Posts Tagged ‘restaurantes’

Ômega 3, saúde e a e-vegan-lização.

Depois do estrondoso e explosivo sucesso do nosso Guia Vegano 2011, acho que está na hora de voltar para as nossas resenhas mesquinhas e reflexões baratas. O Guia continua em constante atualização e pode ser acessado e divulgado pelo link: https://distritovegetal.wordpress.com/2011/01/21/o-grande-guia-vegano-brasilia-2011/. Vou dar um jeito dele ficar mais visível aqui no blog, conforme outras besteiras menos importantes sejam postadas.

De qualquer maneira, gostaria de agradecer todo mundo que visitou e distribuiu o guia. Muitas pessoas conheceram o se empolgaram com a ideia do DV nesses últimos tempos, o que é muito bacana. Como a gente diz: veganismo é que nem punk rock, fica melhor quando a gente faz junto. E de preferência, com chimbau dobrado.

A gente também está preparando o primeiro grande evento de degustação coletiva do Distrito Vegetal. A ideia é criar rankings de categorias específicas do rango vegan na cidade. Pra inaugurar, obviamente, iremos nos debruçar sobre a maior iguaria vegana que deus não criou: “o melhor açaí da cidade”.  Consultoras especializadas já foram convocadas. Um engenheiro formado está responsável pela auditoria do experimento. Tudo será devidamente documentado e, evidentemente, postado aqui. Mais detalhes em breve.

Mas sim, vamos ao Ômega 3.

Ômega 3
Localizado ali na 413 Norte (uma espécie de Rua dos Restaurantes versão vegan? — lá, além do Ômega, temos o burger gourmet do gringo, a pizza de cogumelos da Dona Lenha e a vitamina com leite de soja do Bendito Suco), o Ômega 3 tem escalado selvagemente uma seleta lista e  se tornado um dos meus estabelecimentos favoritos do distrito.

A proposta do lugar é oferecer alimentação saudável. Minha sugestão é fugir das comidas com creatina (a menos que você queira ‘pocar’) e focar em tudo no cardápio que não possui nem o cheirinho de galináceos e outros derivados animais.

O legal é que lá você tem mais uma opção pra escolher. Poder de escolha não é uma coisa que a gente tá muito acostumado depois que resolve se alimentar veganamente, né? Ou pode até estar, se colocarmos de outra forma, estamos sempre “escolhendo não escolher”. Acho que eu prefiro encarar as coisas dessa forma, me parece menos recalcado.

De qualquer maneira, você pode ir um dia lá e experimentar o escondidinho de shimeji. Numa outra oportunidade, peça o sanduíche vegan. Se quiser ir um dia só pra comer a bruschetta (não me cobrem nenhum trocadilho infame) ou apenas tomar um açaí com paçoquinha, tá valendo também. Se não me engano, também rola um risoto, saladas e sanduíche pra montar. Achei tudo bem gostoso, bem temperado. Também rola mais uma opção de sobremesa vegana, o que faz com que a gente tire um pouco daquele gostinho de ‘soup nazi‘ toda vez que você quer comer um doce vegan fora de casa.  Rola um creme de abacate com limão, uma delícia de morango e, a minha favorita, tortinha de banana com leite de castanhas.

O que eu acho mais bacana é você ter no cardápio opções explicitamente “vegan”, escrito assim mesmo, não apenas ‘sem lactose’ ou outro termo qualquer. Pode parecer besteira, mas pra mim isso é muito importante. Afinal, essas restrições não são apenas condições que o mundo nos impôs, mas escolhas que a gente coloca pro mundo. O ômega inclusive promoveu uma semana em comemoração ao dia vegano internacional, ocasião em que eu acabei conhecendo o lugar.

Como nem tudo são (couve)flores, seria bacana se houvesse mais opções de sucos (sabe aquelas misturas extravagantes do Rio Sucos?) e o preço poderia ser um pouco mais moderado. Eu acho que os valores são jogados lá pra cima. Me parece um  sintoma da lógica de mercado aplicado a nichos específicos, mas isso é uma conversa pra outra reflexão.

Veganismo-bagunça
O que eu gostaria realmente de comentar brevemente nesse post é sobre a intricada relação entre veganismo e saúde. Esse tema foi levantado recentemente em um comentário aqui no DV, em que me pintavam como um propagador de hábitos veganos destrutivos, que vive de estragar o próprio corpo e produzir entulho para o planeta. Aparentemente, tudo isso porque a gente curte um PCO vegan.

Já não deve ser novidade pra ninguém que acompanha esse blog que a gente não enxerga o veganismo como uma prática monolítica de significados exclusivos. As motivações, razões e argumentos sobre o veganismo são multíplos. E é bom que seja assim. Nada de verdades absolutas por aqui.

Da minha parte, o foco no veganismo tem a ver mais com uma crítica ao consumo do que uma tentativa de exercício de pureza, mais com uma questão de ética de tratamento com os animais do que saúde do corpo, mais com a produção de desejos interessantes do que sublimação de impulsos desejantes.

