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Sky’s adapta cardápio veganamente mais uma vez!

rockhard

Nossa lanchonete do coração, ponto de encontro da madrugada e último lugar em que Joaquim Extremo foi avistado, Sky’s Burger está definitivamente do nosso lado.

Depois de ter sido o primeiro estabelecimento a mudar o cardápio com base em uma sugestão do Distrito Vegetal (quando incluíram a opção do hamburger de soja, salvando nossas madrugadas de açaí e batata frita), o Sky’s agora implementou um novo hamburger vegetal para substituir aquele da Perdigão, que depois de fazer um breve retorno ao mercado, desapareceu misteriosamente deixando saudades. Para atender o público vegan, o estabelecimento foi atrás de um novo hamburger vegetal sem leite ou ovos.

Os novos hamburgers são da Soja Mania (conhecidos popularmente como Sola Mania, não me peçam pra explicar) e como o apelido indica não são exatamente suculentos. Mas são totalmente veganos, o que ainda assim é mais legal do que comer casca de ovo, soro de leite de vaca, CARNE DE CAVALO,  ou qualquer outra coisa bizarra que você possa encontrar em outros hamburgers  por aí, não acham?

Mais uma vez representando. Valeu, Sky’s!

 

Esclarecimentos da Perdigão sobre a linha de produtos vegetais

Caríssimas vegetais,

no último post revelei minha profunda preocupação com a possibilidade de estarmos ensaiando um retorno a Idade das Trevas veganas com o fim das opções vegetais nas nossas lanchonetes de junk food favoritas desencadeado pelo aparente fim da linha vegetal da Perdigão.  Não soube dizer se esse processo estava acompanhado por um revival dos anos 90 e uma retomada do extrato de soja Mãe Terra. Talvez.

Bem, eu escrevi pro SAC deles e recebi a seguinte resposta:

Olá Pedro,

 Agradecemos seu contato com a Perdigão.

Quanto ao seu questionamento, informamos que em 2009 houve uma fusão administrativa entre Sadia e Perdigão (detentora da marca Escolha Saudável), que resultou na empresa BRF- Brasil Foods S.A, uma das maiores empresas de alimentos do mundo.

A Legislação brasileira exige que um órgão de defesa da concorrência (CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica) avalie todas as grandes fusões para preservar a competição entre as empresas e proteger o consumidor de possíveis abusos.

Dentre as exigências para a aprovação desta fusão, foi determinada a venda de algumas marcas do portifólio da Perdigão, dentre elas, a Escolha Saudável (que contemplava o Hamburger e a Salsicha vegetal) que a partir de 01 de Agosto de 2012 não está mais sendo comercializada pela empresa. No entanto, o Hamburguer Vegetal continuará sendo produzido pela Perdigão mas com nova embalagem, como Hamburguer Soja Perdigão.

Para mais informações sobre a fusão e sobre os produtos que foram suspensos e os que permaneceram, sugerimos acessar o site www.perdigaoevoce.com.br

Agradecemos o contato e pedimos desculpas pelo inconveniente, renovando nosso compromisso de levar a todos os nossos consumidores produtos da mais alta qualidade.

Colocamo-nos à disposição.

Centro de Serviços ao Consumidor Perdigão
0800 701 7782

(Um parenteses importante nessa hora. Acho que todo mundo aqui sabe que a perdigão é uma empresa tosqueira que financia e lucra com a morte de milhões. Não se trata aqui, portanto, de valorizar uma empresa dessa jogando as contradições pra debaixo do tapete ou mesmo de tornar a nossa ética dependente desse tipo de corporação. Vejo mais como uma espécie de aliança estratégica, que assume suas contradições e que permite uma facilidade e conveniência maior pra quem é simpática ao veganismo. Fecha parenteses.)

Resta saber se esse novo hamburger e salsicha serão veganos (o da Sadia não é), e ver quando começarão a circular. Assim que obtiver mais notícias posto por aqui. =)

rapidinhas vegetais

Um especial de rapidinhas vegetais  somente com dicas das barrigas famintas e corpos desocupados de quem tem a audácia de acompanhar esse blog. Muito obrigado, pessoal! Em breve, todas serão devidamente postadas no nosso Guia. Mande sua dica também pra poneteo@gmail.com 

– Mamute Grill – enviada pelo Cleuton.
Encontrei uma lanchonete na 203 sul ( Acho que é isso) chama Mamute. Rola hambagá de soja, sendo que só um tem o molho especial vegan. E rango onde vc pede 2 hambagá vegan pede pra tirá o ovo e pode por adicional de batata frita, vem arroz, feijão, farinha e salada. Eles colocam calabresa do diabo satanaz no feijão e tem que pedir tirar, a única parte paia. Esse prato sai por 10 e poco com a batata. Vê ae: http://www.mamutesgrill.com.br/ Espero ter ajudado, bjuu!

– Pastelaria do Caio na Torre – enviada pela Joseth
Tudo jóia?  Agora na Torre tem na barraca “Pastelaria do Caio” um pastel de palmito (palmito+molho de tomate) bem gostoso e barato por 2 conto. E, claro, um caldo de cana refrescante, tb 2 conto.

