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Rapidinhas Vegetais 2012 (V)

Cows Get Spring Fever GIF - Cows Get Spring Fever

Depois do enorme texto da semana passada, vamos logo para a nossa atualização de links e dicas semanais sem mais delongas:

1) Caçadores de Mitos Vegan: Farinha “Láctea” Soymilk e leite Yoki – NÃO é vegan

(para ler acompanhado do botãozinho http://www.nooooooooooooooo.com/)

Tá aqui a explicação do pessoal do Om Shanti: “Infelizmente os produtos da Olvebra são sem lactose mas nem sempre são veganos. É o caso desse preparado para mingau que é semelhante à farinha lactea. Em seus ingredientes encontramos a vitamina D (Colecalciferol) que tem sido alvo de várias questionamentos e que também é encontrada em leites de soja como o Pura Soja e Mais Vita da Yoki. Essa vitamina utilizada no produto Soymilke sabor Farinha Láctea é de origem sintética, sintetizada através de um produto de origem animal, portanto NÃO É VEGANA”

Pelo que pesquisei o negócio é feito com pelo de carneiro, é mole? Pô, farinha láctea é a coisa que eu mais sinto falta nessa vida. eu geralmente faço uma emulação com uma mistura de ades quente, farinha de aveia, canela e açúcar mascavo, mas não é a mesma coisa… nunca será a mesma coisa!  Vou tentar conseguir os contatos da empresa e postar aqui pra fazermos uma mobilizaçãozinha, afinal quem é que precisa de Vitamina D, né?

2) Escolha Vegan Comésticos

Uma boa novidade pra quem quer se ligar nos aspectos não-alimentares do veganismo é o blog “Escolha Vegan Comésticos”, colo aqui a descrição dessa iniciativa bacaníssima da Fabiana: “A proposta do Blog é apresentar os melhores produtos Cosméticos vegan disponíveis no mercado. Se você já fez a sua escolha assim como eu \o/!! Aqui pretendo conseguir também o voto SIM(!) eu uso cosméticos vegan de quem não chegou lá ainda. 😉 Para tal, reuno produtos diversos, empresas, as opiniões de quem usa, minhas pesquisas e expêriencias pessoais, etc. Entre e fique a vontade!”

Acesse:
http://www.escolhavegancosmeticos.blogspot.com/
http://www.escolhavegancosmeticos.blogspot.com/
http://www.escolhavegancosmeticos.blogspot.com/

3) Novidades para o Guia Vegano: Mixido e Salim Sou Eu

Duas novidades de lugares para comer veganamente enviadas aqui pro Distrito Vegetal.

A milena enviou o Mixido: “Tem o restaurante Mixido na 402 sul, é um fast food que faz mesmo um mexidão vegetariano, para ficar vegan é só não escolher os adcionais de ovo e queijo. É uma mistura de arroz (branco ou integral) feijão (dois tipos) e outros ingradientes para adcionar. É 5 reais o pequeno (q é um pratão) e 10 reais o grande. Vale a pena, fica aberto até as 23h.”

A alice mandou o Salim Sou Eu: “tá rolando um lugar novo pra sanduiches de falafel: salim sou eu na 405 sul (e ao que parece no lago sul e na upis também). rola um sanduiche quente de falafel e um pão sírio com hommus e salada (não tem pra que pedir esse último, provei os dois e digo: fique com o falafel, jovem!)”

4)  Reportagens: “Quinoa e violência na Bolívia” e “Diferenças culturais entre chimpanzés”

Pra terminar, duas notícias muito interessantes, a primeira tem bastante a ver com o que escrevi um pouco em O problema de classe do veganismo :

“O nosso leite-de-soja-de-cada-dia também está inserido num contexto global de commodities e outras relações macroeconômicas sacanas que praticam mais-valia em cima trabalhadorxs e exploram animais humanos e não-humanos. O veganismo deve ser uma das nossas táticas e articulações para combater tudo isso e não para fingir que vivemos em outro mundo, de conto de fadas, em que podemos lavar as mãos e dissimular não-crueldade. Somos parte da engrenagem e só tendo consciência da nossa condição de peça é que podemos fazer alguma coisa”

Febre da quinoa gera conflitos na Bolívia

“O cultivo do grão, usado por adeptos da alimentação saudável em todo o mundo, reacendeu uma disputa limítrofe entre as principais áreas produtoras do país. Segundo denúncias, as plantações ainda ameaçam causar a desertificação de uma região já inóspita para a agricultura.”

e a segunda,  que transversalmente tem muito mais a ver com veganismo do que bolinhas de quinoa:

Cientistas encontram diferenças culturais entre chimpanzés vizinhos

“Eles identificaram três comunidades diferentes de chimpanzés, cada uma com hábitos próprios para abrir nozes. Dependendo da resistência da casca, os animais usam materiais específicos – madeira ou pedra –, e o tamanho também varia.

Como essas três comunidades vivem na mesma floresta, no Parque Nacional Taï, a questão ambiental não explica as diferenças. A genética também não seria a causa, pois fêmeas saem de uma comunidade e vão para as outras, logo todos compartilham genes.”

Nem tudo é genética, nem tudo é mera resposta ao ambiente. Que bom que nem a gente nem os chimpanzés precisam ser reduzidos à uma dimensão, né?

Dicas veganas que não são comida

Nem só guloseimas sem lactose sobrevive o nosso veganismo freestyle, né?

Não sei se só sou eu, mas também gosto de alimentar os olhos e os ouvidos com conteúdo vegan saboroso. Então, pra atualizar rapidamente o Distrito, vão duas dicas de leituras e uma de filme:

– ANIMALS AND FOUCAULT RESOURCES
Uma interessante compilação de livros e artigos que realizam escambos entre os pensamentos do filósofo francês e a questão animal. Temas com sociedade disciplinar e biopolítica podem ser muito interessantes para pensar matadouros e fazendas de leite. Acesse.

 

COMER ANIMAIS
Livro do jornalista Jonathan Safran Foer (dizem que o Extremamente Alto & Incrivelmente Perto é muito bacana também) sobre a poderosa indústria especializada em carne animal que, só nos Estados Unidos, abate mais de dez bilhões de espécimes por ano. Foi lançado em português essa semana. Leia a reportagem que saiu sobre o livro.

 

PROJECT NIM
Novo documentário do cineasta James Marsh (responsável pelo sensacional Man on Wire) sobre o chimpanzé Nim Chimpsky (obviamente uma referência ao linguista anarco-sindicalista e amor-de-pessoa Noam Chomsky) que foi criado nos anos 70 como um humano para provar que a linguagem não era um fenômeno exclusivo dos humanos.  Quem é que precisa de critérios humanos, eu perguntaria, mas vale a pena a discussão, é claro.  Confira a reportagem sobre o filme.


Domingo temos o primeiro evento de degustação competitiva do Distrito Vegetal. Mais detalhes em breve!