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E se existisse um “Distrito Vegetal” pro mundo inteiro?

tutorial do happycow
por Daniel Amaral dmamaral85@gmail.com

E se existisse um “Distrito Vegetal” pro mundo inteiro?

Bom, a verdade é que meio que já existe. Criado no ano de 1999, o happycow.net é um site que busca agregar o maior número de restaurantes vegans/vegetarianos ao redor do mundo. Segundo o próprio criador do site, Eric Brent, a idéia surgiu da necessidade de se encontrar lugares “seguros” para se comer veganamente pelo planeta.

Assim como o Distrito Vegetal, o happycow também é um site colaborativo. Ou seja: caso você encontre por aí um restaurante que não esteja no site, e só se cadastrar e adicionar ele lá. A diferença é que eles não aceitam a listagem de lugares que só ofereçam a famosa gambiarra vegan (“é só pedir o sanduíche sem a carne”, “é só pedir a pizza sem o queijo”). Mas eles aceitam que sejam listados restaurantes vegan-friendly: lugares que servem carne mas destinam em seu cardápio produtos exclusivamente para vegans/vegetarianos.

Além de adicionar lugares no site, qualquer pessoa pode deixar sua avaliação sobre os lugares que visitou. Em outras palavras: exercitar o seu lado de crítico culinário. Você dá uma nota que varia de uma a cinco vaquinhas e depois pode escrever sobre tudo que você gostou/odiou no restaurante: sabor do rango, atendimento, preço, não aceitam cartão, etc. O mais legal disso tudo é que depois você consegue filtrar sua busca de acordo com diferentes critérios avaliados pelos outros usuários.

Peraí, tá ficando confuso. – Pois é, acho melhor mostrar na prática como eu uso o site

Vamos lá, o negócio é tão simples quanto andar pra frente.

Assim que você entrar no site, vai ter um monte de foto e informação sobre um monte de coisa. Ignore tudo (brinks, tem um monte de coisa legal pra ler, mas não é o caso aqui do tutorial). No topo da página tem uma barra de busca chamada “Find food” (= encontre comida) (Imagem 1 abaixo). Nela você vai colocar o nome da cidade onde você quer encontrar os restaurantes. Bom, como nem tudo é perfeito, o idioma padrão do site é o inglês. Ou seja, você terá que colocar o nome da cidade na língua inglesa (ex: New York, Tokyo, London, etc). Coloquei “Sao Paulo”, por exemplo.

Agora vem a melhor parte: depois de aparecer os restaurantes da cidade escolhida , você pode usar a ferramenta sort by (ordenar por)(Imagem 2) para ordenar os restaurantes por Veg Type (primeiro os vegans, depois os vegetarinos e depois os vegan friendly), Distance (os restaurantes mais pertos do seu local atual – o site tem um localizador), Alphabetically (por ordem alfabética) e – finalmente – por Rating (os restaurantes que receberam maior nota de acordo com os usuários aparecerão primeiro). Além disso, também pode filtrar por preço, por tipo de restaurante, etc.

A partir daí é só partir pro abraço. Explore os restaurantes, leia as avaliações deixada por outros usuários, anote o endereço, veja se o restaurante aceita cartão, quanto custa o prato, anote as dicas dos lugares próximos, etc.  E pense em contribuir com o site. Adicione lugares, avalie os restaurantes, corrija informações incorretas.

O veganismo é melhor quando compartilhado.

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Guia Vegano Natal

o pessoal do Papa Capim (que nome fantástico, não?) produziu um guia vegano da cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Na nossa condição de entusiastas da confecção de guias veganos locais, resolvi divulgar por aqui também.  Eu reproduzo abaixo, mas você pode encontrar no link: http://papacapimveg.com/2012/08/27/guia-vegano-natal/

E se quiserem mandar outros guias para publicarmos aqui, sejam muito bem-vindxs.