– Mariá Doces e Salgados – enviada pela Simone
Muitas novidades na tabela da Mariá doces & salgados. Várias coisas gostosas que você pode encomendar congelado. Mais pelo email: mariasalgadosespeciais@gmail.com

– Salgados veganos no Udfinho – enviado pela Lilian
Mais um pro guia vegano: no udfinho, no ICC da UnB, na terceira lanchonete (contando de quem entra vindo do estacionamento), agora estão vendendo empada, risólis e coxinha de pts vegan. Eu comi só a empada, não é muito temperada e fica na geladeira, o cara aquece no microondas quando você pede. Custou três reais. Não é a melhor coisa da vida, mas no desespero, salva!

partiu! fistyle!

O GRANDE GUIA VEGANO – BRASÍLIA 2011

Caríssimas vegetais,

Segue abaixo o apanhado para 2011 de lugares pra se comer veganamente em Brasília. Não irei me alongar nessa introdução, apenas reforço que essa lista é o resultado concreto da nossa rede de contrabando de informações vegan. Desde sempre esse foi e continuará sendo o principal objetivo do Distrito Vegetal. Contudo, antes que todo mundo possa aproveitar, duas observações são importantes:

1) Essa lista se manterá em frequente atualização. Aproveite os comentários para deixar novas sugestões para que o guia cresça monstruosamente e domine Tóquio.

2) Não visitamos todos os lugares que estão na lista. E mais importante, não visitamos as cozinhas de todos lugares listados. Muitos estabelecimentos estão presentes pelas dicas de pessoas que visitam o blog e de informações e perguntas que fizemos pra garçons, balconistas, cozinheiros. Não vejo nenhum problema nisso. Você pode ter o veganismo desconfiado que você quiser, eu prefiro um veganismo que acredita nas pessoas e a princípio não vê motivos para desconfiar das intenções  delas. Isso significa que:

3) Se tem alguma coisa nesta lista que você acha que não é vegan, não seja babaca querendo dar uma de polícia.  Seja bacana e aponte de maneira simpática onde está o problema. Já tem polícia demais nesse mundo, não acham?

Com aquele carinho e disposição de vegetal,
Poney

O GRANDE GUIA VEGANO – BRASÍLIA 2011


lista de lanchonetes com opções veganas

– Sky’s – 106 sul, 716 norte e 312 sul. O veganismo venceu! (hehe) Hamburger, açaí e batata frita. A santíssima trindade da junk food vegan. O rango vegan no Sky’s é uma vitória pessoal do Distrito Vegetal. Uma prova de que a ação direta (ou encher o saco) consegue mudar alguma coisa. Além de tudo isso é o ponto de encontro dxs roqueirxs depois dos shows e o local em que o Joaquim Extremo foi visto pela última vez.

– The Plates – 706 norte – escolhido pelo criterioso Distrito Vegetal como o melhor hamburger vegan do cerrado. Peça o hamburger lá (tem que ser o número 9, esse é vegan) e o milk shake na palazzo.

– Rio Sucos – 210 sul – o hamburger de grão de bico primoroso, vc pode substituir a muzzarela de bufala por várias pastas que não tem derivados animais, tomate seco, beringela e o caraio. os sucos são deliciosos, rola um açaí do juan e uma tortinha vegan de banana. foda, além do mais o atendimento pra quem não come galináceos é muito bom. comida nota 10, preço nota 2, caro pra porra.

– Submore – 115 norte – Agora eles tem um sanduíche vegan de nome “veggie” com pasta de homus e legumes grelhados, batata frita e o Açaí La Nieve (ou “do Juan”), o melhor da cidade. Além disso você pode pedir salada ou montar um sanduíche vegan frio. O foda é que a única pasta sem maionese é uma de ameixa, que deixa tudo com um gosto meio estranho. Confira as resenhas aqui e aqui.

– Kebaara – Finalmente voltamos a ter  falafael nessa cidade. De brinde, batata-frita + atendimento camarada. 408 Norte e 209 Sul. Telefone: 3443-0204.  Leia a resenha.

– KEB –105 Sul, bloco C, 3242-0522. Tem a opção KEB VEgan (mix de cogumelos, bababababababababaganouch, tofu defumado e mix de vegetais). Além disso, tem uma batata assada no forno com 10 especiarias orientais que tb parece muito bom.

– Ômega 3 – 413 norte. O ômega é praqueles dia sque você quer comer bem. O preço não é dos mais agradáveis, mas lá tem escondidinho de shimeji, sanduíche vegan de cogumelos, leite de castanha, açaí, torta de banana integral, delícia de morango, creme de abacate… ufa! Sem contar que o pessoal lá é super simpático ao veganismo e fizeram até uma semana sobre o tema em 2010.

– Estação do Guaraná – 106 Sul – Salada, Açaí, Batata Frita, arroz com brocólis. Antes eles tinham um delicioso Wrap Veggie com abobrinha, mas acho que saiu do cardápio.

– Marietta – 103 sul, 214 norte, 210 sul, qi 09 lago, terraço shopping, iguatemi, park shopping, casa park, conjunto nacional.  rola uma salada daquelas de montar, mas muito bem feitinha mesmo, deliciosa, porém cara. No marieta café também dá pra pedir o sanduíche de shitake e pedir pra tocar o queijo por abobrinha. bacana é o energético (açaí e mate) só tem que pedir pra vir sem leite.

– Cornhills – 202 sul – tem opção de cafés com leite de soja. Além do famoso Café Jacu, cujos especialistas ainda divergem se é iguaria vegana ou não. Fizemos uma resenha.

