecem em lugares inesperados. A maioria dos marshmallows contém gelatina, derivada de ossos de animais. Assim como cápsulas de remédios e filme fotográfico. Alguns lenços têm gordura animal, também. Algumas tortinhas de frutas são feitas com gordura animal. Creme dental pode conter farinha de osso. E shampoo pode ter proteína de ovo.

Claro, a lista parece seguir indefinidamente. Só que só que na sua rede de supermercados mais produtos do que nunca são simpáticos ao veganismo. Em 2011, não é difícil fazer jus ao ideal simples do veganismo: tentar fazer o menor dano possível.

3. Veganismo é desmasculinizante – homens de verdade comem carne

Em 1990, eu escrevi um livro chamado “The Sexual Politics of Meat” para dissecar a idéia de que comer carne de animais faz de alguém forte e viril. O mito ganhou força na década de 60 quando os antropólogos Desmond Morris e Robert Ardrey atribuíram o progresso da civilização ao “homem caçador”. Hoje, mensagens da nossa cultura – do “I am the Man” da campanha publicitária do Burger King até o comercial do Hummer que sugere que um cara que compra tofu deve “restaurar o equilíbrio” comprando um carro gigante – reforçam esse mito. Até mesmo Michael Pollan, que detalha uma caça à javalis no livro “The Omnivore’s Dilemma”, cai como uma presa na idéia de que homens devem fazer presas: “Andar com uma espingarda carregada em uma floresta desconhecida arrupiado com os sinais de sua presa é emocionante”. Para vegans, essa caricatura de uma caçada pornográfica é ridícula. O que o Pollan vê como um dilema, nós damos às boas-vindas como uma decisão.

Mas se homens de verdade um dia comeram carne, já não é bem assim por muito tempo. O lendário corredor olímpico, Carl Lewis, é vegan. O ex-campeão peso pesado de boxe, Mike Tyson, é vegan. O Andre 3000 do Outkast é vegan. Em Austin, um grupo de bombeiros se tornou vegan. Mas, para além dos nomes famosos que abraçaram o veganismo por razões éticas ou de saúde, está o fato incontestável de que comer carne não aumenta sua libido ou fertilidade – e uma dieta vegana não diminui elas também.

4. Vegans se importam mais com animais do que com humanos

Veganismo é um movimento de justiça social que inclui a preocupação com animais, mas também com muitas questões que afetam humanos. As escolhas alimentares que xs vegans fazem abordam os custos ambientais da produção de carne e laticínios, doenças cardíacas, problemas de saúde pública ligados à obesidade e, como Eric Schlosser apontou em “Fast Food Nation”, condições insalubres de trabalho nos matadouros, onde trabalhadores sofrem mais lesões do que em qualquer outra indústria. Na verdade, comer veganamente um dia por semana diminui sua pegada de carbono mais do que comer comida produzida localmente todos os dias da semana.

O custo econômico da crueldade sistêmica aos animais transcende as filmagens escondidas nas fazendas-fábricas. Comer gado alimentado com ração ajuda a elevar o preço das sementes; a alta nos preços contribuiu para as revoltas por comida no Haiti, Bangladesh, Egito e muitos outros lugares ao redor do mundo. A produção industrial de carne permite que bactérias infecciosas como a salmonela entrem sorrateiramente nos nossos suprimentos de comida. E tratar uma geração criada com Big Macs será um desafio fiscal para o SUS e o Medicaid (o programa de saúde para famílias de baixa renda nos EUA).

Se importar com animais significa se importar com pessoas, também.

5. É caro e inconivente ser vegan

Tente o veganismo por um dia e veja o que acontece. É mesmo tão difícil substituir molho de carne por molho de tomate (ou molho inglês por shoyu)? Pedir uma pizza lotada de vegetais ao invés de queijo e carne? Preparar uma salada grande e adicionar grão-de-bico ao invés de peru? Pedir um prato vegan em qualquer restaurante com cozinhas ricas com comida vegana – etíope, tailandesa, vietnamita, chinesa e italiana?

Uma das razões pelas quais Patti Breitman e eu escrevemos “How to Eat Like a Vegetarian Even if You Never Want to Be One” era mostrar às pessoas o quão fácil é ser vegan. Se você está acostumado a uma dieta de carne, frango e porco, o veganismo pode expandir as suas opções. Você pode começar descobrindo a variedade de maneiras de preparar tofu, gluten, tempeh e proteínas vegetais texturizadas – juntamente com mais verduras, grãos e feijões. Em alguns lugares do país, alguns desses produtos podem ser mais difíceis de achar do que hamburgers de carne ou filé mignon, mas eles não são necessariamente mais caros. E mesmo se forem, talvez eles possam ajudar a reduzir alguns custos médicos num longo prazo.

Não-vegans pensam que a mudança é difícil. Não mudar é ainda mais difícil.   

* Carol J. Adams é, nas palavras dela mesma, uma ativista-intelectual vegan-feminista. É autora do livro “The Sexual politics of Meat: A Feminist-Vegetarian Critical Theory.