Guia Vegano Natal (por Papa Capim)

Restaurante Magias da Terra

Promessa é dívida e aqui está o Guia Vegano de Natal. Fiquei muito feliz em ver que o número de vegetarianos/veganos está crescendo na cidade e que ficou bem mais fácil ser herbívoro naquelas terras. O futuro é verde!

O “Nativos” funciona em uma casa reformada e o ambiente é muito agradável. No cardápio: saladas orgânicas, várias opções de pratos quentes (veganos e vegetarianos), sobremesas (uma só vegana, mas deliciosa) e sucos naturais.  Foi o primeiro restaurante que visitei em Natal e a comida continua muito saborosa. Adoro o feijão preto de lá, que é quase uma feijoada, e os bolinhos de soja (até eu que não gosto de soja acho ótimo).

A deliciosa torta de banana com castanha e açucar mascavo (vegana).

Além disso, a proprietária é muito simpática e foi paciente com essa vegana aqui, explicando direitinho o que tinha em cada prato. Minha memória pra números é péssima, mas acho que o quilo da comida custa em torno de 29 reais (alguém me corrija se eu estiver errada).

Restaurante Nativos – aberto de domingo à sexta, das 11h às 14h30

Rua Barão do Curumataú, 2256 – Lagoa Nova (Por trás da CEASA)

No mercado de Petrópolis tem o “Viva Melhor”. O lugar é bem pequeno e a oferta de pratos é menor do que no Nativos, mas a simpatia do pessoal e o precinho camarada compensam. Além de saladas, pratos quentes vegetarianos e veganos (com gosto de comida caseira), sucos e sobremesas, é possível comprar alguns produtos feitos por eles. Provei, e aprovei, o pão integral, biscoitos de aveia e biscoitos salgados de linhaça (o produto que mais gostei). O quilo da comida custa 20,90 reais. Os biscoitos (salgado e doce) custam 3 reais o pacote, o pão integral custa 6. Eles também vendem sopas congeladas por encomenda (somente à noite, faça o pedido durante o almoço).

Restaurante Viva Melhor

Mercado de Petrópolis – Av. Hermes da Fonseca, 407

Mas o restaurante que conquistou meu coração foi o Magias da Terra, na Ecovila Pau-Brasil, em Pium. Visitei o lugar pela primeira vez quase três anos atrás e quando voltei lá pude constatar muitas mudanças (todas pra melhor). O lugar já era encantador, mas agora está ainda mais bonito e agradável. No site eles explicam: “A Ecovila é um projeto sustentável, situado em uma área de dois hectares. Utilizamos técnicas de permacultura, agroecologia e biodinâmica no manejo orgânico de nossa produção de frutíferas, hortaliças, condimentais, medicinais e ornamentais. No campo da Permacultura, manejamos uma agrofloresta sustentável, mantemos árvores nativas da Floresta Atlântica, reusamos nossas águas através dos filtros biológicos…” Eles também transformam o lixo orgânico produzido pelo restaurante em composto e têm até banheiro seco (o que causou uma crise de riso incontrolável na minha irmã, que nunca tinha visto banheiro seco, e em mim, diante da reação dela).

Um dos vários pratos que comi por lá.

A comida está à altura da beleza do lugar: um número enorme de pratos frios e quentes, mais muitas pastinhas e diferentes tipos de pães. Todas as verduras são orgânicas e todos os pratos são deliciosos. Por 36 reais e uns quebradinhos, você come à vontade (buffet frio, quente e sobremesa, sucos à parte). Se quiser prolongar o prazer gastronômico, é possível levar os pães deles pra casa. O restaurante oferece algumas opções vegetarianas, mas no dia que fui lá o buffet inteiro era vegano. O que pedir mais? Quem quiser se manter informado da programação do local (cursos de permacultura, oficinas de culinária, luau com pizzas veganas), pode escrever pra lá pedindo pra entrar na lista de e-mails. E pra ver a formosura do lugar, e escutar Pedro e Larissa explicando o projeto, confiram esse vídeo.