– Temakerias – tem uma porrada espalhada pelo Plano. o lance é pedir um cone de shitake e uma sopinha de tofu. Rola um espetinho de cogumelo com cebola também. Peça sempre pra fazerem seu cogumelo no azeite e não na manteiga. Na 214 norte, tem o Japs com temaki com alho poró frisado! Resenha.

– Habib’s – 506 Norte – Homus com Batata Frita. O pão é vegano sim, porra. Se você for corojosa, também dá pra pedir a esfiha de espinafre sem o queijo.

– Green’s – 303 norte e 202 sul – o green’s não é muito legal pra almoçar se você é vegan. Mas o jantar tá caprichado. Além dos caldos, tem mais de um sanduíche quente com tofu que é uma delícia.

– Balaio – 201 N – tem um sanduíche de shitake muito gostoso e umas coisas lá podem ser feitas com leite de soja (capuccino, etc).

– Acarajé – Torre de TV – com vatapá (sem camarão) e saladinha. 4 conto; tem também na entrada da feira do paraguai (delicioso) e na praça do DI.

– Pastel de Palmito – Feira do Guará – gostoso até pra quem não gosta de palmito, pra quem curte caldo de cana é uma boa também.

– ilha do pastel – venâncio 2000 e taguatinga shopping, (que tem inclusive prato feito vegan) tem o palmito, palmilho, soja, sojamilho… além da sensacional limonada suíça, a melhor do mundo.

– pastel de vento – 407 – monte o seu pastel vegan e peça um açaí.

– empada carioca – 304 do sudoeste, shopping de águas claras, 215 norte, 307 sul, conjunto nacional – ligue antes e peça pra não passarem ovo na empada integral de legumes.

– burger gourmet – 412 norte- Hamburger vegan com buffet de saladas. Também rola um chile veggie e sem contar que o gringo já apoiou dois shows de hardcore na cidade. É mole ou quer mais?

o (sobre) Natural, UnB, que tem torta de berinjela  e quibe de soja: os dois veganos. Fica no subsolo ao lado dos CA’s de História, Filosofia e Geografia. Confira a resenha.

– Bistrô Bom Demais – no CCBB: tem sopa por 10 reais  de abóbora e gengibre, batata e alho-poró e creme de coentros, sanduíche de homus, berinjela, shitake e pimentão por R$13 e risotos, por R$22 a 24, que podem ser veganizados E mais uma vez, no sobremesa for you, vegan!- T’Açaíndo – Pão de Açúcar do Lago Norte. Talvez o melhor açaí da cidade. Dá pra pedir uma batata frita ali no Giraffas pra complementar. 

– Quituart – QI 9 do lago norte – tem uma tendinha árabe lá e tem o sushi vegan, dá pra pedir o famigerado barquinho de soja.  

– Sabor Café – SBN – tem açaí da La Nieve e dá pra pedir tapioca com azeite. Um bom quebra-galho pra quem trabalha na região.

– Martinica Café – 303 norte –  Pelo que dizem o creme de abóbora é vegan.

Fast Nature – 313 norte – tem açaí e rola de pedir vitaminas com leite de soja.

Bendito Suco – 413 norte – tem açaí, muitos sucos deliciosos e rola de pedir vitaminas com leite de soja.

– Nazareth café – Setor de Radio e TV Sul – Multiempresarial Bloco O – sanduíches pra montar por R$ 4,80.

Kikebab – 110 Norte Bloco B loja 38 – Kebab de vegetais (com abobrinha e beringela na chapa, acompanhado de salada). Delícia!

lista de restaurantes com opções veganas

– Sabor Vital – 316 norte – Particularmente, o meu favorito. Não é o restaurante vegetariano com mais opções da cidade, mas tampouco servem qualquer tipo de carne. É um restaurante vegetariano relativamente simples. O lance é que cada uma das coisinhas que eles servem é deliciosamente bem-feita. Tem AMOR, sei lá.  Leia a resenha.

– amor a natureza – 311 norte – restaurante vegetariano com opções veganas. Cuidado! A feijoada não é vegan.

boa saúde – 702 norte Bl.D Loja 128 – Melhor bife de gluten da cidade. Preço camarada e folgas aos sábados.

chilli pepper – 214 Norte – Rango Mexicano que você pode pedir tudo sem carne e/ou derivados de animais. Confira a resenha.

fogão chinês – 402 norte, bloco E – comida chinesa. self-service no almoço todos os dias, tele entrega e não fecha a tarde. 33270064 ou 32017283. Também tem rolinho sem carne!

girassol– 409 sul- restaurante e pequeno empório de coisas naturebas com  opções veganas. As noites rola um rodízio de sopa muito gostoso, com opções, com menos de 7 reais você come o tanto de sopa que agüentar. Um dos melhores vegetarianos da cidade. Leia a resenha.

greens – 303 norte – A salada é deliciosa mas não é sempre que tem alguma coisa vegan interessante. Um dos destaques é o acarajé de soja com vatapá de abobora lá, delícia. O chato é que tem muita carne, de avestruz e outras coisas desagradáveis.

manara – 706 norte – agora funciona na hora do almoço apenas: tem falafel, hommus e babaganuche. Segundo um amigo, dá pra encomendar esfirra de chicória.