E não que essas coisas estejam plenamente definidas e hermeticamente separadas. Tá tudo misturado: ética, política, ecologia e saúde. E sempre em disputa. Gosto de comer comida saudável e produzida/colhida localmente, assim como gosto de vir pro trabalho de bicicleta. O ponto importante pra mim  é que é uma preferência moral, não uma proibição. Proibição só gera ressentimento, infelicidade, desistência.

Alimentação saudável é um dos ingredientes do veganismo pra mim, mas apenas um deles, bagunçado com tantos outros. Uma das metas desse ano pra mim, inclusive, é investir numa vida refri free youth. Porque eu acho que refrigerante não faz bem, mas também pelo peso simbólico e político que a coca-cola possui. Mas não quero que abdicar seja sacrifício, quero me sentir bem por não tomar isso.

Tenho dúvidas se uma dieta vegana é a mais saudável de todas. Mas não tenho muitos problemas com isso. Não acredito que meu corpo se assemelhe a um templo que merece respeito. Tampouco estou disposto a jogar o jogo da coerência. Essa é a prática mais cruel pra alguém que simpatiza com o veganismo e gostaria de dar passos nessa direção. É o jogo do tudo ou nada, ou você é perfeitamente coerente com tudo que você acredita ou nada do que faz adianta. Eu tô fora disso daí, aceito as contradições do meu molho de tomate produzido por multinacionais.

Faça a coisa certa
No final das contas, mesmo com essa multiplicidade toda, parece que dá pra tirar uma coisa que é comum a todo veganismo. A gente faz isso porque acha que é a “coisa certa” a se fazer, não é mesmo? Eu acho. Agora, isso significa que a minha noção de certo deve ser empurrada pra todo o resto do mundo, em todos os contextos? Eu acho que não.

Acho importante todo mundo que se dispõe ao veganismo tomar um chazinho de humildade ontológica. O mundo não partilha dos mesmos olhos que você. A pretensão de abraçar o mundo com a minha noção de certo partilha o mesmo ímpeto colonizador que em princípio segregou humanos e não-humanos. Eu não quero promover o veganismo por meio de uma eveganlização, nunca consegui entender esse impulso cristão de querer dizer como as outras pessoas (humanas ou não) devem viver as suas vidas.

Respeitar as escolhas das outras pessoas é uma mostra importante de que você está confortável com as suas escolhas. O daniel me disse isso esses dias, e eu achei muito bonito.

Bem, já falei demais. Um pouco mais sobre o que eu penso sobre veganismo pode ser lido nos posts com a tag “reflexões”, que dá pra acessar aqui.

Ômega 3 – 413 Norte Bloco D
Telefone: 3273-1671

Anúncios

O GRANDE GUIA VEGANO – BRASÍLIA 2011

Caríssimas vegetais,

Segue abaixo o apanhado para 2011 de lugares pra se comer veganamente em Brasília. Não irei me alongar nessa introdução, apenas reforço que essa lista é o resultado concreto da nossa rede de contrabando de informações vegan. Desde sempre esse foi e continuará sendo o principal objetivo do Distrito Vegetal. Contudo, antes que todo mundo possa aproveitar, duas observações são importantes:

1) Essa lista se manterá em frequente atualização. Aproveite os comentários para deixar novas sugestões para que o guia cresça monstruosamente e domine Tóquio.

2) Não visitamos todos os lugares que estão na lista. E mais importante, não visitamos as cozinhas de todos lugares listados. Muitos estabelecimentos estão presentes pelas dicas de pessoas que visitam o blog e de informações e perguntas que fizemos pra garçons, balconistas, cozinheiros. Não vejo nenhum problema nisso. Você pode ter o veganismo desconfiado que você quiser, eu prefiro um veganismo que acredita nas pessoas e a princípio não vê motivos para desconfiar das intenções  delas. Isso significa que:

3) Se tem alguma coisa nesta lista que você acha que não é vegan, não seja babaca querendo dar uma de polícia.  Seja bacana e aponte de maneira simpática onde está o problema. Já tem polícia demais nesse mundo, não acham?

Com aquele carinho e disposição de vegetal,
Poney

O GRANDE GUIA VEGANO – BRASÍLIA 2011


lista de lanchonetes com opções veganas

– Sky’s – 106 sul, 716 norte e 312 sul. O veganismo venceu! (hehe) Hamburger, açaí e batata frita. A santíssima trindade da junk food vegan. O rango vegan no Sky’s é uma vitória pessoal do Distrito Vegetal. Uma prova de que a ação direta (ou encher o saco) consegue mudar alguma coisa. Além de tudo isso é o ponto de encontro dxs roqueirxs depois dos shows e o local em que o Joaquim Extremo foi visto pela última vez.

– The Plates – 706 norte – escolhido pelo criterioso Distrito Vegetal como o melhor hamburger vegan do cerrado. Peça o hamburger lá (tem que ser o número 9, esse é vegan) e o milk shake na palazzo.