Restaurante Magias da Terra, Ecovila Pau-Brasil – aberto nos fins de semana, das 12 às 15h.

Instruções pra chegar lá: entre na rua da feirinha de Pium (entre a feira e a igreja) e siga em frente até encontrar a entrada que leva à Lagoa Azul, à esquerda (antes tinha uma placa, agora você terá que perguntar ao pessoal local). Continue mais alguns metros nessa estrada de barro e você encontrará uma placa indicando o caminho da Ecovila, no lado esquerdo da estrada.

A foto não faz jus à deliciosidade da pizza (com beringela, abobrinha e pimentão grelhados).

A pizzaria “Tomatino” não é vegetariana, mas faz a melhor pizza que já comi em Natal e o pessoal é bastante veg-friendly, adaptando as receitas pra agradar herbívoros. A massa é fininha e crocante e os recheios são interessantes e feitos com ingredientes frescos. Meu maior problema em pizzarias não é, contrariamente ao que se possa imaginar, o queijo (basta pedir pra vir sem), mas sim a falta de criatividade nos recheios vegetais. Tirando milho verde, ervilha e azeitona, todos vindos de latas, o que detesto, não tem outras opções de recheio de origem vegetal. Palmito é bom, mas pizza só com molho de tomate e palmito é meio triste. Na minha última viagem à Itália provei pizzas veganas deliciosas (em pizzarias tradicionais), com legumes grelhados, alcachofras em conserva, cogumelos salteados, ervas frescas, rúcula… E lá ninguém te olha como se você tivesse duas cabeças quando você pede pizza sem queijo. Fiquei muito feliz em descobrir que na Tomatino eles fazem pizzas tão deliciosas quanto as que comi por lá. E pra ficar tudo odara, os preços são mais que justos.

Pizzaria Tomatino

Rua Praia de Muriú, 9218 – Ponta Negra

Nessa visita à Natal descobri uma loja de produtos que é uma maravilha pros veganos (ou não). Lá tem semente de chia, cereais especiais e oleaginosas, folhas de alga nori (pra fazer maki), condimentos difíceis de encontrar, especiarias e até sal rosa do Himalaia e sal defumado! Além de inúmeros ingredientes da culinária chinesa-japonesa, tem também vários produtos árabes, como zatar (condimento à base de tomilho e gergelim) e tahina. Tudo com preços muito melhores do que nos supermercados. Fiz verdadeiros achados: potes de tahina árabe (os mais baratos que já vi na cidade), tofu (8 reais o pacote com meio quilo) e cogumelos funghi e shitake desidratados. Pra quem gosta de preparar pratos exóticos, quer incluir ingredientes diferentes no cardápio ou simplesmente deseja comprar alguns ingredientes básicos por um preço mais barato, essa loja é uma pérola.

Loja Kouzina

Rua São João,1242 – Lagoa Seca (fica pertinho do Corpo de Bombeiros).

Não podia deixar de fora a minha loja preferida na cidade (já falei um pouco dela aqui). O Alecrim pra mim é cheio de tesouros e a “Casa do Milho Pipoca” é um deles. Júnior, o proprietário, explicou que a loja tem esse nome porque seu pai foi o primeiro comerciante em Natal a vender milho especial pra pipoca, 40 anos atrás. Ele ainda passa os dias na loja, mas é Júnior que faz quase todo o trabalho hoje. Não tem como competir com os preços de lá: castanha de caju, castanha do Pará, semente de linhaça, gergelim, arroz da terra, soja em grãos… tudo mais barato do que nos supermercados. E ainda tem vários tipos de feijão, granola, semente de chia, mel de engenho (melado)….

Casa do Milho Pipoca

Rua Presidente Quaresma, 546 – Alecrim (na rua da feira).