Natureto – 405 norte – Bem parecido como greens. Costuma ter mais opções vegan. Uma coisa muito legal é que discriminam tudo que tem derivados. Se você estiver na pegada sopa, rola uma sopa com umas pastas a noite. o da 403 sul tem rodízio de massas.

terra viva – 202 norte – restaurante vegetariano e pizzaria. Muitas coisas com queijo, entretanto.

– rei do Glúten – 411 sul – restaurante vegetariano.

– Quinoa – SRTVS – restaurante vegetariano. Uma boa opção pra quem trabalha por ali.

– flor de lótus – 102 norte – muito gostoso. Algumas coisas tem carne, nada tem leite. Bastant caro, mas muito agradável. Destaque pro nhame palha, que bela invenção.

– El Paso Texas – 404 sul – nos dias de bufê (quarta e quinta à noite, sábado e domingo no almoço) dá pra comer nachos com guacamole, salsa roja e bean dip (peço este sem queijo), além disso, peço para eles fazerem chimichangas sem queijo (só com cenoura) e tacos só com salada, aí eu você  tacafeijão e guacamole dentro do taco.

–  Pequim – 405 Norte – além de ser o melhor chinês na cidade (sugerido por alguém da linhagem e bastante exigente, hehe), também tem algumas opções muito gostosas e relativamente acessíveis. Lá tem o melhor rolinho primavera (só tem uma opção: de verduras), além de pratos ótimos à base de tofu.

– A Tribo – 105 norte – nãoé estritamente vegetariano, mas possui uma coisa legal que é ter opções veganas de comida bem brasileira, como macaxeira e jerimum.

Empório Árabe Restaurante – Avenida das Castanheiras 1060, Loja 24 – Edificio Vila Mall – Águas Claras – Telefone: (61) 3436 0063 – rola um falafel supimpa.

lista de pizzaria com opções veganas

pizza é sempre um assunto delicado quando se trata de alimentação livre de galináceos*. massa com molho e folha não é exatamente uma delícia da culinária vegana, mas se algum dia te convidarem pra comer uma pizza no aniversário de alguém, talvez seja bacana você recomendar os seguintes lugares**:

– pianino, 411 sul. peça sem queijo e aguente a cara de espanto do garçom. sabores com cogumelos, tomate seco e abobrinha ajudam a suprir a falta do queijo. não é nenhuma maravilha, mas chega de veganismo triste né? hehe.

– dona lenha, 201 sul, terraço shopping. tem uma pizza de 3 cogumelos (shitake, shimeji e cogumelo paris, se não me engano) que dá pra pedir sem o queijo e é uma delícia. o preço é salgadinho.

terra viva, na 202 norte, que tem pizza vegana. Eles cobram 18 pilas, não entregam e fecham pouco depois das 20 hras. Mas a pizza é bem gostosa e você escolhe o sabor.  (sugestão do André)

pizza a bessa, quadra 103 sudoeste, opções veganas se você customizar. Cogumelos e berinjela são sempre uma boa pedida.

– naturetto família, 403 sul,  você pode montar suas pizzas com tofu. Capriche no sal e no catchup e peçam pra não terem dó no shitake.

francesca pizzaria artesanal: Condomínio Quintas do Alvorada – QI 27 – Lago Sul. Telefone: (61) 3367-3367 e 8428-5507. Tem pizza vegana.  E o nome da pizza é esse, ou seja, eles sabem o que é vegano. Dêem uma olhada no site e vejam como eles explicam direitinho que a massa da pizza não tem ingredientes de origem animal: http://www.francesca.com.br/cardapio.htm. E, além disso, tem pizza de chocolate sem leite. Sim, podem chorar de alegria.

*gíria marota importada do Ceará para se referir aos derivados animais: leite, ovo, etc.

** um detalhe importante:  massa de pizza boa não leva leite nem ovo na massa, mesmo que o recheio seja de calabreza.

lista de sorveterias com opções veganas

– Palazzo – 706 norte. Um absurdo o chocolate de soja dos caras, um negócio absurdamente sensacional. E sem aquele gostinho reminiscente de Ades! Oh, glória. ainda fazem milk shake e tem uns outros dois sabores sem leite. Mas aí, experimenta mesmo é o de chocolate. Confira a resenha.

– Palato – 309 norte – tem uma série de sorvetes vegan, daquele tipo “neve”, como dizem os argentinos.  sorvetes de fruta e tal.

– Sorbê – 404 norte, 211 sul – rola uns sorvetes artesanais vegan de umas coisas estranhas tipo Buriti e de umas coisas mais legais, tipo amora. Tem um sorvete muito foda de chocosoja (mas tá em extinção), tem um de canela com linhaça que parece sorvete de flocos e também um de morango a base de leite de soja. a-ni-mal. sensacional pra quem tá cansadx de fazer os próprios sorvetes. o preço é que não é muito camarada.

Napolitá – 311 norte – tem a opção de sorvete sem lactose e tem até site.

Torteria di Lorenza – 214 e 115 norteaparentemente, em 2 sabores de sorvetes sem leite, Morango e Açaí.

lista de empórios e vendinhas

botica lá no conic, que é muito bacana, tem muita variedade e o preço não é ruim. dá pra achar sempre o doce de leite horroroso de soja. hehe.

mundo verde (meio fajuto pra quem conhece os mundos verdes por ai, mas que tem melhorado) no conjunto nacional, ali atrás do burger king, na praça de alimentação. lá da pra achar o levedo de cerveja em flocos, importantíssimo pra fazer veganrela.

pão do alemão – 213 norte – padaria com uns pães integrais especiais totalmente vegans.