– Rio Sucos – 210 sul – o hamburger de grão de bico primoroso, vc pode substituir a muzzarela de bufala por várias pastas que não tem derivados animais, tomate seco, beringela e o caraio. os sucos são deliciosos, rola um açaí do juan e uma tortinha vegan de banana. foda, além do mais o atendimento pra quem não come galináceos é muito bom. comida nota 10, preço nota 2, caro pra porra.

– Submore – 115 norte – Agora eles tem um sanduíche vegan de nome “veggie” com pasta de homus e legumes grelhados, batata frita e o Açaí La Nieve (ou “do Juan”), o melhor da cidade. Além disso você pode pedir salada ou montar um sanduíche vegan frio. O foda é que a única pasta sem maionese é uma de ameixa, que deixa tudo com um gosto meio estranho. Confira as resenhas aqui e aqui.

– Kebaara – Finalmente voltamos a ter  falafael nessa cidade. De brinde, batata-frita + atendimento camarada. 408 Norte e 209 Sul. Telefone: 3443-0204.  Leia a resenha.

– KEB –105 Sul, bloco C, 3242-0522. Tem a opção KEB VEgan (mix de cogumelos, bababababababababaganouch, tofu defumado e mix de vegetais). Além disso, tem uma batata assada no forno com 10 especiarias orientais que tb parece muito bom.

– Ômega 3 – 413 norte. O ômega é praqueles dia sque você quer comer bem. O preço não é dos mais agradáveis, mas lá tem escondidinho de shimeji, sanduíche vegan de cogumelos, leite de castanha, açaí, torta de banana integral, delícia de morango, creme de abacate… ufa! Sem contar que o pessoal lá é super simpático ao veganismo e fizeram até uma semana sobre o tema em 2010.

– Estação do Guaraná – 106 Sul – Salada, Açaí, Batata Frita, arroz com brocólis. Antes eles tinham um delicioso Wrap Veggie com abobrinha, mas acho que saiu do cardápio.

– Marietta – 103 sul, 214 norte, 210 sul, qi 09 lago, terraço shopping, iguatemi, park shopping, casa park, conjunto nacional.  rola uma salada daquelas de montar, mas muito bem feitinha mesmo, deliciosa, porém cara. No marieta café também dá pra pedir o sanduíche de shitake e pedir pra tocar o queijo por abobrinha. bacana é o energético (açaí e mate) só tem que pedir pra vir sem leite.

– Cornhills – 202 sul – tem opção de cafés com leite de soja. Além do famoso Café Jacu, cujos especialistas ainda divergem se é iguaria vegana ou não. Fizemos uma resenha.

– Temakerias – tem uma porrada espalhada pelo Plano. o lance é pedir um cone de shitake e uma sopinha de tofu. Rola um espetinho de cogumelo com cebola também. Peça sempre pra fazerem seu cogumelo no azeite e não na manteiga. Na 214 norte, tem o Japs com temaki com alho poró frisado! Resenha.

– Habib’s – 506 Norte – Homus com Batata Frita. O pão é vegano sim, porra. Se você for corojosa, também dá pra pedir a esfiha de espinafre sem o queijo.

– Green’s – 303 norte e 202 sul – o green’s não é muito legal pra almoçar se você é vegan. Mas o jantar tá caprichado. Além dos caldos, tem mais de um sanduíche quente com tofu que é uma delícia.

– Balaio – 201 N – tem um sanduíche de shitake muito gostoso e umas coisas lá podem ser feitas com leite de soja (capuccino, etc).

– Acarajé – Torre de TV – com vatapá (sem camarão) e saladinha. 4 conto; tem também na entrada da feira do paraguai (delicioso) e na praça do DI.

– Pastel de Palmito – Feira do Guará – gostoso até pra quem não gosta de palmito, pra quem curte caldo de cana é uma boa também.

– ilha do pastel – venâncio 2000 e taguatinga shopping, (que tem inclusive prato feito vegan) tem o palmito, palmilho, soja, sojamilho… além da sensacional limonada suíça, a melhor do mundo.

– pastel de vento – 407 – monte o seu pastel vegan e peça um açaí.

– empada carioca – 304 do sudoeste, shopping de águas claras, 215 norte, 307 sul, conjunto nacional – ligue antes e peça pra não passarem ovo na empada integral de legumes.

– burger gourmet – 412 norte- Hamburger vegan com buffet de saladas. Também rola um chile veggie e sem contar que o gringo já apoiou dois shows de hardcore na cidade. É mole ou quer mais?

o (sobre) Natural, UnB, que tem torta de berinjela  e quibe de soja: os dois veganos. Fica no subsolo ao lado dos CA’s de História, Filosofia e Geografia. Confira a resenha.

– Bistrô Bom Demais – no CCBB: tem sopa por 10 reais  de abóbora e gengibre, batata e alho-poró e creme de coentros, sanduíche de homus, berinjela, shitake e pimentão por R$13 e risotos, por R$22 a 24, que podem ser veganizados E mais uma vez, no sobremesa for you, vegan!- T’Açaíndo – Pão de Açúcar do Lago Norte. Talvez o melhor açaí da cidade. Dá pra pedir uma batata frita ali no Giraffas pra complementar. 