Há anos escuto falar da feirinha de orgânicos na UFRN, mas só nessas férias consegui visita-la. Você precisa acordar bem cedo (com as galinhas, na verdade) pra ir lá, mas vale muito à pena. São poucas barraquinhas, mas que oferecem uma variedade boa de frutas e verduras. E, pasmem, por um preço igual ou até melhor do que nos supermercados! Pra completar a maravilha, Pedro, do restaurante Magias da Terra, e Curo, um veterano da culinária vegetariana em Natal, vendem vários dos seus quitutes por lá: pães, bolos, biscoitos, pastéis de forno, tofu… Tudo na barraquinha de Pedro era vegano, mas Curo vende comida vegana e vegetariana (infelizmente no dia que fui lá não tinha opções veganas, mas ele aceita encomendas).

A ruma de legumes que eu e minha irmã compramos: couve-flor, couve manteiga, cenoura, feijão verde, tomate cereja, maracujá, pepino, alface americana, alface roxa, rúcula e coentro.

Os quitutes do Magias da Terra

Não me arrependi nem um pouco de ter madrugado: voltei pra casa com essa ruma de verdura orgânica pela bagatela de 28 reais! Mais as delícias do Magias da Terra: pão com urucum (minha irmã ficou louca por esse pão), pastel de forno integral recheado com berinjela e o ultra delicioso bolinho de cacau integral (com especiarias e cobertura de chocolate).

Feira de produtos orgânicos da UFRN

Fica perto da praça cívica, ao lado do estacionamento. Funciona somente nos sábados, das 5 às 9 da manhã (o ideal é chegar lá antes das seis pra ter mais opções).

E pra ninguém mais caluniar o veganismo dizendo que é mais caro do que alimentação onívora, aqui vão mais dicas de lugares onde compro verduras, frutas, leguminosas e cereais baratos quando estou em Natal.

Feira do Alecrim, todos os sábados de manhã na Av. 1 (Presidente Quaresma). Os preços são bons e a atmosfera é coloridíssima. Vale visitar pelo menos uma vez.

A CEASA de Natal tem frutas e verduras por preços menores do que nos supermercados. Não são orgânicas, mas ainda assim acho que é uma opção pra quem quer comer mais verduras/frutas sem gastar mais. Claro que melhor ainda, e mais barato, é ir na feirinha de orgânicos, mas se você não acordou a tempo, esse lugar pode quebrar o seu galho. Dentro da CEASA tem uma loja chamada “Ervas e Temperos”, onde você encontra, além de todos os tipos de temperos, grão de bico, lentilha, soja em grãos, PTS, cogumelos secos, semente de girassol… Mais uma vez, os preços aqui são melhores do que nos supermercados.

E pra quem gosta dos produtos do Nordeste, o melhor lugar pra comprar mel de engenho (melado) é na Casa da Rapadura, pertinho da Casa do Milho Pipoca. Seu Galileu tem um canavial e um engenho em Japecanga (interior do RN) e vende os produtos que ele mesmo produz. O mel de engenho é o melhor que já provei (quando passei por lá custava 5 reais o litro, mas o preço pode variar de acordo com a época do ano), mas ele também vende, claro, vários tipos de rapadura.

Ficou faltando visitar um restaurante vegetariano na minha lista: o Cantinho Vegetariano, na vila de Ponta Negra. Vai ficar pra próxima, mas se algum leitor de natal já comeu lá, adoraria ler suas impressões

Rio Vegetal – “scene report vegan” – 1

Quem acompanha o Distrito Vegetal já deve ter percebido que muito do meu entedimento e abordagem sobre veganismo são importações,  adaptações e encaixes do modus operandi da cena punk-hardcore. Foi nesse subterrâneo que eu escutei pela primeira vez sobre estabelecer redes de solidariedade, criação coletiva de espaços comuns e organização não-hierárquica.  Foi também nesse espaço específico de articulação de contracultura,  a primeira vez que eu ouvi falar em vegetarianismo, veganismo, direitos dos animais e todas essas coisas loucas que eu ainda costumo acreditar.

Pois bem, aqui estou mais uma vez tentando estabelecer essa conexão de forma bastante explícita.