– empório bem estar – 113 norte – vendinha de suplementos e alimentos naturais.

vita zen – 716 norte – lojinha que você encontra, entre outras delícias, leites vegetais. Lá eles vendem um creme vegano de avelã com cacau (tipo Nutella) da marca La Finestra

mel do sol – 403 norte – além de ser da família do tubarões, tem uma série de biscoitos integrais leites vegetais e alimentos sem galináceos. se você é vegan que come mel, ainda pode achar uns biscoitinhos maneiros.

Além disso vários restaurantes vegetarianos costumam disponibilizar prateleiras para produtos vegan. Dá pra achar um monte de coisa legal no Amor à natureza (310 norte), Girassol (409 sul), Boa Saúde (Radiocenter), etc.

Kebaara e a misantropia vegan de pequenos grupos


Primeiramente, deixa eu contar logo à boa notícia para os esôfagos vegans mais apressadinhos (a gente sabe como eles podem ser um tanto impacientes): finalmente, temos de volta Falafel à preços acessíveis no nosso Distrito (nem-tanto)Vegetal. Informações e detalhes você encontra logo abaixo das inúmeras elucubrações que serão desenvolvidas em 3…2…

…1. Dia desses saí pra jantar com o pessoal do trabalho da minha namorada. A gente foi num restaurante mexicano na asa sul que eu não conhecia, El Paso Texas. Ele inclusive está presente na nossa lista inicial de restaurantes com opções veganas, lista esta que necessita urgentemente de uma longa, penosa e esmiuçada atualização. (primeira meta para 2011?)

Lá, me surpreendi com a surpresa das pessoas em relação ao nosso vegetarianismo estrito. Pra algumas daquelas pessoas (só algumas), parecia que nós éramos de outro planeta. Por um instante me senti um herói, por estar fazendo algo tão sofrido, tão difícil, tão árduo: parar de comer bife. Fala sério, eu detesto isso. Muito melhor ver as nossas atitudes como simples, fáceis e claro, agradáveis. Acho que o mundo não precisa de mais heroísmo. Vegano ou não.

Seja como for, momentos como esse, são sempre boas oportunidades de desenvolver a paciência, falar um pouco sobre o que você acredita (se a pessoa está interessada em ouvir – nada pior do que pregação vegan) e mais importante, tomar um chazinho de realidade. Cuidado, pode ser amargo.

Eu sei que isso demonstra um grave traço de anti-sociabilidade, mas a verdade é que eu não tô mais acostumado a conviver com pessoas que comem carne, ou que achem estranho não comer. Não consigo evitar de pensar que todos esses anos de veganismo foram moldando minhas relações sociais para uma subcultura bastante específica e esquisita.

E eu gosto disso.

Por outro lado, pode ser que as coisas nem sejam tão assim, mas como eu cresci sob a régua e o esquadro da estrutura punk rock de organização social, em que tudo são cenas, rolês, grupos de apoio, cultura subterrânea, eu acabo vendo o mundo dessa maneira. Sei lá.

O que eu sei é que pensar em tudo isso me leva a uma conclusão paradoxal, mas muito interessante. O veganismo, apesar de uma postura (difícil substancializar) que cultiva a empatia por outros seres acaba provocando um isolamento e um estranhamento com a nossa própria espécie. Eu costumo brincar e chamar isso da “misantropia vegan de pequenos grupos”.

Talvez possamos dizer assim: flexionar o olhar para “o outro” (que não precisa ser alguém da cisão humano-animal, mas pode ser, no meu caso específico, uma garota ou um homossexual, por exemplo) faz com que a gente perca cada vez mais a identidade com o que é “o próprio”.

E mais uma vez, eu não vejo essas implicações de maneira negativa. Certamente não. Primeiro, porque eu não acho que se afastar da (ou não se ver mais na) humanidade seja algo ruim. Acredito que é justamente esse afastamento que permite a empatia necessária pra um passo ético como o veganismo. Muita humanidade, muita razão é igual a muito degrau, muita dominação. Segundo, porque eu realmente aprecio os arranjos micropolíticos e vejo neles uma capacidade de transformação bastante significativa. No fim das contas, essa é a ideia por trás desse blog desde o começo, de que veganismo é algo que fica mais legal quando a gente faz junto.

Já escrevi um bocado sobre isso e pretendo escrever mais no futuro. Espero que não se incomodem de eu utilizar um pouco do nosso distrito para isso.

Mas tudo isso pra falar do que mesmo? Do Falafel! Pois é, agora além de limitar meu círculo social, eu posso limitar minha necessidade de locomoção (nota mental: parar com tanto cinismo) e ainda aumentar o espectro do meu cardápio! Tem um kebara na asa norte (409) e outro na asa sul (209) e eles servem um delicioso sanduíche de falafel num preço acessível.

O pão pode ser ciabatta ou sírio, ambos veganos. Tem um monte de tempero, molho e acompanhamento sem galináceos também. Sugiro caprichar no homus, botar quente no babaghanoush e se afundar nos picles. E ainda tem um combo com batata-frita. Tem alguma coisa que fica ruim com batata-frita? Péra aí, eu respondo: Não.