– Quituart – QI 9 do lago norte – tem uma tendinha árabe lá e tem o sushi vegan, dá pra pedir o famigerado barquinho de soja.  

– Sabor Café – SBN – tem açaí da La Nieve e dá pra pedir tapioca com azeite. Um bom quebra-galho pra quem trabalha na região.

– Martinica Café – 303 norte –  Pelo que dizem o creme de abóbora é vegan.

Fast Nature – 313 norte – tem açaí e rola de pedir vitaminas com leite de soja.

Bendito Suco – 413 norte – tem açaí, muitos sucos deliciosos e rola de pedir vitaminas com leite de soja.

– Nazareth café – Setor de Radio e TV Sul – Multiempresarial Bloco O – sanduíches pra montar por R$ 4,80.

Kikebab – 110 Norte Bloco B loja 38 – Kebab de vegetais (com abobrinha e beringela na chapa, acompanhado de salada). Delícia!

lista de restaurantes com opções veganas

– Sabor Vital – 316 norte – Particularmente, o meu favorito. Não é o restaurante vegetariano com mais opções da cidade, mas tampouco servem qualquer tipo de carne. É um restaurante vegetariano relativamente simples. O lance é que cada uma das coisinhas que eles servem é deliciosamente bem-feita. Tem AMOR, sei lá.  Leia a resenha.

– amor a natureza – 311 norte – restaurante vegetariano com opções veganas. Cuidado! A feijoada não é vegan.

boa saúde – 702 norte Bl.D Loja 128 – Melhor bife de gluten da cidade. Preço camarada e folgas aos sábados.

chilli pepper – 214 Norte – Rango Mexicano que você pode pedir tudo sem carne e/ou derivados de animais. Confira a resenha.

fogão chinês – 402 norte, bloco E – comida chinesa. self-service no almoço todos os dias, tele entrega e não fecha a tarde. 33270064 ou 32017283. Também tem rolinho sem carne!

girassol– 409 sul- restaurante e pequeno empório de coisas naturebas com  opções veganas. As noites rola um rodízio de sopa muito gostoso, com opções, com menos de 7 reais você come o tanto de sopa que agüentar. Um dos melhores vegetarianos da cidade. Leia a resenha.

greens – 303 norte – A salada é deliciosa mas não é sempre que tem alguma coisa vegan interessante. Um dos destaques é o acarajé de soja com vatapá de abobora lá, delícia. O chato é que tem muita carne, de avestruz e outras coisas desagradáveis.

manara – 706 norte – agora funciona na hora do almoço apenas: tem falafel, hommus e babaganuche. Segundo um amigo, dá pra encomendar esfirra de chicória.

Natureto – 405 norte – Bem parecido como greens. Costuma ter mais opções vegan. Uma coisa muito legal é que discriminam tudo que tem derivados. Se você estiver na pegada sopa, rola uma sopa com umas pastas a noite. o da 403 sul tem rodízio de massas.

terra viva – 202 norte – restaurante vegetariano e pizzaria. Muitas coisas com queijo, entretanto.

– rei do Glúten – 411 sul – restaurante vegetariano.

– Quinoa – SRTVS – restaurante vegetariano. Uma boa opção pra quem trabalha por ali.

– flor de lótus – 102 norte – muito gostoso. Algumas coisas tem carne, nada tem leite. Bastant caro, mas muito agradável. Destaque pro nhame palha, que bela invenção.

– El Paso Texas – 404 sul – nos dias de bufê (quarta e quinta à noite, sábado e domingo no almoço) dá pra comer nachos com guacamole, salsa roja e bean dip (peço este sem queijo), além disso, peço para eles fazerem chimichangas sem queijo (só com cenoura) e tacos só com salada, aí eu você  tacafeijão e guacamole dentro do taco.

–  Pequim – 405 Norte – além de ser o melhor chinês na cidade (sugerido por alguém da linhagem e bastante exigente, hehe), também tem algumas opções muito gostosas e relativamente acessíveis. Lá tem o melhor rolinho primavera (só tem uma opção: de verduras), além de pratos ótimos à base de tofu.

– A Tribo – 105 norte – nãoé estritamente vegetariano, mas possui uma coisa legal que é ter opções veganas de comida bem brasileira, como macaxeira e jerimum.

Empório Árabe Restaurante – Avenida das Castanheiras 1060, Loja 24 – Edificio Vila Mall – Águas Claras – Telefone: (61) 3436 0063 – rola um falafel supimpa.

lista de pizzaria com opções veganas

pizza é sempre um assunto delicado quando se trata de alimentação livre de galináceos*. massa com molho e folha não é exatamente uma delícia da culinária vegana, mas se algum dia te convidarem pra comer uma pizza no aniversário de alguém, talvez seja bacana você recomendar os seguintes lugares**:

– pianino, 411 sul. peça sem queijo e aguente a cara de espanto do garçom. sabores com cogumelos, tomate seco e abobrinha ajudam a suprir a falta do queijo. não é nenhuma maravilha, mas chega de veganismo triste né? hehe.