Em zines punks ao redor do mundo, um tipo de artigo bastante encontrado é o chamado Scene Report. Um Scene Report é uma espécie de relato com descrições de bandas, shows, zines e discos de um lugar específico. Se não estou enganado o primeiro Scene Report da cena punk brasileira foi escrito pelo Fabio do Olho Seco para o zine Maximum Rock ‘n’ Roll, de São Francisco, em 1983. Dá pra encontrar essa pepita aqui.

Como ultimamente o DV tem recebido cada vez mais visitas de outros estados, imaginei como seria simpático começar a publicar scene reports de comida vegan em outras cidades fora do nosso distrito. Acho que além de ser uma boa pra pessoas que viajam bastante, também não deixa de ser uma maneira legal de expandir o alcance da nossa comunidade.

Assim, para inaugurar essa nova seção, convidei meu grande amigo Andrei Dignart. Oriundo de Joaçaba, Santa Catarina, e com uma longa história de promoção não-militante do veganismo aqui no Distrito, ele hoje vive no Rio de Janeiro, onde entre um jogo do Botafogo e incursões de eremitismo, se especializou nas iguarias veganas da capital fluminense. Já fui apresentado a muitas delas, aliás, eu sou um dos ateus que gritou “aleluia” descrito no relato que vocês verão a seguir.

A ideia do Scene Report não é ser um índice completo de opções veganas de outras cidades (seria bacana se para isso fossem criados blogs específicos como esse aqui), mas apenas um pequeno guia de turismo vegano. Curto, simpático e com comentários bem parciais. Quem quiser mandar um guia da sua cidade,  seria sensacional. Adoraria receber indicações para  Mossoró Vegetal, Fortaleza Vegetal (quase um Earth Crisis esse – hehe), Porto Alegre Vegetal, Goiânia Vegetal (sem o pequi), etc. Mandem aí.  Basta escrever pra poneteo@gmail.com

Pois bem, já falei demais, aí segue o nosso primeiro ‘relato de cena vegetal’:

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RIO VEGETAL

por Andrei Dignart

O Rio de Janeiro talvez encontre-se entre as cidades com as melhores opções veganas no Brasil, juntamente com São Paulo, Brasília, Curitiba e outras. Provavelmente porque o vegetarianismo é associado a uma dieta saudável, coisa muito popular aqui na terra das corporações Globo, onde muitos parecem estar preocupados com o corpo, a saúde, combinando tudo isso de maneira perigosa com um certo misticismo oriental. A pior parte disso tudo é que a maioria dos restaurantes vegetarianos da cidade tratam disso como um nicho de mercado muito específico, extremamente associado à pessoas de maior poder aquisitivo. Assim, a maior parte das dicas dessa postagem estarão localizadas no eixo Centro-Zona Sul. Imagino que isso não seja tão problemático em um blog de veganos do Distrito Federal, que na maioria das vezes visitam o Rio de Janeiro como turistas, concentrando os passeios nesse mesmo roteiro. De qualquer forma, espero que o espaço para comentários possa servir para que outras pessoas contribuam com dicas de estabelecimentos em outros locais e para corrigir eventuais enganos aqui cometidos.

– Refeitório Orgânico: De longe, meu restaurante predileto de comida vegana. Localizado em Botafogo, combina um ambiente agradável em um casarão com uma quantidade absurda de opções de pratos dos mais diferentes tipos. Existe uma opção de pagar uma certa quantia e comer até morrer, que é o que eu sempre faço. http://www.refeitorioorganico.com.br/

– Restaurante Tempeh: Restaurante-irmão do Refeitório Orgânico, possuindo a opção de buffet livre aos sábados. Próximo a Praça XV. Destaque para os dias com panqueca e bobó de shitake. Dos restaurantes da lista, é de longe o que eu mais frequento. http://www.restaurantetempeh.com.br/

– Reino Vegetal: Também no centro, outra opção de restaurante a quilo. Comida simples e saborosa, com um preço mais acessível do que os outros completamente veganos. http://www.restaurantevegetariano.com.br/

