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Aventuras de Avental: Sorvete de Amendoim Vegan

A Adriany ‘Drika’ Nascimento nos mandou mais uma receita para compartilhar aqui no Distrito Vegetal. Segue aí mais uma da série “Aventuras de Avental”. Se você também quiser compartilhar uma receita, escreve aí pra poneteo@gmail.com. Seja hipster e me manda uma foto da comida pronta de preferência, tá?

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Sorvete de Amendoim Vegan

por Adriany Nascimento

eu tava na casa de uma amiga que não é vegan e ela disse que tinha feito uma receita de sorvete de amendoin, tinha ficado muito bom e não sei o que e a gente resolveu adaptar. graças a shiva, porque esse é só o melhor sorvete vegan que eu já provei nessa vida!
 
 
Sorvete de Amendoim
 
1 xícara e meia de amendoim (claro, sem sal. mas pra falar a verdade eu peguei um amendoim salgado e lavei! hahaha), 1 lata de leite condensado de soja, meia caixinha de creme de soja (creme de leite só que de soja, duh), umas 300 ml de leite de soja (ou de aveia, ou de arroz ou do que você quiser. só que esses outros leites são mais aguados e o sorvete vai perder um pouco a consistência).
 
é bom ter um processador né, mas eu fiz tudo no liquidificador e ficou lindo!
primeiro vc bate só o amendoin mesmo! vai forçar de leve o seu liquidificador e se não bater tudo vc tem que ficar dando aquela mexidinha pra destruir os amendoins inteiros. depois de bater tudo, ele vira tipo uma pasta, porque amendoin é só gordura, né. e isso que é maravilhoso! porque ele deixa o sorvete com uma consistência de sorvete, o que é difícil em sorvete vegan, ainda mais feito em casa..
depois da pasta você bate o leite condensado e o creme de leite junto e por último vai colocando o leite, devagar, porque na receita original tá essa quantidade aí mas eu não usei tudo. fui colocando aos poucos e da pra ver quando tá com uma consistência boa.
como eu sou viciada em açúcar e eu tinha glicose de milho do meu lado, eu adocei de leve com isso. mas na real eu acho que nem precisa de açúcar não, eu que tenho esse problema. prova aí e vê o que que você acha!
 
aí você coloca no freezer de um dia pro outro e tá pronto! ele fica com uma consistência melhor se você bater de novo, espera umas 10h e bate de novo no liquidificador.
 
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Palazzo, vida simples e o quadrilátero vegano da Asa Norte

(mais uma vez, se a fome aperta e tá difícil ler um monte de besteiras, salte logo pras últimas linhas que lá estão todas as informações que realmente interessam. Não há demérito nenhum em subordinar o cérebro à barriga, afinal essa última costuma trazer muito mais felicidade mesmo)

Se é realmente verdade que o veganismo é esse exercício cruel de empatia que acaba por nos afastar da humanidade e nos isolar em pequenos grupos cínicos (mentira, é o maior legal), fico me perguntando o quanto de desapego e abandono envolvem esse negócio de tentar ser vegan. É verdade que a gente começa a abrir mão de um bocado de coisas, mas todo movimento de dizer ‘não’ pra alguma coisa já pressupõe dizer ‘sim’ para um outro tanto de coisas, não acham?

(Algumas pessoas com sinceridade avassaladora arriscariam a dizer que veganismo é o desapego do paladar. A ideia desse Distrito é justamente levantar uma bandeira de “NÃO” pra essa tese. Apesar de que talvez eu fosse a última pessoa que deveria manter um blog como esse. Meus critérios podem ser resumidos de maneira bastante clara: “é vegan? então, é bom”).

Bem, tô longe de ser um exemplo de desapego, com minhas coleções de discos velhos e revistas em quadrinhos, mas como já disse antes por aqui, vejo com o melhor dos olhos esse tipo de prática. Afinal, o sistema que nos ensinaram adestraram a viver é esse, da apropriação (e do descarte) excessiva. E é o que fazem com os animais. Apenas mais um item na lista.