– dona lenha, 201 sul, terraço shopping. tem uma pizza de 3 cogumelos (shitake, shimeji e cogumelo paris, se não me engano) que dá pra pedir sem o queijo e é uma delícia. o preço é salgadinho.

terra viva, na 202 norte, que tem pizza vegana. Eles cobram 18 pilas, não entregam e fecham pouco depois das 20 hras. Mas a pizza é bem gostosa e você escolhe o sabor.  (sugestão do André)

pizza a bessa, quadra 103 sudoeste, opções veganas se você customizar. Cogumelos e berinjela são sempre uma boa pedida.

– naturetto família, 403 sul,  você pode montar suas pizzas com tofu. Capriche no sal e no catchup e peçam pra não terem dó no shitake.

francesca pizzaria artesanal: Condomínio Quintas do Alvorada – QI 27 – Lago Sul. Telefone: (61) 3367-3367 e 8428-5507. Tem pizza vegana.  E o nome da pizza é esse, ou seja, eles sabem o que é vegano. Dêem uma olhada no site e vejam como eles explicam direitinho que a massa da pizza não tem ingredientes de origem animal: http://www.francesca.com.br/cardapio.htm. E, além disso, tem pizza de chocolate sem leite. Sim, podem chorar de alegria.

*gíria marota importada do Ceará para se referir aos derivados animais: leite, ovo, etc.

** um detalhe importante:  massa de pizza boa não leva leite nem ovo na massa, mesmo que o recheio seja de calabreza.

lista de sorveterias com opções veganas

– Palazzo – 706 norte. Um absurdo o chocolate de soja dos caras, um negócio absurdamente sensacional. E sem aquele gostinho reminiscente de Ades! Oh, glória. ainda fazem milk shake e tem uns outros dois sabores sem leite. Mas aí, experimenta mesmo é o de chocolate. Confira a resenha.

– Palato – 309 norte – tem uma série de sorvetes vegan, daquele tipo “neve”, como dizem os argentinos.  sorvetes de fruta e tal.

– Sorbê – 404 norte, 211 sul – rola uns sorvetes artesanais vegan de umas coisas estranhas tipo Buriti e de umas coisas mais legais, tipo amora. Tem um sorvete muito foda de chocosoja (mas tá em extinção), tem um de canela com linhaça que parece sorvete de flocos e também um de morango a base de leite de soja. a-ni-mal. sensacional pra quem tá cansadx de fazer os próprios sorvetes. o preço é que não é muito camarada.

Napolitá – 311 norte – tem a opção de sorvete sem lactose e tem até site.

Torteria di Lorenza – 214 e 115 norteaparentemente, em 2 sabores de sorvetes sem leite, Morango e Açaí.

lista de empórios e vendinhas

botica lá no conic, que é muito bacana, tem muita variedade e o preço não é ruim. dá pra achar sempre o doce de leite horroroso de soja. hehe.

mundo verde (meio fajuto pra quem conhece os mundos verdes por ai, mas que tem melhorado) no conjunto nacional, ali atrás do burger king, na praça de alimentação. lá da pra achar o levedo de cerveja em flocos, importantíssimo pra fazer veganrela.

pão do alemão – 213 norte – padaria com uns pães integrais especiais totalmente vegans.

– empório bem estar – 113 norte – vendinha de suplementos e alimentos naturais.

vita zen – 716 norte – lojinha que você encontra, entre outras delícias, leites vegetais. Lá eles vendem um creme vegano de avelã com cacau (tipo Nutella) da marca La Finestra

mel do sol – 403 norte – além de ser da família do tubarões, tem uma série de biscoitos integrais leites vegetais e alimentos sem galináceos. se você é vegan que come mel, ainda pode achar uns biscoitinhos maneiros.

Além disso vários restaurantes vegetarianos costumam disponibilizar prateleiras para produtos vegan. Dá pra achar um monte de coisa legal no Amor à natureza (310 norte), Girassol (409 sul), Boa Saúde (Radiocenter), etc.

dia do veganismo no Ômega 3

carissímxs vegetais e distritais,

peço desculpas pelo longo tempo sem atualizar. agradeço a todo mundo que sempre entra e divulga o blog. pretendo suprir essa abstinência de posts nos próximos dias. enquanto isso, uma bela notícia enviada pela nossa amiga Marina:

Queridos,
abaixo segue a divulgação da semana especial com cardápio totalmente vegano no restaurante e lanchonete Ômega 3, localizado na 413 norte, bloco D.
É a comemoração do Dia do Veganismo, celebrado em 1º de novembro.
Pela primeira vez em Brasília um estabelecimento elabora um cardápio especial para o Dia do Veganismo, portanto, prestigiem!
E não se esqueçam: façam suas reservas antes de ir!
Abraços

SEMANA DO VEGANISMO

EM COMEMORAÇÃO AO DIA MUNDIAL DO VEGANO, 01 de novembro, A ÔMEGA3 PREPAROU UM JANTAR ESPECIAL. A CADA DIA UM PRATO QUENTE COM ENTRADA E SOBREMESA POR R$34,90.