– Vegan Vegan: Outra opção em Botafogo, onde existe a opção de escolha entre dois pratos com direito a uma sopa ou salada de entrada. http://www.planetaorganico.com.br/veganvegan.htm

– Vegetariano Social Clube: Terminando as opções completamente veganas, o Vegetariano Social Clube, localizado na Conde Bernadotte no Leblon, tornou-se lentamente em um dos meus preferidos. Recomendo ir aos sábados, quando se tem a opção de buffet livre. São poucas opções, mas todas muito bem preparadas. Nos domingos tem um esquema semelhante ao Vegan Vegan. Outro ponto positivo é que ele abre quase todas as noites, com um cardápio à la carte com muitas opções. Outro destaque do estabelecimento é que provavelmente você nunca escutará uma música da Enya por lá. http://www.vegetarianosocialclube.com.br/

– Universo Orgânico: Chega a ser surpreendente a ideia de que é possível sair do Vegetariano Social Clube, dar poucos passos e poder achar outro local com tantas opções veganas deliciosas. O destaque do restaurante são as comidas crudívoras, que já fizeram até ateus gritar “Aleluia”. É realmente impressionante o poder que alguns dos pratos tem de derrubar qualquer preconceito que as pessoas possuem sobre alimentos crus. Ainda assim, o grande destaque vai para as numerosas sobremesas disponíveis e os shakes de leite de castanha (salvo engano, todos preparados com mel). http://www.universoorganico.com/

– Biocarioca: São tantas coisas bacanas sobre o Biocarioca que as vezes acabo esquecendo de falar como alguns pratos, especialmente os quiches de tofu, lá são deliciosos. O restaurante se preocupa em usar alimentos orgânicos sempre que possível, capricha nos ingredientes, mantém uma limpeza invejável, deixam marcadas quais opções do cardápio do dia são veganas e são, sem sombra de dúvidas, as pessoas mais simpáticas que poderão te atender. http://biocarioca.com.br/

– Fontes: Restaurante onívoro com um cardápio vegetariano que sempre possui opções veganas. Abre durante a noite. Ipanema. http://www.fontesipanema.com.br/

– Restaurante Amir: Outro grande destaque da lista, esse restaurante possui dois combinados vegetarianos, sendo um deles completamente vegano (o outro possui esfihas que não são veganas). Além disso, possui diversas porções de comida vegana, como o quibe vegetariano, beringela recheada, batata libanesa e etc. Ainda estou para conhecer um restaurante de comida árabe tão saboroso como o Amir. A verdade é que a culinária árabe possui naturalmente vários pratos preparados só com ingredientes de origem vegetal, sendo um dos lugares mais fáceis de um vegan se virar em uma emergência. Aqui no Rio, temos dezenas de estabelecimentos desse tipo, cada um com ponto positivo: Arab, Baghdad, Seu Nacib, Rotisseria Sírio-Libanesa, Al Khayam, Al-Khamar, Cedro do Líbano, Ben Ali, PIttas, entre outros que certamente esqueci. http://www.amirrestaurante.com.br

– Restaurante Bardana: Outra opção vegetariana a quilo no centro da cidade. Todas os pratos tem os ingredientes indicados. http://bardananatural.blogspot.com/

– Opium: Restaurante do Ipanema Plaza, só de opções asiáticas. O grande destaque vai para a arrumação dos pratos, com um deles sendo servido dentro de um abacaxi. Quatro opções veganas, se a memória não falha. $$$ http://www.ipanemaplaza.com.br/pt-br/restaurante-opium

– Green: Mais um vegetariano no centro. Raramente possui pratos quentes veganos, porém tem uma bela seleção de saladas com buffet livre. Preço atraente. http://greenrestaurante.com.br/

– Vegecoop: Outro restaurante com preço mais acessível no centro da cidade. http://www.restaurantenaturalrj.com.br

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