De maneira que fico feliz demais quando essa postura ética, que às vezes pode parecer tão complicada, cheia de gambiarras, leituras de rótulos e perguntas inconvenientes, consegue andar de braços dados com uma vida simples e desapegada. Muitas vezes, a gente consegue tudo isso com espírito comunitário e ajuda mútua, essa era a principal motivação pra criação do Distrito Vegetal.

Enquanto não posso abandonar tudo pra viver numa comunidade anarcohippie em que plantaremos tudo o que consumirmos e as guitarras sejam movidas a energia solar, vou tentando nesse dia a dia urbanóide descomplicar tudo que estiver ao meu alcance, capacidade e vontade. Se livrar do carro e não ter televisão podem estar mais próximos de parar de comer carne do que a gente imagina.

E foi num exercício pleno de camaradagem vegan, aqui nos comentários do DV, que eu fiquei sabendo que agora a gente tinha um lugar tomar milk shake sem leite. E o melhor, perto da minha casa, e ainda, sem ser num shopping center! Muita felicidade. Trata-se da sorveteria Palazzo, na 706/07 Norte, ali do lado do Manara.

Tenho tentado me especializar em destrinchar toda as possibilidades do rolê vegano na Asa Norte. É onde eu moro, ando de bicicleta e por onde pego ônibus. Pra mim, esse exercício tem tudo a ver com promover uma vida simples (posso ir a pé fazer qualquer uma dessas refeições) e estreitar laços comunitários (você realmente passa a viver mais onde mora).

As coisas estão tão boas por aqui nos últimos tempos que tenho apelidado essa área de Quadrilátero Vegan da Asa Norte. Assim como o Alan Moore não curte muito sair do bairro dele lá em Northampton, eu poderia muito bem me aposentar e ficar só de bobeira por aqui. As pontas do quatrilátero seriam: o Sky’s na 716, a Palazzo na 706 e o Kebaara na 409. a última ponta não decidi ainda, mas tenho certeza que tem um monte de delícia vegan espalhada nos poucos km2 que compreendem essa área.

(fica aí a sugestão de que cada pessoa descubra os quitutes sem galináceos perto de sua casa e passem pra gente publicar aqui. Imagina? O pentágono vegan da Ceilândia, o octaedro vegano de Planaltina? Seria demais)

Voltando a Palazzo, uma crítica: o preço é caro. E isso realmente não combina com uma vida simples, né? Por outro lado, bem, como eu posso dizer de forma clara? É MILK-SHAKE VEGAN, PORRA. Acho que vale a pena, mas cada uma que sabe. São três sabores sem lactose: chocolate, morango e maçã-verde. Quem sabe indo mais a gente consiga ampliar a paleta de cores.

O atendimento é ótimo, bastante compreensível com as restrições alimentares que quisermos imaginar aí pros próximos anos.  Tô louco pra voltar e pedir uma banana split vegan. Sei lá quantos anos que eu não tomo isso na rua. A decoração é toda cheia de pinturas de castelos, então além de tomar sorvete pode ser um bom ponto de encontro pra quem curte jogar um RPG e ouvir um metal melódico. Cada um, cada um né?

E fala a verdade, quem é que não tava morrendo de saudade de tomar um sorvetinho nos belos finais de tarde do nosso Distrito? No final das contas, um soja-milk-shake acaba nos jogando de volta nos braços dos rituais humanos que a gente pena pra se livrar.

Palazzo – milk shake e sorvetes vegan
706/707 Norte – Telefone: ???
http://sorvetespalazzo.com.br/

lista de sorveterias com opções veganas

Sorvetes:

– Palato – 309 norte – tem uma série de sorvetes vegan, daquele tipo “neve”, como dizem os argentinos.  sorvetes de fruta e tal.

– Sorbê – 404 norte, 211 sul – rola uns sorvetes artesanais vegan de umas coisas estranhas tipo Buriti e de umas coisas mais legais, tipo amora. Tem um sorvete muito foda de chocosoja, tem um de canela com linhaça que parece sorvete de flocos e também um de morango a base de leite de soja. a-ni-mal. sensacional pra quem tá cansadx de fazer os próprios sorvetes. o preço é que não é muito camarada.