CARDÁPIO

De 01\11 a 06\11

ENTRADA PRATO PRINCIPAL SOBREMESA
SEGUNDA Mini salada verde com toque de gergelim e linhaça. Molho de limão com azeite Risoto ProvençalArroz carnaroli com legumes, ervas provençais e tofú. Creme de abacate com raspas de limão.
TERÇA Bruschetta de beringela Penne ao molho branco com alho poró e nozes Torta de banana integral com leite de castanhas
QUARTA Mini escondidinho de shimeji. Sanduíche vegano no pão de chá verde Delícia de amêndoas e castanha do pará
QUINTA Mini salada verde com toque de gergelim e linhaça. Molho de limão com azeite Risoto ProvençalArroz carnaroli com legumes, ervas provençais e tofú. Creme de abacate com raspas de limão.
SEXTA Bruschetta de beringela Penne ao molho branco e nozes Torta de banana integral com leite de castanhas
SÁBADO Mini escondidinho de shimeji. Sanduíche vegano no pão de chá verde Delícia de amêndoas e castanha do pará

Obs: somente sob reserva 3273-1671\ 8417-0890\ 8101-4433 413 norte D

de volta ao distrito…

depois de um rolê pela zooropa vegetal (um tanto frustrante do ponto de vista estomacal, devo confessar), estou de volta a esse nosso distrito para dar continuidade a essa compilação de achados e pequenas descobertas de onde comer sem galináceos nessa cidade. já temos algumas novidades veganas engatilhadas.

mas antes, pra re-inaugurar as postagens em grande estilo, uma dica enviada pela nossa amiga Marina. curtam aí:

Pessoal,

acabo de ter uma grata surpresa! A namorada do meu irmão me ligou agora pra avisar que no Dudu Camargo Bar e Restaurante (http://www.duducamargo.com.br/restaurante/dudu_camargo/sobre.php) têm várias opções vegetarianas e veganas (marcadas com símbolos no próprio cardápio!), seja de sancuíches, pratos principais ou sobremesas.

O Dudu Camargo é um chefe famoso e tem vários restaurantes chiques pela cidade, portanto, não esperem um precinho camarada quando forem lá!
Mas acho que a comida deve ser de ótima qualidade e o local pode ser uma opção para ocasiões especiais.

Se forem comer por lá, não deixem de parabenizar o gerente/chefe/maitre pelas opções veganas e, principalmente, pela marcação no cardápio!

O endereço de lá é 303 sul, bloco A, loja 3.

Girassol: tchau veganismo sacrifício, olá veganismo satisfação

Promessa é dívida. E como toda dívida, a gente enrola um pouquinho pra pagar.
Vamos a resenha dessa semana.

Há alguns raros posts atrás, comentei desse estranho mundo que mistura adultescência e restaurantes que se  vendem como naturais.  Na ocasião, destaquei o meu favorito dentre os estabelecimentos desse Distrito muito-pouco-Vegetal, o Sabor Vital.

(Fico me perguntando o que são restaurantes não-naturais? Concebo lugares com comida vegana de natureza sacana, com batata-frita com óleo de soja transgênica de latifúndio. Vai ver que esse nome é só pra omitir adjetivos. Na minha cabeça vai ficar assim: restaurantes de natureza bacana, restaurantes de natureza sacana).

Certo. Quem me conhece sabe que eu sou um cara um tanto hiperbólico e superlativo. Talvez a leitura desse blog dê algumas indicações desse sintoma. O “melhor do mundo” é uma categoria com uma mobilidade incrível na minha vida. Nesse ímpeto de empolgação favoritista, acabei cometendo uma grave injustiça. Foi minha barriga quem me avisou, uma semana depois, quando voltei ao delicioso, ao sublime, ao sensacional (eita superlativos!) Girassol, ali na 408 sul.

O Girassol entra facilmente no topo da lista de melhor restaurante da cidade. Essa história de que dois não ocupam o mesmo lugar no espaço é uma lei que a gente revoga fácil. A comida é fenomenal. O restaurante é totalmente (abertamente) vegetariano – nada de compartir espaço com carne de avestruz, tudo bem, me chame de fresco – e com uma considerável variedade de pratos vegan. Acredito que lá merece o troféu de arroz da cidade (até imaginei a tacinha dourada com a carinha do Andreas Kisser).

Há uma descrição completa dos ingredientes na bancada e as pessoas são bastante solicítas em tirar dúvidas sobre detalhes da preparação da comida. Eu costumo desempenhar esse papel de chato da galera, mas não é algo que me orgulhe. É um trabalho sujo, mas alguém tem que fazê-lo, certo? Ah, ainda rola uma tortinha de cacau e uma gelatina vegetal. Também rola de ir a noite, montar um sanduíche de tofu e matar de ciúmes aquele pão-com-tomate de noites solitárias.