Em boa parte da Europa ocidental, o falafel é a comida de rua mais popular entre vegetas. Me salvou várias vezes por lá. Fico muito feliz de finalmente termos um esquema desse mais prático aqui em Brasa. Alguns lugares não servem mais o falafel (Manara e Nilo, esse último fechou) e outros são boys demais e tem uma estrutura restaurantal diferente desse esquema prático e fast-food que a gente curte.

Como vocês sabem tão bem como eu, a praticidade da comida vegan na rua é um dos maiores empecilhos da nossa prática misantropa. Bem, nem isso é desculpa mais.

Kebaara: falafael + batata-frita + atendimento camarada.
408 Norte e 209 Sul. Telefone: 3443-0204

P.S.: Eu nunca nem tinha procurado ler nada sobre misantropia, usava o termo com deslavada fanfarronice. Mas olha só que interessante: “Os misantropos expressam uma antipatia geral para com a humanidade e a sociedade, mas geralmente têm relações normais com indivíduos específicos (familiares, amigos, companheiros, por exemplo). A misantropia pode ser motivada por sentimentos de isolamento ou alienação social, ou simplesmente desprezo pelas características prevalecentes da humanidade/sociedade.”

Acho que encaixa bem com essa pegada vegan não-humanista.  hehe.

tcham!

“encher o saco: a melhor estratégia da ação direta vegana”

ou…“pela extinção voluntária das gambiarras vegan” ou ainda: “novidades vegetas no Submore!”

Com o passar dos anos fui me especializando em gambiarras vegetarianas. Se você decide adotar uma alimentação estrita, não há muito pra onde correr. É isso ou aprender a cozinhar. Eu sei que a  segunda opção é mais prazerosa e mais  nutritiva, eu até descolei uns livros de receitas e já me aventurei com bolos e panquecas sem galináceos, mas devo confessar que sou uma mera marionete nas imperdoáveis mãos da preguiça.

Minha meta era, portanto, virar uma espécie de Macgyver do veganismo. Depois de guiado pelo mestre Hery (esse come até pedra se for vegan), fui responsável por dar vida a muitas aberrações por aí. Pizza de muzzarela sem muzzarela, misto-quente sem queijo e sem presunto, macarrão ao molho bolonhesa sem molho bolonhesa. Um mundo cruel, vocês devem imaginar.

Quatro dicas importantes pra quem quer se jogar nesse mundo, nessa vida bandida, da gambiarra vegan. 1) paladar é eufemismo burguês. É vegan? É gostoso; 2) comida enlatada é a sua melhor amiga. Com ela você consegue feijão, grão de bico, molho de tomate e outras delícias pra incrementar o pão seco e o macarrão sem molho;  3)Tudo fica melhor com batata-palha; e 4) Saber conversar, ter paciência e cara de pau com quem te atende é a melhor estratégia. Negocie trocas de ingredientes, pergunte pelo que mais eles tem na cozinha, peça pra inventar um prato novo.

Assim é possível extrair uma refeição vegana de praticamente qualquer cardápio. (podemos até bolar um desafio desses nos futuro, hein?)

O suprassumo da gambiarra vegana atende pela alcunha de PCO Vegan. Em alguns estados do nordeste também pode ser encontrado sob o nome de “Menina-Mocinha” ou na versão mais radical, “Cassaco Menstruado”. Trata-se da combinação extrema entre pão francês, uma lata de molho de tomate e batata-palha. A sugestão de acompanhamento é suquinho pó da morte (preferencialmente de um sabor bem artificial) numa garrafa de água mineral. Um manjar de sobrevivência que acaba saindo por menos de R$ 2 pra cada pessoa do casal.

Mas a gambiarra não pode ser o nosso horizonte, claro. ‘Ser realista e demandar o impossível’, é o que dizem né? Bem, eu tô demandando! Demandando queijo vegan que derrete, bolo de cenoura que incha, salsicha que não desmancha. Até agora nada, beleza. O punk nos ensinou que não se trata de esperar, mas de fazer, certo?

E tem várias coisas que você pode fazer pelo veganismo. Explodir o laboratório de psicologia da UnB, pixar vacas pelas ruas da cidade (achei animal quem fez isso, fica registrado  o agradecimento), adotar animais abandonados, etc. Apoio todos, mas o exercício de ação direta vegan que mais tenho aplicado é simples: encher o saco.

Importante frisar que a encheção aqui se refere à determinadas práticas específicas: enviar emails com sugestões para o lugar que você gosta de comer, trocar um lero com a gerente do estabelecimento, conversar com o pessoal que te atende, preencher as fichinhas de sugestões, essas coisas. Tudo na tranquilidade. Não confundam isso com pregação. Nada mais deselegante do que quem é vegeta sendo chatx com quem come carne. Se você acha chato aquele seu tio que vive fazendo piada ou pegando no seu pé no churrasco, não reproduza a mesma lógica, né?

Já mostramos no distrito como essa estratégia pode dar certo. Hoje temos hamburger vegan no sky’s e rolês com fartura depois dos shows de rock, graças aos emails que mandamos ao pessoal da lanchonete mostrando que nem só de açaí e batata-frita se sustenta um intestino. Por outro lado, já quebramos a cara também, o pessoal sacana do Marvin nos ignorou completamente. Pior pra lá.