Tradução precária: Poney
Agradecimentos especiais ao Andrei.
Site da Carol: http://caroljadams.blogspot.com

rapidinhas vegetais

Enquanto tento arranjar um punhado de tempo para atualizar o Guia Vegano 2011, escrever novas resenhas reflexivas e promover o evento de desgutação e ranqueamento de açaís da cidade, vamos a duas boas novidades em forma de pequenas notas:

– Leites Vegetais no Martinica Café

Quem manda essa boa notícia é nossa correspondente local e repórter investigativa, Simone Lima:

Ontem estivemos eu, Bruno e Liliane no Martinica e conversando mais uma vez com o Adê, dono do  café, dei um toque sobre a sopa de abóbora, que antes me diziam que era vegana, mas leva manteiga. Adê disse que ia mandar fazer com azeite. Com isso, ficam duas sopas veganas: a de lentinhas ( maravilhosa ) e a de abóbora ( delícia!).
Com isso e a tapioca que pode ser feita com azeite + tomate seco, (embora não esteja no cardápio), duas coisas para comer. Melhor: Adê se sensibilizou com a coisa dos leites e mandou comprar, enquanto a gente estava lá, leite de soja, e prometeu que vai ter sempre agora!!!
Tomamos chocolate quente e capuccino veganos, e ficamos lá rindo à toa,  que vegano é bicho besta e se alegra com qualquer coisinha que acha pra comer nessas noites de Brasília.
Passem lá, espalhem a notícia, agradeçam e peçam!!!
Martinica Café – CLN 303, Bloco A, Loja 4
Telefone: (61) 3326-2357

– 2a Verdurada de Brasília

Sábado agora acontece a segunda Verdurada do Distrito Federal. Pra quem não conhece, a Verdurada é um evento que reúne música barulhenta, venda de comida vegana e debates sobre política radical em temas variados.  No final do show, distribuição de rango vegan de graça. Quer rolê melhor?

Eu já tive o prazer de tocar em três verduradas lá em São Paulo e falar um pouquinho da Bicicletada na primeira verdurada daqui. É sempre muito divertido. Dessa vez, vou fazer barulho e acender fogueira com o Ameaça Cigana, a primeira banda da noite. Por ser um evento straightedge, o pessoal pede que não fume nem se consuma bebidas alcoolicas lá dentro. O que eu não deixo de achar uma ideia interessante, porque ajuda a desvincular essa ideia de que sempre precisamos de drogas como combustível de diversão, ou que a música deve ser de alguma maneira secundária nos rolês e baladas da juventude.

mais informações: twitter.com/verduradadf

café vegan procura

Segue a divulgação de vagas para trabalhar no futuro Café Corbucci, que pelo que consta será o primeiro estabelecimento totalmente vegan do nosso distrito (confere, Simone?), Eu não sei o quanto você vai poder comer de graça se trabalhar lá, mas não custa tentar né?

Café Corbucci <cafevegano@gmail.com>
Date: 2011/2/16
Subject: Ainda temos vagas para trabalhar conosco no Café Corbucci!

Olá pessoal,
continuamos em busca de pessoas interessadas em trabalhar em um ambiente amigável, divertido e cheio de aprendizados, o Café Corbucci!

Ainda temos disponíveis as seguintes vagas:

–>  Responsável pela cozinha para o período da tarde (terça a domingo, 15:30 às 23:30): fará os sanduíches e montará os demais pratos provenientes da cozinha

–> Ajudante de cozinha para o período da tarde (terça a domingo, 15:30 às 23:30): fará os sucos e shakes e também será responsável pela lavagem da louça

–> Garçom/garçonete para o período da tarde (terça a domingo, 15:30 às 23:30): responsável por atender as mesas e transportar os pedidos da cozinha aos clientes

–> Garçom/garçonete para o período da tarde (sábado e domingo, 15:30 às 23:30): responsável por atender as mesas e transportar ospedidos da cozinha aos cliente

Se interessou? Então mande um email para nós com a palavra “Emprego” no campo “Assunto”.
Especifique a vaga pela qual você se interessa e conte para nós um pouco sobre suas experiências profissionais e interesses pessoais (pode ser em formato de currículo ou não, a seu critério).
Não esqueça de colocar nome completo, idade, escolaridade, telefones e email para contato.

As entrevistas estavam previstas para janeiro mas a reforma da loja nos levou a adiar um pouco os planos para a inauguração. Portanto, faremos as entrevistas entre os dias 19 e 27/02.

Não perca a chance de trabalhar conosco no café mais inovador da cidade!

Abraços,


Café Corbucci

Dicas veganas que não são comida

Nem só guloseimas sem lactose sobrevive o nosso veganismo freestyle, né?

Não sei se só sou eu, mas também gosto de alimentar os olhos e os ouvidos com conteúdo vegan saboroso. Então, pra atualizar rapidamente o Distrito, vão duas dicas de leituras e uma de filme:

– ANIMALS AND FOUCAULT RESOURCES
Uma interessante compilação de livros e artigos que realizam escambos entre os pensamentos do filósofo francês e a questão animal. Temas com sociedade disciplinar e biopolítica podem ser muito interessantes para pensar matadouros e fazendas de leite. Acesse.

 

COMER ANIMAIS
Livro do jornalista Jonathan Safran Foer (dizem que o Extremamente Alto & Incrivelmente Perto é muito bacana também) sobre a poderosa indústria especializada em carne animal que, só nos Estados Unidos, abate mais de dez bilhões de espécimes por ano. Foi lançado em português essa semana. Leia a reportagem que saiu sobre o livro.

 

PROJECT NIM
Novo documentário do cineasta James Marsh (responsável pelo sensacional Man on Wire) sobre o chimpanzé Nim Chimpsky (obviamente uma referência ao linguista anarco-sindicalista e amor-de-pessoa Noam Chomsky) que foi criado nos anos 70 como um humano para provar que a linguagem não era um fenômeno exclusivo dos humanos.  Quem é que precisa de critérios humanos, eu perguntaria, mas vale a pena a discussão, é claro.  Confira a reportagem sobre o filme.


Domingo temos o primeiro evento de degustação competitiva do Distrito Vegetal. Mais detalhes em breve!