Mas o que eu queria comentar mesmo é que comer no Girassol me fez entrar num vortex temporal, de volta ao ano de 1999. A primeira vez que fui num restaurante vegetariano em toda minha vida. Meu pai que me levou. Naquele clima engravatado do post anterior. Eu era apenas um gordinho nerd e metaleiro que adorava comer hamburger de fast food. Bem, pensando bem, talvez não tenha mudado tanta coisa assim. Só que o hamburger hoje é de soja.

Na ocasião, paguei aquele clássico mico de pedir refrigerante nesse tipo de estabelecimento. “Só possuímos suco, senhor”, “ah, vai de laranja então”. Gostei da comida, completamente diferente do que eu estava acostumado. Lembro de acreditar piamente na minha incapacidade de um dia viver sem comer carne. O curioso é que algum tempo depois seria eu que bartlebiamente estaria declinando o churrasco da família. Só que foi tudo muito fácil.

Gosto de dizer isso pras pessoas: parar de comer carne foi uma mudança muito tranquila de hábitos que pareciam tão arraigados quanto minha constituição. Às vezes a gente não faz ideia de como não se manter o mesmo pode ser uma experiência agradável.

Sei que tem um monte de gente que adora cultivar uma visão de veganismo como sacrifício ou até mesmo fazer paralelos com da alimentação vegana com uma batalha, com uma guerra. Talvez isso faça essas pessoas se sentirem mais importantes com o que elas consideram importante. Tudo bem, mas eu não estou nem um pouco interessado em ver as coisas por essa ótica.

Pra mim, veganismo é um grande prazer, uma prática que me traz bastante alegria.  E não há nada de alegre em se sacrificar ou em cultivar sacrifício. Não acho que política alguma dê certo se não mobilizar o desejo das pessoas. É por isso que o Capital dá tão certo. E a melhor maneira de combater esses desejos-estímulos que causam tanto sofrimento (como um belo hamburger asséptico de fast-food) não é com repressão, repreensão e ressentimento, mas cultivando os desejos de coisas que achamos bonitas, interessantes e bacanas.

Ah, quase esqueci. O Girassol ainda conta com uma feirinha de orgânicos ao sábados.  Lembra da história da natureza bacana ali em cima? depois a gente conversa mais sobre isso.

Girassol.
409 Sul Bloco B
Tel: (61) 3242-1542

Sabor Vital: o favorito da adultescência

Até pouquissímo tempo atrás, almoço não era coisa que se fazia em restaurantes.

Durante uma fase lebówskica, conturbado período de muito pijama e pouco trabalho, o almoço era uma refeição tipicamente caseira. O último resquício de uma rotina que me salvou da insanidade. O mundo poderia estar em pedaços lá fora, mas o tempero inabalável do feijão continuaria o mesmo dia após dia. Era bom, economizava no bolso (que estava sempre vazio) e tinha a segurança de estar comendo alguma coisa segurament vegana.

Antes disso, quando ainda era um jovem mancebo universitário, vivia plenamente aquele cotidiano recheado de silverinha de soja e sucos de cores do Restaurante Universitário da UnB. Me chamem de masoquista, mas eu ainda gosto de almoçar lá. Acho que até vale uma resenha pro Distrito Vegetal. Espero dar a sorte de ir num dia com bife de glúten acebolado.

De qualquer maneira, comer em restaurantes self-services é uma coisa recente na minha vida. Provavelmente tem alguma coisa a ver com esse mundo da adultescência em que fui arremessado, mas que ainda permanece como um estranho. Esse mundo de roupas com mais de um botão, vocês sabem bem como é.

(Parênteses. Dica de sobrevivência nesse mundo selvagem da adultescência: mesmo que você não goste de futebol, procure saber por alto os resultados da rodada do final de semana. Pode salvar sua vida)

Nesse último ano, então, comecei a frequentar a diversa fauna dos restaurantes “naturais”. Não sei bem o que isso significa, mas dá pra perceber que dentro dessa gaveta gastronômica aparentemente restrita dá pra encontrar um monte de coisas diferentes.

Tem restaurante natural que serve até carne de avestruz e nenhuma opção vegana, frequentado majoritariamente por yuppies histéricos. Tem restaurante natural frequentados por vegetarianos com cara de doente, em que fica difícil de comer porque o simpático casal hippie do seu lado parece não se importar com o fato do nenê deles ter se cagado nas calças inteira. Tem restaurante que é mantido por motivos religiosos, tem uns que você sabe que o que importa é a grana mesmo.

E no meio disso tudo, tem o meu favorito: Sabor Vital. Ali na 316 norte, no setor hospitalar norte. Não é o restaurante vegetariano com mais opções da cidade, mas tampouco servem qualquer tipo de carne. É um restaurante vegetariano relativamente simples. Mas por que então, eles merecem esse título do DV?