Pois bem, eis que recentemente, ao pedir um rango no submore da Asa Norte (3349-4848), já preparado para aplicar todas as técnicas da gambiarra vegan, eu me deparo com uma grata surpresa: o cardápio foi modificado, dois sanduíches vegetarianos foram incluídos e um deles é vegan! Que beleza. Pão ciabatta, legumes grelhados e pasta de homus.  De muito bom gosto. Não são aquele leguminhos da lata de seleta não, são umas couve-flores bombadas, umas cenouras anabolizadas, tudo passado deliciosamente no azeite. Fino.

As gambiarras veganas no submore já tinham sido objeto de análise no nosso Distrito. Em junho de 2009, eu havia escrito (e nem me lembrava):

Você tem a opção de montar uma salada ou de montar um sanduíche. Eu geralmente peço um sanduíche, na baguete ou no pão sírio. Substituto os frios e as pastas por alface, tomate, milho, grão de bico, cebola ou se seu espírito for mais aventureiro, uva passas ou manga (urgh). Não há nenhum sanduíche quente vegetariano,o que é uma pena e um desperdício. Sempre deixo uma notinha nas sugestões pedindo sanduíches quentes sem carne.

Hoje, mais de um ano depois, conseguimos. Tem sanduíche quente vegan e vegetariano no Submore. Nem acho que foi por causa da minha encheção de saco em particular, não. Mas eu continuo sonhando com um mundo em que todo mundo encha tanto o saco que não haverá mais gambiarra. Dá até camisa: “pela extinção do cassaco menstruado”.

Serviço:
Submore, 115 norte.
Agora com opções veganas quentes.

andanças pela cidade…

Queridxs Vegetas,

A Marina Corbucci, culinarista vegana e assídua frequentadora do Distrito Vegetal, nos mandou uma excelente contribuição com suas últimas descobertas em termos de comida vegana na Capital. Entre as excelentes novidades, mais cappuccino de soja e pizza vegan, uhu!

A mesma Marina lançou, recentemente, uma pesquisa para abertura de um negócio de comida vegan em Brasa City. A ideia de ter um lugar em que se pode comer a vontade sem preocupações com galináceos e outros inconvenientes apetece o pâncreas, diz aí. Então, se você está ansiosx por mais comida vegana na cidade feita por pessoas bacanas e ainda não respondeu o questionário, faça isso agora mesmo!

Ah, e vocês sabem né? Esse blog aqui é uma tentativa transposição da rede que a gente tem no hardcore e no DIY pra alimentação vegana. Então,  quem quiser mandar suas contribuições para serem postadas aqui no DV, por favor, fique a vontade, será um prazer. =)

Pessoal,

nas minhas andanças pela cidade e pela internet para fazer pesquisa de mercado nos negócios que atendem o público vegetariano, descobri alguns fatos e preciosidades que eu gostaria de compartilhar com vocês.

Tem muita coisa escondida nesta cidade que a gente nem imagina.

O email é grande, mas vale muito a pena ler e se inteirar. E lá no final, tem uma reflexão importante.

Portanto, vejam a lista abaixo e aproveitem!

O mais surpreendente desta busca foi descobrir, no site do Guia Vegano (www.guiavegano.com.br) que existem estabelecimentos não-vegetarianos que dão descontos para sócios da Sociedade Vegetariana Brasileira (para quem tem a carteirinha)! E tem um local vegetariano que eu simplesmente desconhecia e que parece trabalhar com encomendas. São eles:

Café Elite: SCN – Q. 1 – Bl. C – Lj. 169 – Ed. Trade Center – Térreo – Asa Norte

Fone: (61) 3328 2808. Almoço self service e café da manhã colonial – Alimentação com opções naturais, mas serve derivados de carnes. Mediante a apresentação da carteirinha de filiado à SVB, oferece 10% de desconto sobre o preço do quilo.

Francesca Pizzaria Artesanal: Condomínio Quintas do Alvorada – QI 27 – Lago Sul

Telefone: (61) 3367-3367 e 8428-5507. Alimentação com opções naturais, mas serve derivados de carnes. Mediante a apresentação da carteirinha de filiado à SVB, oferece desconto de 20% válido de 2ª. a 6ª.-feira.

Gente, eles têm pizza vegana. Alô? Vocês me escutaram?? P-I-Z-Z-A vegana!!! E o nome da pizza é esse, ou seja, eles sabem o que é vegano. Dêem uma olhada no site e vejam como eles explicam direitinho que a massa da pizza não tem ingredientes de origem animal: http://www.francesca.com.br/cardapio.htm. E, além disso, tem pizza de chocolate sem leite. Sim, podem chorar de alegria.

Salada Mística: Colônia Agrícola Samambaia – Chácara 121 – Lote “M” Taguatinga – DF

Telefone: (61) 3561.3084 e 9801.5997 Priscila Lúcia Ferreira. Alimentação estritamente vegetariana

Oferece buffet vegetariano e cestas de café da manhã zen. Mediante a apresentação da carteirinha de filiado à SVB, oferece isenção de taxa de entrega.

Outras descobertas sobre onde temos opções veganas:

→ O restaurante Green’s ampliou o cardápio de sanduíches e saladas, servidos à tarde e à noite. Agora tem quatro opções de sanduíches (me garantiram que os pães são veganos) e duas de saladas que são veganas. Além disso, sucos e açaís. De sobremesa, aquele velho problema: quase nada. Só a famigerada torta de banana. Fui no da Asa Norte (302), não sei se o da Asa Sul (202) tem as mesmas coisas.

→ Abriu uma lanchonete nova na 413 norte, no bloco ao lado do bloco do Bendito Suco. Se chama Ômega 3 e o dono é amigo de um amigo que faz deliciosos pratos vivos. Na Ômega 3 tem sanduíche vegano que você mesmo monta, escolhendo pasta de grão de bico, pasta de berinjela ou shimeji (não é na manteiga!) + salada. Lembre-se de perguntar quais pães são veganos. Além disso, tem sucos da luz do sol (feitos com grãos germinados, castanhas hidratadas, brotos e frutas), leite de amêndoas e de castanha do pará. E mais açaís, saladas, vitaminas mucho locas e sucos de frutas.

→ O café do Sebinho (406 norte) tem leite de soja para os cafés, uma opção de salgado vegano e, ao que tudo indica, também outras opções (tipo ratatouille com torradas). Quando for, pergunte!

→ A loja de produtos naturais Alimentum (705 norte, de frente pra W3) tem sanduíches de pasta de tofu e de pasta de berinjela no pão integral por apenas R$1,50 e sucos de guaraná e de beterraba com limão por apenas R$1. Além disso, tem uma variedade enorme de sucos com polpas de frutas e salgados integrais, mas estes o dono me disse levarem ovo na massa. Pedi insistentemente que eles retirassem o ovo e ele ficou de considerar a possibilidade.

→ O restaurante Naturetto (405 norte) tem sobremesas veganas dia sim, dia não. Todos os pratos e sobremesas tem uma etiqueta informando a presença de ovos e derivados de leite. Geralmente não são lá essas coisas, mas tem uma torta prestígio que meu deus do céu…

Descobertas sobre produtos:

→ Tão rolando por aí duas marcas de leites de arroz, ambas italianas: Isola Bio e La Finestra sul cielo. Isola Bio tem dois sabores adaptados ao gosto brasileiro: leite de arroz com coco e leite de arroz, quinoa e cacau. La Finestra tem vários sabores, tipo aveia ou arroz com amêndoas e malte. Ambas são encontradas na loja Vita Zen (716 norte) e na Empório Bem-estar (113 norte). La Finestra também é encontrada em algumas lojas Pão de Açúcar e na Mel do Sol (403 norte).

→ Tem também mais duas marcas de leite de arroz: um fresco da Brotare e o outro, não-fresco, da Bio Rice. O da Brotare vc encontra nos seguintes lugares: Amor à natureza (310 norte), Girassol (409 sul), Espaço Natural (714/15 norte). Bio Rice pode ser encontrado na Mel do Sol (403 norte).

→ Na Vita Zen também vendem um creme vegano de avelã com cacau (tipo Nutella) da marca La Finestra sul cielo e farinha de grão-de-bico (ótima alternativa para as farinhas com glúten e um importante ingrediente de receitas indianas e italianas).

→ A loja Fina Farinha (212 norte), de produtos sem glúten e sem lactose, vende sua versão do famoso pão de queijo vegano (congelado), feito com polvilho e batata baroa. Além disso, tem risoles de milho, de palmito e pão de cachorro quente. Todos os outros congelados levam ovos ou carne.

→ Algumas lojas do Pão de Açúcar (que eu saiba: Lago Norte e 304/5 sul) estão vendendo os produtos da Samurai Tofu: tofu simples, defumado ou temperado, hambúrgueres, espetinhos de tofu para churrasco e pastas. E também os hambúrgueres da marca Soja Mais.

→ Os produtos da marca Saborosa, feitos pelo Cláudio, são todos veganos e sem glúten. Estão a venda no Empório Bem-estar (113 norte), no Boa Saúde (ed. Radiocenter) e direto com o Cláudio mesmo (81405180)). Tem bolos, tortas e outros.

Agora, a descoberta mais importante de todas:

Ao conversarmos com gerentes e donos de estabelecimentos, percebemos uma imensa resistência à culinária vegana.

Por mais chocante que seja, os mais resistentes são as pessoas que trabalham em restaurantes vegetarianos ou “naturais”. Em muitos lugares, como no Amor à natureza, Sabor Vital e Green’s, tivemos que explicar o que era uma comida vegana. Ao sugerirmos que fossem oferecidas sobremesas veganas, a resposta era sempre a mesma: “não tem saída”, “ninguém pede e fica sobrando”, “não temos tantos clientes veganos assim”, “não temos interesse nessa área, nosso restaurante já é todo sem carne” (alguém me explica o que tem a ver???). Portanto, gostaria de pedir a todos que, quando forem a um estabelecimento, qualquer que seja, manifestem-se. Mesmo se você achar que não tem opção vegana alguma, mesmo se você achar que eles nunca que vão ter leite de soja pro café, perguntem! Se a pessoa não souber o que é vegano, sem problemas, expliquem. Não fiquem com vergonha de dizer que são veganos ou, mesmo se você não for vegano, de dizer que gostaria de comer ou tomar algo vegano naquele dia! Você tem esse direito!

Só assim conseguiremos colocar a palavra VEGANO/A no cardápio dos restaurantes, lanchonetes e cafés da cidade!

Se desejar, repasse esta mensagem àqueles que possam interessar!

Abraços,


Marina Corbucci
culinarista vegana
Brasília, DF
marinacorbucci@gmail.com