O lance é que cada uma das coisinhas que eles servem é deliciosamente bem-feita. Pô, todo restaurante que você come rola um tofu, né? Pois é, o tofu com gengibre do Sabor Vital é melhor do que esse daí. Rolam também aquelas pastinhas de tofu pra jogar em cima do alface, de alho, de cenoura, de rúcula, só que são melhores. O feijão é melhor, a farofa com banana é melhor. Tem AMOR, sei lá.

Outro ponto positivo: o restaurante descrimina todos os ingredientes de tudo que é servido lá. Acho essa ideia demais, porque o esforço da indústria da carne é de justamente desassociar aquele delicioso hamburger ascético com o sofrimento e o trabalho que o gerou. Cabe aí uma leitura marxista heterodoxa do consumo da carne como alienação do trabalho e fetiche da mercadoria. Mas essa eu deixo pra outro post, ou outro blog.

Nem todos os pratos são veganos, mas pelo menos você pode saber exatamente qual o óleo foi usado naquela pamonhazinha de tofu que está preste a devorar.  A diversidade de saladas é jóia. Sempre tem umas três opções diferentes de proteína como “prato principal”, sendo no mínimo uma vegana. Tem lasanhas, tortas, bifes, hamburgers, kibes.

Hoje teve feijoada lá. Estava uma delícia.

Uma coisa legal, foi que eu conheci o Sabor Vital por indicação de um comentário aqui no Distrito Vegetal. Prova de que essa articulação entre barrigas e mentes às vezes pode dar certo, não é?

Sabor Vital
316 Norte, bloco A – loja 316
Telefone: 3349 2171

Xangai: tofu em embalagens ecologicamente questionáveis.

Olha só, eu sei que a cartilha vegana e ecologicamente correta diz pra gente nunca pedir comida pelo telefone. Faz bastante sentido. Você pode andar até o restaurante e comer por lá mesmo. Isso evita a queima de combustíveis fósseis realizada pela motocicleta que vai fazer a entrega na sua casa. Você também evita o desperdício de embalagens para armazenar sua comida, que não existiriam se você tivesse tido um pouco de vergonha na cara e caminhado agradavelmente até a mesa do restaurante. A questão é que eu sou ruim com cartilhas, ainda mais após preguiçosas manhãs de sábado.

Resolvi pedir o almoço no Xangai. Trata-se de um simpaticamente simples restaurante de comida chinesa que fica ali na 408 norte (também conhecido por quem o freqüenta quando o sol se põe de ‘complexo decadente’). No cardápio eles possuem uma parte “vegetariana”, com pratos com legumes, macarrão e tofu. Também era o único restaurante chinês que eu conhecia a servir rolinho primavera sem carne. Essa triste e limitada realidade já mudou após o início do Distrito Vegetal. Ainda bem.

Certo, a comida chegou lá em casa, hermeticamente embalada (nem tanto) em isopor, depois de quase uma hora. O preço é relativamente bacana, a porção com quatro rolinhos custa R$ 8, a porção de arroz branco (tem que ser branco, pois o colorido vem com ovo) é R$ 4 e o tofu com legumes e cogumelos deve custar uns 15 reais. Dá pra duas pessoas esfomeadas numa boa. Tudo bem simples, gordurosinho e gostosinho. Champignon, Tofu e Shoyu são sempre receita de sucesso. A agonia do esôfago era tanta que só depois do primeiro prato, o córtex conseguiu lembrar de tirar foto. É esse registro horrível que se encontra no começo do post. Espero que não espante ninguém.

Bem, fiquei encucado com os impactos daquele isopor depois que eu o dispensasse na cestinha escrito “Seco” num esparadrapo lá em casa. É formado por 98% de ar, “não pode ser tão ruim”, Parece que é sim. Olha só:

O Isopor é um tipo de plástico, obtido do petróleo. (…) A princípio o isopor não agride e não contamina o meio ambiente por ser, em tese, totalmente reciclável, (…)no Brasil o isopor representa um problema ambiental, que decorre da falta de sua coleta seletiva, por que ela não tem sido economicamente viável. (…) Ele é muito leve, mas volumoso. Assim, para se conseguir juntar uma tonelada de isopor serão necessárias muitas viagens de caminhão e um espaço enorme para seu armazenamento antes de ser reciclado. O destino do isopor acaba sendo o aterro sanitário, onde ocupa um espaço imenso com um tempo de decomposição longo, o que agrava o problema. Outro impacto ambiental relevante é quando o isopor vai parar no mar. Os peixes o confundem com alimento e acabam ingerindo-o, prejudicando sua alimentação. É comum peixes de todos os tamanhos, inclusive baleias terem em seu estômago isopor.

(retirado daqui ó)

Será que eu, assim como as grandes corporações filhas da puta, também tenho créditos de carbono por andar de bicicleta? Dá pra colar essa? Acho que não (hehe). Bem, a comida tá mais que aprovada, só espero que o mundo não seja formado de gente preguiçosa que nem eu.

Serviço:
Xangai, 408 norte, telefone: 33404597